Kevin Magnussen não está nada preocupado, tampouco incomodado com a fama de bad boy que tem no paddock da F1. Para o dinamarquês, a competição sempre há de ser dura e as amizades no grid ficam para outra hora

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O cenário é Hospitality Hall da Haas, onde a equipe abriga com conforto os membros do time – incluindo pilotos e chefes – e recebe a imprensa e convidados durante um fim de semana de corrida. Ainda na quinta-feira do GP do Brasil, os pilotos têm amplas atribuições com a imprensa e poucas propriamente no carro. No meio da tarde, Kevin Magnussen é quem recebe os repórteres – três, no caso. Dois do GRANDE PREMIUM.

 

A pouca presença de jornalistas – que, diga-se de passagem, também têm inúmeros trabalhos nas quintas de F1 – faz a assessoria de imprensa da Haas pedir que os repórteres esperem mais alguns três ou cinco minutos além da hora marcada apesar do piloto já estar disponível e todos prontos. Pedido, claro, aceito sem problemas. Mas como todos estão ali, óbvio, a conversa acontece normalmente.

 

Nada muito importante, naquele momento. Amenidades. Fala-se da alimentação no México, onde Kevin teve um problema de intoxicação, e no Brasil. As viagens recentes também entram na baila. A hora de ligar os gravadores já deu, mas antes que o momento amenidades chegasse ao fim, sai dos interiores da estrutura da equipe o chefe da Haas.

 

"Ele está se comportando? Cuidado que ele é um bad boy", fala Günther Steiner, com um sorriso aberto. Risadas de Magnussen e todo mundo da Haas que estava no local indicam que é hora de ligar os gravadores e começar de fato a entrevista. 

(Kevin Magnussen)

O GP* não poderia deixar passar aquela oportunidade e perguntou ao também sorridente piloto dinamarquês o motivo daquela brincadeira de Steiner. E foi isso que gerou o bate-papo mais longo daquele encontro.

 

"Eu não me importo com isso. Muitos pilotos reclamaram de mim nesse ano, aí criou-se uma piada interna no time", explica.

 

Na verdade, não é segredo o motivo da piada de Steiner. Nos últimos meses, Magnussen foi alvo de reclamações de vários pilotos do grid da F1. Segundo alguns colegas, Kevin é um piloto sujo.

 

O que não quer dizer, necessariamente, que Magnussen corra para afirmar aos quatro ventos que não joga duro. O dinamarquês usa o limite legalmente aceitável para duelar com outros pilotos.

 

"Fui punido apenas uma vez esse ano por incidentes de pilotagem, o que significa que eu não sou assim tão ruim", exemplifica. 
(Kevin Magnussen)

Ser impopular é apenas mais um traço de pilotar na F1 para Magnussen. É normal, o que sempre foi e, da forma como ele se coloca para falar do assunto, é assim que sempre será enquanto lá estiver.

 

"Não diria que eu sou o mais popular entre os pilotos, mas não preciso ser. Só me importo com os resultados na pista e a decisão dos comissários."

 

Não quer dizer que o estilo de Magnussen nunca tenha causado dores de cabeça reais ao piloto, como em confusões em 2017 com Nico Hülkenberg, Fernando Alonso e Sergio Pérez. Não é isso, é totalmente diferente. Acontece que Magnussen aceitou como é e como guia. 

O que ele mudou foi o caminho para receber respostas. Antes grande adepto das redes sociais, agora cortou esta ponte. Continua sem mudar a forma de guiar porque alguém disse qualquer coisa. Agora, porém, a não ser que seja alguém do meio, nem escuta mais o que outras pessoas têm a dizer. 

 

(Kevin Magnussen)

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"Não, de maneira alguma [muda a abordagem por críticas]. Uma coisa que eu passei a fazer há algum tempo foi parar de olhar as redes sociais. Na internet você recebe muitas críticas que podem ser muito frustrantes, então eu parei de dar atenção há um tempo. Dessa forma eu fico meio que sem saber o que as pessoas dizem", conta.

"Se alguém [no paddock] disser algo negativo em relação a mim, tenho certeza que vocês [imprensa] vão me contar. Mas realmente eu não me importo muito. Claro que eu não tenho como meta ser impopular, mas eu quero ganhar e às vezes você precisa distribuir ombradas para conseguir os resultados", arremata.

A fama de 'duro na queda' também rende um certo respeito – ou medo – de quem deseja enfrentá-lo na pista.

"Você precisa dar tudo o que tem. Se eu estivesse na briga pelo título e Alonso viesse para cima de mim por fora daquela forma [no GP do México], eu talvez reagisse de outro jeito. Mas não estou nessa situação, estou brigando por todos os pontos. Cada ponto que eu for conseguir será brigado demais. Não há razão para mudar minha abordagem. Não somos um time que pode ainda ficar sempre na zona de pontos – e nós precisamos marcar pontos -, então precisamos aproveitar as oportunidades", afirmou. No México, aliás, Magnussen terminou à frente de Alonso após uma longa disputa pela oitava posição.

(Kevin Magnussen)

E as amizades? Fama, afinal, é algo que se alastra pelo paddock e fica nos ouvidos de todo mundo. Mesmo com essa situação, K-Mag ainda mantém relações próximas com pessoas da F1. Mas faz questão de ressaltar: nenhuma delas é piloto. Simplesmente não daria certo. 

 

“No paddock, sim [tem amigos]; entre os pilotos, não, não tenho nenhum amigo. Isso nunca daria certo. Eu nem me esforço para fazer deles meus amigos, inclusive", conta.

 

Romain Grosjean" target="_blank">Romain Grosjean, o companheiro de hoje, é alguém com quem Magnussen se dá bem, mas nem assim o #20 adota um tom mais suave. 

 

“Como companheiro de equipe é bom ter alguém com quem você possa aprender e o Romain é assim. Ele é o primeiro cara que eu preciso bater por termos o mesmo equipamento".

 

Bad boy ou não, com Magnussen, enquanto for F1, é competição dura ou nada. As amizades ficam para depois.
(Kevin Magnussen)

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