Felipe Drugovich apareceu muito bem em 2017 e foi a grande revelação do Brasil no automobilismo europeu. Aos 17 anos, o paranaense mantém os pés no chão, fala em trabalho duro, mas foca todos os esforços na F1

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Não é de hoje que o Brasil vem sofrendo com a falta de renovação de seus pilotos na Europa. Assim, é natural que alguém chame a atenção quando começa a se destacar em alguma categoria de base. Em 2017, o nome da vez foi Felipe Drugovich, que brilhou na F4 Alemã. 

 

Terceiro colocado na categoria germânica após vencer mais que o dobro de corridas do que qualquer outro piloto do grid, Felipe ainda conseguiu aparecer bem na F4 Italiana, na F3 Open – que será sua categoria em 2018 – e, para começar o ano, terminou com recorde de vitórias a temporada do MRF Challenge, se sagrando campeão.

 

Em conversa com o GRANDE PREMIUM, o piloto de Maringá mostrou bastante tranquilidade em relação ao momento que vive. Drugovich negou que sinta pressão por ser a esperança brasileira do momento e deixou claro que segue com os pés no chão para evoluir, como ele mesmo diz, "em tudo".

(Felipe Drugovich (Foto: Divulgação))

Felipe Drugovich se destacou muito em 2017 (Felipe Drugovich (Foto: Divulgação))
"Acho que isso não me põe pressão, não. Só me deixa muito feliz, me motiva. No ponto em que eu estou, em que ainda falta bastante coisa para alcançar, acho que não tem motivos de se colocar pressão. Eu uso isso tudo para seguir melhorando sempre", explica o piloto de Maringá sobre ser a esperança jovem brasileira do momento.
 
Tudo bem que até a F1 a estrada para Drugovich ainda é longa – e ele mesmo reconhece isso -, mas a expectativa em cima do paranaense faz bastante sentido: além do talento que demonstrou, é ele, provavelmente, o piloto brasileiro mais próximo da F1 depois de Sérgio Sette Câmara entre aqueles que correm na Europa.
 
"O fato de eu ter sempre andado na frente na categoria me ajudou muito no meu desenvolvimento, eu tive de aprender a ser consistente o tempo todo. E isso foi algo que eu acabei pecando, fui quem mais venceu, mas terminei nove pontos atrás do líder. Lógico, a maioria dos problemas não foi culpa nossa, mas o que tiro mesmo de mais positivo foi ter vencido tanto em uma categoria disputada. Foi tudo muito competitivo, os dez primeiros sempre tinham condições de vencer, então foi muito bom ter essa diferença de vitórias que tive para os demais: sete para três para o segundo que mais ganhou. Fora isso, o número de vitórias na temporada em si. Consegui 17 contando tudo que fiz, foi excepcional para mim", comenta em relação aos pontos fortes do ano na F4 Alemã e nas demais categorias em que apareceu.

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

O jovem também não tem muitos problemas para falar dos pontos fracos. Para ele, faltou um pouco de consistência para ser campeão na Alemanha e, além disso, em todas as áreas o desempenho pode ser melhor.

 

"Eu quero continuar buscando evoluir em simplesmente todos os aspectos, mas acho que a parte de consistência é o principal agora. Nem tanto por culpa nossa, mas perdemos o campeonato de F4 Alemã assim, o campeão levou simplesmente porque estava sempre no top-5, no top-6. No MRF isso já foi melhor, sempre estive no top-3. Acho que é isso o que mais tenho de melhorar mesmo, mas não é só isso, quero melhorar em tudo"

 

Além do talento e da dedicação, o piloto ainda tem uma vantagem em relação à maioria dos compatriotas: foi cedo para a Europa. Assim, o tempo de adaptação já ficou bem para trás.

 

"Vim para a Europa em 2014. No começo, foi um pouco difícil me acostumar com a escola, com a língua, ainda que o italiano não seja dos mais difíceis para a gente. Mas de um tempo para cá eu já fiquei bem mais acostumado, eu gosto de estar aqui, é ótimo não ter de viajar tanto do Brasil para correr aqui. Minha rotina aqui é bem simples: muito foco nos treinos, bastante tempo de academia e de simulador. Você tem muito pouco tempo de pista fora dos finais de semana aqui, então precisa aproveitar esse tempo para chegar preparado, especialmente agora que vou para a F3".

