A Stock Car entrou em 2016 com atualizações importantes no carro. Além da troca da bolha da Chevrolet, a principal categoria do automobilismo nacional ganhou novo sistema direção e tanque de combustível, e ainda se livrou das aletas nos para-choques

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Parte dos carros da Stock Car vai ganhar uma nova cara para a temporada 2016. A categoria apresenta, nesta terça-feira (5), a nova bolha dos carros que carregam a marca da Chevrolet. Depois de algumas temporadas com o modelo Sonic servindo de base, agora será o Cruze o molde para as carenagens na principal categoria do país.

Mas, por baixo dessa carenagem, os carros passaram por mudanças que são ainda mais importantes para a performance na pista. Novidades estas que já foram utilizadas na Corrida de Duplas, em Curitiba, no começo de março. E a principal delas é a atualização do sistema de direção. Como reconheceu em entrevista ao GRANDE PREMIUM, Zequinha Giaffone, diretor da JL, a empresa que fabrica os carros da Stock, o item “era um problema crônico”.

“Desde que ele nasceu, em 2009, era muito fácil se perder com ela. A gente pôs algo mais simples, mas também mais funcional”, destacou. Foram substituídas a caixa e a bomba de direção.

Traçando um paralelo com os volantes de simuladores de computador, é como se, agora, houvesse o chamado ‘force feedback’. Antes, era comum os pilotos se verem com uma ‘folga’ no volante até que o carro efetivamente começasse a virar.

“Os melhores carros tinham um sistema de direção ruim. Os outros eram péssimos”, diz Thiago Meneguel (António Félix da Costa em ação em Curitiba na Stock Car (Foto: Miguel Costa Jr.))

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“Os melhores carros tinham um sistema de direção ruim. Os outros eram péssimos”, comentou Thiago Meneghel, chefe da equipe TMG. “Todos os pilotos falavam, quem chegava na categoria já reparava. Era muito complicado. Então isso foi o mais positivo, disparado. Não está perfeito, mas está muito bom.”

Outro engenheiro da categoria, Guilherme Ferro, que comanda a C2, corrobora com a tese: “A dirigibilidade melhorou, envolve só uma questão de adaptação, que vai ser mais rápida ou mais lenta dependendo do piloto”.

Além disso, um novo splitter dianteiro foi introduzido. “Isso faz parte de um conjunto de peças para padronizar a categoria, era um item mais livre. Vai fazer o motor trabalhar com uma temperatura mais baixa e dar mais pressão aerodinâmica na frente”, explica Zequinha — acompanham alterações nas tomadas de ar.

André Bragantini, o chefe da RCM, gostou. “É o mais importante. Ele vai gerar um downforce muito maior, que vai melhorar muito a frente do carro. Com isso, a gente espera tanto nos treinos quanto na corrida ter um equilíbrio melhor do carro. Ele vai se tornar mais previsível ao longo da corrida”, disse.

Na contramão disso, há uma pequena redução de downforce porque foram retiradas as aletas que ficavam nos ‘para-choques’. As equipes quiseram removê-las porque era comum, em toques, que elas cortassem os pneus e causassem problemas. Ao mesmo tempo, eram a primeira coisa a voar e, muitas vezes, sua ausência não era tão sentida nas corridas.

“Em termos de performance, isso tudo exige uma interpretação nova. No nosso caso, a base que a gente tinha do ano passado não encaixou”, comentou Ferro. “Sempre que você tem uma peça diferente no carro, muda alguma coisa. Leva um certo tempo para entender isso. A gente vem evoluindo, mas acho que não vai ser um problema enorme para as equipes”, falou Meneghel.

