Incrivelmente, a corridaça que foi o GP da Bélgica não teve nenhuma atuação de saltar aos olhos — nem mesmo com Hamilton e Alonso

  
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Que corrida foi o GP da Bélgica. Aconteceu de tudo, especialmente nas primeiras voltas. Pilotos de ponta e companheiros de equipe se tocando, batidas no meio do pelotão, acidente forte logo depois. Safety-car virtual, safety-car “de verdade” e bandeira vermelha. E, incrivelmente, não foi uma corrida de grandes atuações dos pilotos.

“Ah, mas como assim? Olha o Hamilton e o Alonso, que largaram na última fila.” 

É verdade. Bastaram alguns minutos para Fernando Alonso e Lewis Hamilton aparecerem em quarto e quinto. Eles terminaram em sétimo e terceiro, respectivamente. Porém, o caminho dos dois foi muito facilitado por tudo que aconteceu ao seu redor.

Carlos Sainz, na segunda volta, foi o sétimo piloto a sair “gratuitamente” da frente. Sebastian Vettel, Kimi Räikkönen e Max Verstappen se tocaram na largada, e depois foram Pascal Wehrlein e Jenson Button, fora Marcus Ericsson, que nem largou. Então veio um SCV, levando um tanto de gente aos boxes, e na sequência o SC, que levou o resto do povo. Esses pit-stops se mostraram desnecessários no momento em que a bandeira vermelha foi dada, e Hamilton e Alonso puderam trocar seus pneus sem prejuízo algum.

           
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De resto, Nico Rosberg fez uma corrida irretocável, mas sem ser pressionado. Daniel Ricciardo ficou confortável na segunda posição apesar de Hamilton se aproximar algumas vezes. A Force India teve um grande fim de semana e assumiu a quarta posição no Mundial de Construtores, passando uma Williams que tratou de confirmar seu momento fraco neste meio de campeonato. E os pilotos da Ferrari tiveram de correr para recuperar o estrago da La Source.

Quem foi, afinal, o melhor do GP da Bélgica? Só avaliando um por um para concluir.

Ok, dizer que Mark Webber teve a grande atuação do dia talvez seja exagero (Daniel Ricciardo e Mark Webber (Foto: Beto Issa))

1 — Nico Rosberg (Mercedes) — 8,0

O alemão pode ter vencido, mas não precisou fazer muito. Guiou sem pressão o fim de semana todo, sabendo que Hamilton seria punido. Ainda assim, imprimiu um bom ritmo na prova para fugir de qualquer risco. Diferença no campeonato caiu dez pontos.

2 — Daniel Ricciardo (Red Bull) — 7,5

Sua vida foi bastante facilitada pela confusão a sua frente na largada. A briga prometia ser bem interessante entre ele, Verstappen, Vettel e Räikkönen. Não houve briga e o segundo lugar ficou aberto. De qualquer modo, vem fazendo um excelente campeonato.

3 — Lewis Hamilton (Mercedes) — 8,0

Hamilton nem precisou pedir licença para ninguém para chegar à briga pelo pódio. Ganhou as posições de Alonso e Hülkenberg depois da bandeira vermelha e zás. Minimizou o prejuízo.

O pódio do GP da Bélgica (Rosberg, Ricciardo, Hamilton (Foto: Beto Issa))

4 — Nico Hülkenberg (Force India) — 7,5

Sua chance de pódio seria muito maior não fosse a bandeira vermelha que bandeja o quinto lugar para Hamilton. Mesmo assim, teve calma para fazer uma prova constante e igualar o melhor resultado da carreira na F1, seu melhor resultado no ano.

5 — Sergio Pérez (Force India) — 7,0

Ficou em desvantagem quando entrou nos boxes precisando esperar Nico Hülkenberg após ser superado na largada. Fez uma linda ultrapassagem sobre Massa no caminho para se recuperar e ser quinto.

6 — Sebastian Vettel (Ferrari) — 6,5

Faltou cuidado para Vettel na primeira curva. Ele poderia ter evitado a colisão com Kimi e Verstappen, que já se enroscariam de um jeito ou de outro. Depois conseguiu se recuperar decentemente para chegar em sexto.

7 — Fernando Alonso (McLaren) — 8,0

O sétimo lugar por si só já é um ótimo resultado para a McLaren. Tendo largado na última posição, melhor ainda — mesmo com o caminho ficando facilitado. Domingo positivo para o bicampeão.

Alonso ficou contente com o desfecho do seu fim de semana (Fernando Alonso (Foto: Beto Issa))

8 — Valtteri Bottas (Williams) — 6,0

Prova modesta de Bottas, prejudicado pela bandeira vermelha. Abriu mão do quarto lugar após o acidente de Magnussen para trocar pneus e cair para 12º. Tudo isso para a bandeira vermelha ser dada logo a seguir.

9 — Kimi Räikkönen (Ferrari) — 6,5

Ótima classificação, nem tão boa corrida. Superou Vettel de novo na classificação, foi atingido por dois logo na primeira curva. Assim fica difícil.

