Hamilton deu outra aula de pilotagem ao superar toque na largada, ficar com pneus duros por incríveis 47 voltas e confirmar sua 83ª vitória na carreira, no GP do México. Nos EUA, mesmo que Bottas vença, um oitavo lugar basta para carimbar o hexa

Qualquer uma das combinações necessárias já deixaria a missão um tanto complicada. Bem por isso, não dá para dizer que Lewis Hamilton desperdiçou neste domingo (27) o seu primeiro match-point para o óbvio hexacampeonato. O inglês teve outra atuação digna de campeão, driblou até a uma ousada estratégia da própria Mercedes e ficou com a vitória no GP do México. A terceira posição de Valtteri Bottas adiou a decisão do Mundial de Fórmula 1. Sebastian Vettel, em segundo, completou o pódio.

Os ansiosos para talvez ver a história sendo escrita mais uma vez precisam esperar pouco, já que a próxima corrida acontece neste fim de semana, com o GP dos Estados Unidos. Depois da prova em Austin, restarão apenas dois compromissos na temporada: o GP do Brasil (17/11) e o de Abu Dhabi (1/12).

Essa foi a 83ª vitória de Hamilton, que está a oito de igualar o recorde de Michael Schumacher, sete vezes campeão do mundo. Para ficar na temporada deste ano, o inglês tem 363 pontos, contra 289 de Bottas. Para ser campeão em Austin, mesmo que Valtteri vença, será necessário somar apenas quatro pontos para confirmar o título. A pontuação equivale a um oitavo lugar.

Lewis Hamilton não precisava, mas se arriscou em passeio pela grama no Hermanos Rodríguez (Reprodução/Twitter/@F1)

Dos últimos anos pra cá, foi possível ver esse Hamilton arrojado, sem ser maluco. Um piloto sempre faminto pela vitória. No ano passado, também no circuito Hermanos Rodríguez, então na luta pelo penta, o #44 se mostrou igualmente agressivo nas ultrapassagens. Naquela oportunidade, ele também largou em terceiro e, a partir daí brigou com todo mundo que passou pela sua frente. Assim como com Max Verstappen na prova deste ano, também teve uma aventura pela grama com Vettel. Aos mais cuidadosos, impossível dizer que está errado em lutar demais.

“Nós chegamos aqui com um pé atrás, sabendo que seria uma corrida difícil para nós”, disse Hamilton, depois da corrida. “Não me importo em esperar o campeonato. Amo correr e faço uma corrida de cada vez.”

A impressão é de estar no modo fácil do videogame, criando dificuldades para si mesmo para dar mais emoção na brincadeira. Uma delas foi provocada pela estratégia da própria Mercedes, que o chamou para os boxes na volta 24 de 71. Deu certo, mas haveria uma forma mais fácil de vencer. Apesar dos pneus duros, resistir até o giro 71 naturalmente não seria uma obra das mais fáceis. Não só aguentou, como ainda fez tempos para manter Vettel distante por muito tempo — as voltas finais, sim, foram mais complicadas. A Ferrari, aliás, errou novamente na estratégia com o alemão ao deixá-lo muito tempo na pista com os pneus médios. Como se não bastasse, atrasou o pit-stop do pole-position Charles Leclerc com um vacilo na rodada direita traseira.

Hamilton se adaptou à estratégia da Mercedes e conseguiu segurar ímpeto da Ferrari de Vettel (Divulgação/Twitter/@MercedesAMGF1)

“Foi uma surpresa que os pneus duros rendessem tão bem”, confessou Vettel, que colocou o pneu duro só na volta 38. “O Lewis [Hamilton] estava passeando no segundo stint, então tinha pneus suficientes para a vitória.”

Além das Ferrari, outro carro favorito para a vitória era a Red Bull de Max Verstappen. Mas, esse sim, é um arrojado ainda sem freios, que peca em momentos decisivos. O holandês chegou a cravar a pole, mas não tirou o pé em bandeira amarela durante o acidente de Bottas e largou na quarta colocação. Piorou a sua própria situação ainda na primeira curva, quando misturou tinta com Hamilton e depois teve um pneu furado em disputa com Bottas.

Ao final de tudo, Hamilton e a Mercedes foram literalmente parar no alto do pódio. O piloto teve seu carro erguido para a festa do champanhe em uma celebração inédita na F1. Combinou com a alegria do povo mexicano e também de Hamilton, prestes a ser hexacampeão.

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