As pastilhas de freios, escolhidas em contratos comerciais, agora são da Fras-le, e, finalmente, a modificação mais importante em termos de segurança é a introdução de um novo tanque de combustível. Ele é mais resistente e serve como um avanço em relação ao que se tinha — muito embora, no acidente mais grave dos últimos anos, o que aconteceu em Curitiba em 2015, isso já não tenha sido um problema. Uma curiosidade é que a chamada ‘caixa’ do tanque é produzida por uma empresa que pertence a Günther Steiner, o diretor da novata da F1, a Haas. “É um tanque muito mais moderno”, assegurou Zequinha.
(Largada em Curitiba (Foto: Duda Bairros/Vicar))

O que ficou para depois?

Cada kit para atualização dos carros com essas novidades de 2016 custou às equipes R$ 85 mil. O primeiro foi entregue em dezembro e, o segundo, no fim de janeiro. Metade do valor corresponde ao novo tanque de combustível.

Mas houve itens que foram deixados de lado. Na verdade, houve discussões entre as equipes pensando em sequer aplicar algumas destas mudanças, até levando em conta a crise econômica do país e a redução dos patrocínios na categoria, mas o planejamento já estava feito.

Giaffone admitiu, no entanto, que dois itens não puderam ser mexidos neste momento. Um era prolongar o banco. “Até daria tempo, mas é uma peça cara, então as equipes preferiram postergar um pouco, foi uma decisão delas. Infelizmente a gente não conseguiu aprovar”, lamentou. Isso ofereceria uma proteção maior às pernas piloto, porém exigiria mudanças no chassi pela falta de espaço dentro do carro.

“É um ponto fraco de segurança no carro maior que o tanque de combustível”, avaliou Meneghel. “Mas tudo bem, mudar o tanque foi um passo à frente.”

A outra leva em conta o balanço do acidente que envolveu, entre outros, Thiago Camilo, Felipe Fraga e Rafa Matos em Curitiba. O principal seria colocar dois tubos na parte da frente do carro, como um reforço. De qualquer forma, seria uma corrida contra o tempo para que tudo ficasse pronto para o início da temporada. “O assoalho dianteiro novo vai ajudar, mas não foi feito pensando nisso. A gente começou a pensar nele bem antes do acidente do Thiago. A introdução dos tubos seria o mais importante neste sentido”, esclareceu Giaffone. 

 

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O que acharam os pilotos?

“Obviamente que para mim é um pouco diferente porque mudei de equipe depois de sete anos, e isso também implica no estilo de pilotagem na mudança”, afirmou Átila Abreu, que saiu da AMG para a A.Mattheis.

“Para mim, mudou muito! Até fui falar com os outros pilotos para saber quanto que tinha mudado, e foi um pouco dos dois mesmo no meu caso. Principalmente a caixa de direção. É precisa, muito boa. Só é muito leve, e eu prefiro uma um pouco mais pesada, com um feedback maior. Mas é o estilo, sou um cara maior.”

“Quanto ao tanque de combustível, é maior, cabe cerca de dez litros a mais, e melhorou a segurança também. Quem é grande, agora consegue sair pela porta do outro lado. Antes, no desespero, talvez saísse, mas ia ficar sem o macacão. Por último, a frente do carro me agradou bastante. Tem uma pressão aerodinâmica bem melhor. Compromete um pouco a traseira, e tem que entender como achar o melhor equilíbrio. Mas gostei. Todas foram atualizações positivas e a JL está de parabéns. A gente pode criticar, mas acho que todas corrigiram deficiências do carro”, acrescentou.

“É muito pouco, viu. Conversei com outros pilotos para saber se tinha surtido algum efeito em outros carros. Se não tivessem falado, dificilmente a gente identificaria”, declarou Allam Khodair, da Full Time, que chegou em segundo lugar na Corrida de Duplas com o português António Félix da Costa como convidado. “A direção, sim. Por ser mecânica, tem um efeito maior na troca de direções. Mas o carro em si está muito parecido.

A aerodinâmica é um pouquinho melhor e isso é bom para a gente, porque a gente acabou o ano muito bem, e vamos ver se neste ano a gente consegue despontar errando menos e conquistando mais pontos para brigar por esse título.”
(Átila Abreu Luca Bassani )

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