  
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10 — Felipe Massa (Williams) — 4,5

Massa errou no Q3, compensou na primeira volta subindo para quarto. Depois de toda a confusão dos pit-stops das voltas iniciais, viu-se em sexto. Dali em diante, só andou para trás. Ao menos voltou a pontuar.

11 — Max Verstappen (Red Bull) — 5,5

Fora dos pontos pela primeira vez desde o GP de Mônaco. Acertou Kimi na largada e precisou ir aos boxes. Não se recuperou tão bem quanto os dois da Ferrari.

12 — Esteban Gutiérrez (Haas) — 5,0

Até que foi boa sua classificação: 13º lugar. Punido no grid, saiu em 18º. Poderia ter se dado ainda melhor não fosse pela bandeira vermelha. Uma de suas melhores corridas.

13 — Romain Grosjean" target="_blank">Romain Grosjean (Haas) — 5,0

Sair em 11º foi bom, mas este foi outro que não conseguiu capitalizar graças à bandeira vermelha. Poderia ter pontuado.

14 — Daniil Kvyat (Toro Rosso) — 3,5

Eliminado no Q1 outra vez, embora tenha dito que era o máximo que seu carro podia dar. Foi um que se deu bem no momento da bandeira vermelha e foi para oitavo, mas depois só andou para trás.

A confusão da largada ajudou a mudar a história da corrida (Sebastian Vettel (Foto: Beto Issa))

15 — Jolyon Palmer (Renault) — 4,0

Perdeu terreno com a bandeira vermelha, mas ainda era o nono colocado na relargada. Outro que só perdeu posições depois disso.

16 — Esteban Ocon (Manor) — 4,0

Até que teve bons momentos neste fim de semana de estreia. Na corrida, chegou a aparecer lá na frente em meio à confusão inicial, depois sua prova consistiu em se defender de Felipe Nasr para não terminar em último. Teve sucesso.

17 — Felipe Nasr (Sauber) — 3,5

Para quem tem o pior carro do grid, ficar à frente do companheiro e de pilotos de outras duas equipes representou uma boa classificação para o piloto da Sauber. Na corrida, nem teve chance de nada.

18 — Kevin Magnussen (Renault) — 4,0

Largar em 12º foi um grande feito para o dinamarquês com a Renault. Contudo, o acidente forte na Eau Rouge encerrou prematuramente sua participação na Bélgica.

19 — Marcus Ericsson (Sauber) — 3,5

Último no grid, largou dos boxes, abandonou na terceira volta com problemas no câmbio. Pobre Ericsson.

20 — Carlos Sainz (Toro Rosso) — 3,5

Não foi um grande fim de semana para ele e a Toro Rosso. Foi mal na classificação, e aí teve o estouro de pneu no início da prova. Esse é um que possivelmente aproveitaria todo o caos.

21 — Jenson Button (McLaren) — 5,0

Button fez uma grande classificação e foi ao Q3 com a McLaren para largar em nono. Abandonou ainda na primeira volta ao ser atingido por Pascal Wehrlein na Les Combes.

22 — Pascal Wehrlein (Manor) — 4,0

Boa classificação, superou Ocon, não foi capaz de completar a primeira volta após se enroscar com Jenson Button. É se recuperar para Monza, onde poderá surpreender.

GP DA BÉLGICA — 9,0

 

Uma das melhores corridas em um ano que vem sendo de corridas boas. Tinha tudo para ser ainda melhor não fosse pela trapalhada da primeira curva.

Melhor corrida:
GP da Espanha — 9,5

Pior corrida: 
GP da Europa — 2,0

Média: 7,04
(bandeirinha (Foto: Beto Issa))

Os melhores do ano

 

O top-3 continua inalterado, com Lewis Hamilton seguido por Daniel Ricciardo. Felipe Massa perdeu mais uma posição na lista

  
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1— Lewis Hamilton — 7,92
2 — Daniel Ricciardo — 7,69
3 — Nico Rosberg — 7,62
4 — Kimi Räikkönen — 7,31
5 — Max Verstappen — 7,00
6 — Sebastian Vettel — 6,96
7 — Sergio Pérez — 6,42
8 — Valtteri Bottas — 6,31
9 — Fernando Alonso — 6,13
10 — Carlos Sainz — 6,00
11 — Nico Hülkenberg — 5,81
12 — Jenson Button — 5,73
13 — Felipe Massa — 5,62
14 — Romain Grosjean — 5,50
15 — Esteban Gutiérrez — 4,65
16 — Pascal Wehrlein — 4,58
17 — Kevin Magnussen — 4,27
18 — Daniil Kvyat — 4,23
19 — Felipe Nasr — 4,15
20 — Jolyon Palmer — 3,85
21 — Marcus Ericsson — 3,50
22 — Rio Haryanto — 2,83

Média global na Bélgica: 5,45
Média global em 2016: 5,67

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Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.

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