As duas passagens de Kimi Räikkönen pela Ferrari são muito distintas. Nos três anos entre 2007 e 2009, havia um finlandês em grande forma na poderosa equipe de Maranello. Entre 2014 e 2016, temos um finlandês em decadência – assim como a escuderia

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A segunda passagem de Kimi Räikkönen pela Ferrari completou três anos ao final de 2016. Contratado a peso de ouro após grandes apresentações pela Lotus em 2013, o finlandês chegou para ajudar a equipe a acabar com o jejum de títulos que vem desde 2008. Ao lado de Fernando Alonso, formava aquela que podia ser considerada a dupla mais forte de 2014. Como o tempo nos mostrou, tudo foi uma grande decepção: não só turma de Maranello não construiu carros capazes de brigar por título, como também o nórdico não encheu os olhos de ninguém.

É um enorme contraste com a primeira passagem de Kimi pela Ferrari, justamente de três anos de duração. Entre 2007 e 2009, o finlandês era um dos grandes nomes da F1: já marcado pelas batidas na trave na época da McLaren, Kimi partiu com a missão de se redimir. E se redimiu: com um carro que era verdadeiramente competitivo, Räikkönen teve a felicidade de viver o melhor momento de sua carreira em Maranello.

O GRANDE PREMIUM compara as duas passagens de Räikkönen pela Ferrari – uma comparação que traz números extremos. Da época da soberania à época da mediocridade, se percebe o céu e o inferno na vida de Kimi.

Kimi Räikkönen, 2007-2009

52 GPs
9 vitórias (17,3%)
5 poles (9,6%)
16 voltas mais rápidas (30,7%)
26 pódios (50%)
583 pontos* (11,2 pontos por corrida)

*Número convertido para o atual sistema de pontuação, que dá 25 pontos ao vencedor
(Kimi Räikkönen, 2007 (Foto: Ferrari))

Este pode ser considerado o melhor período da carreira de Räikkönen. É bem verdade que o campeão de 2007 não foi perfeito ao longo dos três anos – depois do título, 2008 e 2009 não foram lá brilhantes. Mesmo assim, Kimi era capaz de manter o alto nível e ir ao pódio com frequência – metade das corridas, para ser exato. Nesse período, esse número só fica devendo para os de Lewis Hamilton e Felipe Massa.

Räikkönen também tirou proveito do fato de que, em 2007 e 2008, Ferrari e McLaren levavam a maioria absoluta das vitórias. Em um dia normal, Kimi tinha grandes chances de pódio e vitória. Grandes mesmo, já que BMW e Renault estavam longe de ser páreo.

Em 2009, a história é completamente diferente. A Ferrari errou feio no carro, com o modelo F60 sofrendo até para pontuar. Enquanto Brawn GP e Red Bull empilhavam vitórias, os italianos tinham que comer muito feijão com arroz para melhorar os resultados. Kimi pontuava quando dava, mas estava devendo para Massa. Na segunda metade do ano, já como primeiro piloto por conta do acidente de Felipe na Hungria, o finlandês ainda levou uma vitória na Bélgica.

E foi isso: ao fim do ano, Räikkönen perdeu o espaço na Ferrari para Alonso e foi ocupar o tempo no Mundial de Rali.

Kimi Räikkönen, 2014-2016

59 GPs
0 vitórias (0%)
0 poles (0%)
4 voltas mais rápidas (7,7%)
7 pódios (11,8%)
391 pontos (6,62 pontos por corrida)
(Kimi Räikkönen, 2015 (Foto: Ferrari))

A temporada do retorno de Räikkönen, a de 2014, lembrou muito a de despedida. A Ferrari voltou a errar a mão em uma mudança de regulamento e o F14-T era um horror, talvez ainda pior do que o F60 de 2009. A cereja no bolo foi o fato de que Kimi estava sofrendo para se adaptar aos modelos híbridos, que exigiam um estilo de pilotagem diferente. Não por acaso, o piloto passou o ano inteiro sem ir ao pódio, fechando o campeonato em uma deprimente 12ª colocação. Para comparação: Alonso foi sexto.

2015, por sua vez, foi um ano mais decente. Com um carro que em geral estava atrás apenas da Mercedes, Kimi até beliscava um pódio aqui e ali. Mas não sem antes apanhar de novo do companheiro, agora Vettel. Essa temporada, aliás, é um exemplo claro de que algo estava errado com Räikkönen: mesmo com a melhor Ferrari dos últimos anos (o que não quer dizer muito, para falar a verdade), a falta de ritmo era um fardo pesado demais. Não é exagero dizer que o veterano estava correndo na dependência dos outros, esperando pelo infortúnio alheio para ganhar posições.

Depois de reclamar de Räikkönen, é hora de reclamar da Ferrari. A equipe, que abriu o ano falando até título, não foi capaz de fazer nada contra a Red Bull, que evoluiu de forma exemplar e recuperou a condição de segunda melhor equipe. A esquadra de Maranello voltou a criar expectativas e voltou a decepcionar, ao melhor estilo do que foi visto nas temporadas anteriores.

Kimi foi ao pódio em quatro corridas, todas no início do ano. Mesmo na pior temporada de Vettel, não o bateu. Talvez tenha sido um ano de pilotagem melhor do que a de 2015, principalmente por conta da regularidade. Mas não dá pra dizer que teve festa em Espoo no fim do ano.

Ao contrário da primeira passagem pela Ferrari, a segunda terá uma quarta temporada. Em atitude muito questionada, a escuderia renovou com o veterano por mais um ano, talvez ainda na expectativa de um renascimento de Kimi. Ou talvez por não ver boas opções no mercado.

De um jeito ou de outro, o finlandês precisa usar a oportunidade que um novo regulamento traz para calar os críticos. É fato que faz tempo que a Ferrari não se dá bem em anos de mudanças na F1, mas o piloto do carro #7 vai precisar arranjar um jeito de cultivar esperança naqueles que ainda acreditam em uma volta por cima.

Se Kimi não render com carros mais agressivos, que chamam atenção pela aerodinâmica rebuscasa – justamente como era no primeiro ciclo na Ferrari –, é porque realmente chegou a hora de ir embora da F1. O ano extra em Maranello pode parecer enfeite em uma carreira tão vitoriosa como a de Kimi, mas vai acabar dizendo bem mais do que nós esperamos.

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