Campeões incontestáveis na Fórmula 1, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton estão sempre prontos a defender os direitos das minorias e também chamar a atenção para a questão ambiental

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Sebastian Vettel e Lewis Hamilton já tiveram seus feitos na Fórmula 1 postos lado a lado inúmeras vezes. O primeiro ainda ostenta o título de campeão mais jovem na história; já Hamilton divide com Michael Schumacher o recorde de sete campeonatos na principal categoria do automobilismo mundial em sua vitoriosa carreira.

Mas nenhum recorde, nenhuma vitória, nenhum título é tão significante do que os feitos que ambos têm realizado extrapista. Hoje, Vettel e Hamilton são as principais — e talvez únicas — vozes que se levantam em meio a um esporte elitista para defender causas socioambientais. Os multicampeões entendem a relevância que possuem não só como figuras públicas, mas como cidadãos e falam abertamente sobre temas que ainda são tabus, como homofobia, racismo e aborto.

Hamilton e sua mensagem

Os protestos antirracistas

Primeiro e único piloto negro na F1, Hamilton foi às ruas em Londres, em 2020, para apoiar o movimento Black Lives Matter, que se intensificaram após o assassinato de George Floyd nos Estados Unidos. A atitude moveu a F1 a adotar o protesto antirracismo antes das corridas, mas não parou por aí.

No GP da Toscana de 2020, em Mugello, Hamilton desafiou o conservadorismo da categoria ao subir no pódio com uma camiseta que dizia “Prendam os policiais que assassinaram Breonna Taylor”, referindo-se a mais um caso de violência policial nos Estados Unidos que acabou na morte de uma pessoa preta. Tal atitude fez a FIA proibir que pilotos subissem ao pódio com qualquer tipo de vestimenta por cima do macacão de corrida.

O alerta para o aquecimento global

O meio ambiente também faz parte da pauta de Hamilton, que é vegano e já chegou a dizer em seu Instagram que sentia “vontade de desistir de tudo”, num desabafo sobre a falta de preocupação das pessoas com o que acontece no mundo. Vettel, por sua vez, também é ativista, tanto que admitiu em entrevista recente que vê hipocrisia em correr na F1 — que ainda está distante de um caminho totalmente sustentável — e defender o ambiente.

Sebastian Vettel (Foto: Aston Martin)

Mesmo assim, ele não deixa de dar o seu recado. Um dos mais notáveis foi no último GP, realizado em Miami. Em meio à festa regada a muita pompa preparada para receber os pilotos, o tetracampeão apareceu com uma camiseta que chamava atenção para o aquecimento global. “Miami 2060. O primeiro Grand Prix debaixo d’água. Aja agora ou nade depois” dizia a estampa.

Sempre que possível, Vettel opta pela bicicleta em vez do carro para se locomover até os autódromos. “Tem muita coisa que pergunto a mim mesmo e muitas coisas que eu faço porque acredito que posso melhorar. Preciso pegar um avião todas as vezes? Não, então pego o carro. Algumas coisas estão sob o meu controle”, disse em entrevista ao programa da BBC Question Time.

Os direitos da comunidade LGBTQIA+ e das mulheres

Vettel e Hamilton também não perdem a oportunidade de manifestar apoio à comunidade LGBTQIA+, principalmente quando estão em países onde se relacionar com alguém do mesmo sexo é considerado crime. Foi assim no Catar, em Abu Dhabi, na Arábia Saudita e na Rússia, seja na pintura do capacete, camisetas ou mesmo na máscara usada no pódio. Se há uma câmera apontada para eles, a mensagem será transmitida.

Os direitos das mulheres também não escapam aos olhos da dupla. No fim de semana em Jedá, no ano passado, Vettel foi além e decidiu reunir mulheres pilotas e promover um evento de kart para elas.

Vettel em evento de kart na Arábia Saudita (Foto: Sebastian Vettel/site oficial)

Este ano, em Miami, foi a vez de Hamilton se manifestar após um documento vazado sugerir que a Suprema Corte dos Estados Unidos estaria disposta a derrubar a lei que legaliza o aborto. “Todos deveriam ter o direito de escolher o que fazer com seus corpos. Não podemos deixar essa escolha ser tirada”, escreveu em sua conta no Instagram.

Duas figuras que dispensam apresentações quanto às conquistas na F1. E que também merecem ser lembradas pelo trabalho que executam fora da categoria.

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