(Felipe Drugovich (Foto: Divulgação))

Aliás, o tema brasileiros na Europa também foi conversado com o jovem piloto, que apontou alguns motivos para o baixo contingente, mas apresentou também um contraponto interessante.
 
"A questão da quantidade de brasileiros na Europa é relativa. Acho que são diversos motivos que fazem isso: alguns têm menos condições financeiras, alguns não conseguem aproveitar as janelas para irem para lá, outros não têm apoio da CBA… Acho que o primeiro passo seria a CBA ajudar os pilotos como fazem aqui na Europa, pelo menos financeiramente. Aí é totalmente diferente, tentam segurar o piloto no Brasil e nem categoria para isso tem. Mas acho também que os pilotos precisam de muita dedicação. Saber se adaptar, aprender o máximo possível, agarrar a oportunidade quando elas surgem. Aí teríamos mais pilotos ficando de vez na Europa".
 
Em 2018, Drugovich vai alinhar no grid da F3 Open, categoria que, em 2017, contou com Thiago Vivacqua, Matheus Iorio, Pedro Cardoso, Guilherme Samaia e Chris Hahn. Além dela, pensa também em aparecer mais vezes na F3 Europeia.
 
"De confirmado tenho apenas a F3 Open, mas existe a chance de fazer algumas provas da F3 Europeia. Só que não tem nada certo, na verdade ainda não tem nada encaminhado".
Felipe Drugovich vai para a F3 Open em 2018 (Felipe Drugovich (Foto: Divulgação))
Evitando se empolgar muito nas projeções para 2018, Drugovich só quer saber de ganhar e, principalmente, se adaptar a um carro mais próximo ao das categorias superiores.
 
"Eu não gosto de colocar metas de resultados, talvez alguns objetivos e meu objetivo é sempre ganhar. Mas o que eu quero é me adaptar bem ao carro de F3, um carro mais rápido e que vai me ajudar a ter sucesso em outras categorias maiores no futuro", afirma.
 
Sem esconder que sonha mesmo com a F1, Felipe elogia outras categorias, ainda que não tenham entrado em seu plano de carreira. O Road to Indy, num caminho parecido com o que fez Matheus Leist, por exemplo, da Europa para a Indy Lights, também agrada.
 
"Ainda não fiz nenhum planejamento, mas é aquilo: você precisa sempre mirar no mais alto e, nesse caso, é a F1. Mas não descarto DTM, WEC, Indy, são categorias espetaculares. Acho o Road to Indy uma estrada muito boa, ajuda muito mais os pilotos que na Europa. Me agrada, lógico, faria com o maior prazer, mas meu foco no momento está aqui na Europa, na F3. Minha equipe, a RP, vai fazer a Pro Mazda em 2018, então posso sondar alguma coisa, mas não estou pensando nisso no momento".
Felipe também olha para o que está rolando no Brasil e se empolga com a Stock Car. Mas deixa claro: é por uma corrida e sem perder o foco nos monopostos.

 

"A Stock Car é uma categoria muito boa e que consegue fazer um belo trabalho mesmo com o Brasil na situação em que está. Ela está crescendo muito, mas meu foco, hoje, está em monopostos. Agora, se eu conseguir fazer uma corrida lá, seria muito bom. Se pintar essa oportunidade, sem tirar o foco dos monopostos, perfeito", completa.

 

Não dá para saber se Drugovich vai ser o próximo brasileiro na F1, mas o paranaense está, dentro e fora das pistas, trabalhando para que isso aconteça na hora certa.
(Felipe Drugovich (Foto: Divulgação))

Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Escanteio SP.

SÃO PAULO E-PRIX 2023:
SINTA A ENERGIA DA FÓRMULA E

25 de março de 2023 CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ACESSAR O SITE OFICIAL DE VENDAS E ATIVAR O SEU BENEFÍCIO EXCLUSIVO COM O CÓDIGO SAOPAULOVIP. Comprar Ingresso com desconto

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar