A F1 chega à Europa para duas corridas que devem ser favoráveis à Red Bull. Será que Daniel Ricciardo e, claro, Max Verstappen, conseguem levar troféus para casa na Espanha e em Mônaco?

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A quinta etapa da F1 marca o início da temporada europeia em 2016. Por muitos anos, esse primeiro evento em solo europeu era tido como um “começo real” da disputa pelo título. Era quando as equipes introduziam pacotes de atualizações e apresentavam grandes melhoras em seus carros. Nos últimos anos, esse modus operandi foi deixado de lado, uma vez que a fase inicial do campeonato se tornou mais longa. Atualizações serão vistas em Barcelona, mas não necessariamente pacotes que mudem o destino de uma escuderia.

Só que quem podemos ver dando um salto é a Red Bull. Os próximos dois circuitos são bem favoráveis aos carros de Milton Keynes. Na Catalunha, a aerodinâmica falará mais alto, e a Red Bull vai ter tudo para se aproximar ao menos da Ferrari. Em Mônaco, a ausência de retas significará que o déficit do motor Renault ficará minimizado.

Oportunidade de ouro para Daniel Ricciardo e seu novo companheiro de equipe, Max Verstappen, conquistarem seus primeiros pódios no ano. Claro, não vai ser o primeiro da equipe, pois o rebaixado Daniil Kvyat foi terceiro no GP da China.

Também será importante ver o quanto que a Williams consegue minimizar os danos e especialmente o quanto a McLaren vai crescer. 

Vamos, então, ao Power Ranking #4 na F1 2016:

1. MERCEDES

Último ranking: 1º

 

No ano passado, Sebastian Vettel até ensaiou evitar a dobradinha da Mercedes na Espanha, mas não foi possível. O desempenho de Nico Rosberg e Lewis Hamilton na Catalunha nos últimos dois anos é um sinal de como os carros prateados são completos. Trata-se de um ‘all around circuit’: o motor é menos importante que em outros lugares, mas há uma longa reta dos boxes, e o resto da pista contém curvas de todos os tipos para que a aerodinâmica se destaque. Uma vez mais, a aposta segura está nas Flechas de Prata.
(Nico Rosberg, o líder da F1 2016 (Foto: Getty Images))

2. FERRARI

Último ranking: 2º

 

Do que vimos até agora em 2016, o desempenho na China é o melhor sinal de que a Ferrari tende a ficar à frente da Red Bull na Espanha. Ok, em Xangai, foi Ricciardo quem saiu na primeira fila, mas os pilotos ferraristas erraram na classificação. Os italianos só precisam se livrar dos problemas. Foram dois abandonos por problemas mecânicos, e Vettel só largou no meio da confusão em Sóchi porque teve de trocar o câmbio e perdeu cinco posições.
(Sebastian Vettel e Christian Horner (Foto: Getty Images))

3. RED BULL

Último ranking: 3º

 

O GP da Espanha foi palco de boas vitórias da Red Bull nos últimos anos. E se um primeiro lugar hoje é improvável, dá para pensar em pódios. O carro deste ano é bem mais equilibrado que o do ano passado, e Ricciardo está em excelente fase. O australiano é o quarto colocado no Mundial de Pilotos mesmo tendo terminado fora dos pontos na Rússia. Só teremos de ver qual será o impacto da troca de pilotos anunciada na última semana…
(Aeroscreen da Red Bull (Foto: Getty Images))

4. WILLIAMS

Último ranking: 4º

 

A julgar pelo o que vimos nos últimos anos e até mesmo no GP da China, esse não vai ser um fim de semana fácil para a Williams. O time está na quarta posição no Mundial e apenas seis pontos atrás da Red Bull, mas vai precisar minimizar os danos nas próximas duas corridas. Terão de trabalhar como fizeram com Felipe Massa em Xangai: acertaram tudo para vê-lo suando para segurar Hamilton e chegar em sexto lugar.
(Valtteri Bottas, Kimi Räikkönen e Lewis Hamilton (Foto: Getty Images))

5. TORO ROSSO

Último ranking: 5º

 

Assim como com a Red Bull, o impacto da troca de pilotos poderá ser chave. Será que Kvyat se adaptará ao carro? Sainz crescerá de desempenho? No papel, essa pode ser uma boa corrida. Na corrida do ano passado, o espanhol foi apenas nono. Contudo, na classificação, ele fizera o quinto tempo, e Verstappen, o sexto.
(Carlos Sainz (Foto: Getty Images))

6. HAAS

Último ranking: 7º (+1)

 

É, estou subindo a Haas uma posição. Nem tanto por acreditar nela, mais é por duvidar da Force India. Mas antes de falarmos dos indianos, falemos da Haas. O VF-16 já se mostrou bom no trato com os pneus, o que é difícil na Espanha, e Romain Grosjean chegou nos pontos em Barcelona nas três vezes em que viu a bandeirada. O que será chave é uma classificação melhor: aos sábados, o time só teve um resultado melhor que um 13º lugar.
(Romain Grosjean no GP da Rússia (Foto: Getty Images))

7. MCLAREN

Último ranking: 8º (+1)

 

A McLaren também sobe um posto aqui no Power Ranking. A dupla aparição nos pontos em Sóchi, uma pista que teoricamente lhe seria desfavorável, serve para animar Fernando Alonso, Jenson Button e cia. O resultado foi facilitado pela confusão das voltas iniciais, tirando potenciais adversários do páreo, mas a tendência é que Barcelona seja uma pista ainda melhor, e a chance de pontuar novamente — e ficar à frente da Haas — será boa.
(Fernando Alonso (Foto: Getty Images))

8. FORCE INDIA

Último ranking: 6º (-2)

 

É o tipo da avaliação que o jornalista faz para ter a língua queimada, mas vamos lá.  Há circuitos em que, historicamente, os indianos não andam bem — aqueles que exigem mais da aerodinâmica. A China era um deles, e isso mais uma vez se confirmou. Barcelona é outro. Os melhores resultados da Force India no GP da Espanha foram sétimos lugares com Paul di Resta (2014) e Adrian Sutil (2010), e a melhor posição de largada foi um 10º lugar em 2013. Se a gente ainda levar em conta que o começo de 2016 está bem abaixo das expectativas…
(Sergio Pérez (Foto: Getty Images))

9. RENAULT

Último ranking: 10º (+1)

 

A Renault de fato não é pior que a Sauber. Kevin Magnussen foi ajudado pelo acidente da largada, mas o sétimo lugar foi um grande resultado para o time. O desempenho foi melhor do que o do GP da China, mas o time continua sem sair do Q1, e Jolyon Palmer até estava perto de Magnussen no começo da prova, mas não aguentou o mesmo ritmo e caiu para 13º.
(Kevin Magnussen no GP da Rússia (Foto: Getty Images))

10. SAUBER

Último ranking: 9º (-1)

 

Felipe Nasr se saiu um pouco melhor na classificação com o novo chassi, batendo as duas Manor e Marcus Ericsson — o sueco saiu em último. Na corrida, um pneu furado atrapalhou o brasileiro, enquanto que a estratégia ‘invertida’ de Ericsson o levou ao 14º lugar. Só que se dá para considerar uma melhora o que aconteceu na Rússia, não é nada que seja realmente animador.
(Marcus Ericsson (Foto: Getty Images))

11. MANOR

Último ranking: 11º

 

Nem há muito o que falar da Manor, exceto pelo fato de que ter os dois carros à frente da Sauber é um grande feito para um time que, há 15 meses, tinha fechado as portas. Na corrida em Sóchi, Haryanto abandonou na largada e Wehrlein foi o último colocado. Mas o que tem chamado a atenção mesmo no time é a postura do piloto alemão. Ele é bom. 
(Manor (Foto: Getty Images))

Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio. Siga no Twitter.

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