No último fim de semana, a F-E foi até Montreal para definir seu terceiro campeão. Líder, Sébastien Buemi chegou como favorito, mas não levou, obedecendo a um roteiro de reviravoltas que parece ser a tônica do campeonato dos carros elétricos

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A F-E chegou ao fim de sua terceira temporada de história no último fim de semana e, uma vez mais, viu uma reviravolta na hora de conhecer o ganhador do título. Apesar do pouco tempo de vida, a categoria dos carros elétricos parece ter uma vocação para o equilíbrio, a regularidade e a imprevisibilidade. Em três disputas, três campeões diferentes. Todos os campeonatos foram definidos na rodada derradeira e nenhum deles obedeceu ao roteiro que se desenhava às vésperas da decisão.

Foi assim com Nelsinho Piquet, no primeiro ano da série, depois com Sébastien Buemi e, por fim, com Lucas Di Grassi em Montreal. As três campanhas têm situações bem semelhantes e até um certo ar de déjà vu, mas há cenários diferentes momentâneos muito diferentes. Por isso, o GRANDE PREMIUM reuniu todos os fatores que envolveram as três decisões para entender como chegar à rodada final da F-E com a liderança não é garantia de nada.

No primeiro ano do campeonato, a sensação geral era de qualquer coisa poderia acontecer. E a justificativa mais óbvia se dá pelo ineditismo da categoria elétrica. Mas não é bem assim. Desde o início, três nomes se destacaram: justamente os pilotos que hoje carregam o troféu de campeão. Só que até alcançar decisão, demorou para um favorito aparecer.

Piquet decidiu de última hora fazer parte da equipe China. É bem verdade que a estrutura do time não se mostrava tão competitiva, mas o brasileiro foi ajudando a escuderia a se adaptar, enquanto ele próprio descobria aquele novo mundo. Aí venceu em Long Beach – mesmo lugar onde seu pai, décadas antes, também havia iniciado uma trajetória vitoriosa na F1. Depois, ganhou em Moscou, foi ao pódio e se colocou na briga no meio da temporada. Briga essa que se tornou ainda mais acirrada devido à grande rivalidade com Di Grassi. Enquanto isso, Buemi veio ganhando terreno também, vencendo mais do que os dois compatriotas, inclusive.

O filho do tricampeão da F1 chegou a grande final líder e com uma vantagem de 17 pontos para o suíço da e.dams. Só que a aquele fim de semana se desenhou como um pesadelo para Nelsinho. Na primeira corrida em Londres, o piloto largou em quarto, mas terminou a prova em quinto. Buemi, por sua vez, saiu da pole e venceu. Assim sendo, o suíço foi para o domingo com uma desvantagem de apenas cinco pontos. Di Grassi vinha somente 13 atrás, mais ainda com chances.

Mas na segunda prova o cenário para Piquet foi ainda mais complicado. Parte da classificação foi marcada pela chuva. Após largar na 16ª colocação, Piquet escalou com a China até o oitavo lugar. Dois postos à frente, Sébastien errara na pista e após rodar era o sexto posicionado. À sua frente, Bruno Senna. O ataque de Buemi nas voltas finais foi feroz, mas Senna bravamente o segurou. Por tabela, segurou a conquista do compatriota. Com campo visual para ver o que estava acontecendo, Nelsinho não sabia bem que aquela disputa valia seu título.

A declaração do piloto ao GRANDE PREMIUM dá uma boa ideia do que foi aquela decisão. "Foi mais o estresse do final de semana. Começou tão tranquilo, eram 17 pontos de vantagem. E em pouco tempo, depois de uma corrida, eram cinco pontos. Então, no outro dia teve chuva na classificação para piorar. Foi uma coisa piorando atrás da outra. Realmente acabou me estressando muito. Depois de tanto trabalho, não desistir, batalhar domingo o dia todo, conseguimos sair com o título", disse o piloto.
(Piquet sorriu só antes da corrida (Foto: F-E))

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Aí veio a segunda temporada da F-E, que acompanhou um intenso embate entre Sébastien Buemi e Lucas Di Grassi. O suíço viveu um início de campeonato fortíssimo, cravando a pole, vencendo e anotando a melhor volta da corrida em Pequim, conquistando a pontuação máxima da rodada, o que o fez abrir de cara 12 pontos para o piloto da Abt Audi. O brasileiro, por sua vez, chegou em segundo e foi seguindo de perto o rival.

Mas o helvético também teve de amargar alguns reveses, como problemas mecânicos e rodadas para esquecer como em Putrajaya, Long Beach e Paris. Enquanto isso, Di Grassi vencia e ia se consolidando na liderança do campeonato. Só que a falta de sorte também atingiu o brasileiro, que acabou desclassificado da etapa do México, onde havia feito uma prova perfeita para vencer no Hermanos Rodríguez

Quer dizer, a certa altura do campeonato, simplesmente não havia um favorito, apenas a convicção que Buemi, então vice-líder, tinha mais chances em grande parte ao mais competitivo conjunto da e.Dams.

Só que, no fim das contas, Lucas ainda conseguiu se sustentar na ponta do campeonato até a última rodada, novamente disputada em Londres. Na verdade, a diferença entre de apenas um ponto. Lá, a coisa virou de cabeça para baixo, e para ambos os pilotos, no entanto. 

Na primeira corrida, o brasileiro ainda conseguiu abrir três pontos. Mas a batalha do Battersea acabou sendo ainda mais dramática. Buemi conseguiu um pole importante, que o fez empatar o jogo, mas, na largada, Di Grassi atingiu o rival. Lucas ficou de fora da corrida, enquanto Sébastien conseguiu retornar, fez a volta mais rápida da prova e acabou levando o título por apenas dois pontos.

A decisão foi traumática, mas Buemi conseguiu a remontada no fim. Em mais uma prova de que o comando na tabela de pontos nem sempre é garantia.
(Buemi comemora (Foto: F-E))

Acontece que essa peculiaridade da F-E pode também guardar requintes de crueldade na mesma medida em que empolga seus fãs. E a vítima agora foi exatamente o suíço. Na terceira temporada de sua história, a categoria dos carros elétricos começou a disputa acompanhando um início avassalador de Buemi. Pareceu que o piloto transformou toda a fúria da decisão em força e domínio.

A performance foi tão impressionante que bicampeonato deu a entender que viria apenas por uma questão de tempo. E não era para menos: Sébastien venceu as três primeiras corridas da temporada, sem dar uma muita chance, deixando também evidente o salto enorme de qualidade da parceria Renault e.dams. Ainda viriam mais três triunfos antes de chegar à final, com dez pontos de diferença para o mesmo Lucas Di Grassi.

E isso perdendo uma rodada, depois teve de abrir mão da etapa de Nova York para correr em Nürburgring com a Toyota no Mundial de Endurance.

Antes do início das atividades derradeiras do campeonato, a sensação era ade que o helvético chegaria ao segundo título sem muito drama, que todos os traumas haviam sido superados e deixados na Inlglaterra. Mas um acidente no segundo treino livre em Montreal – a cidade canadense agora substituta de Londres como palco da decisão – mudou toda a história da decisão.

Dali para frente, a situação de Sébastien foi só piorando. Foi quase inacreditável o infortúnio do rapaz.

Enquanto o rival Di Grassi se adaptava rapidamente à pista e cravava a pole da corrida 1. Buemi tentava minimizar os prejuízos. Só que Lucas largou na frente e venceu, enquanto o suíço acabou desclassificado, depois que os comissários encontraram uma irregularidade no peso de seu carro – que teve de ser reparado de última hora após a batida naquele mesmo dia.

Aí ficou selado o destino de ambos. Na prova do dia seguinte, o brasileiro apenas fez o que precisava fazer: levou o carro até o fim para celebrar o seu título em mais uma reviravolta desta F-E cada vez mais surpreendente.

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(Lucas Di Grassi Audi Sport)

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