Lewis Hamilton voltou a vencer em 2016 depois de ultrapassar Nico Rosberg na última volta. E agora a dupla da Mercedes lidera o Ranking GP, mas quem está à frente?

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O GP do Canadá marcou a primeira vez desde o GP do Canadá de 2011, há cinco anos, que uma corrida foi decidida com uma ultrapassagem na última volta. Na ocasião, Jenson Button passou Sebastian Vettel para vencer. No GP da Áustria do último domingo (3), foi a vez de Lewis Hamilton superar Nico Rosberg no giro final para vencer — não sem alguma polêmica.

Hamilton e Nico se tocaram, de novo. Quarta vez que um enrosco entre os dois tem consequências graves para ao menos um deles.

Falou-se que Rosberg tinha um problema nos freios. Ok, pode até ser verdade. Mas o alemão claramente não se esforça para virar o volante e tentar fazer a força: pelo contrário, espalha para cima de Hamilton, que, por sua vez, também não foge do pau. Algo como “quer brigar? Então vamos brigar”. E, assim, ele ganhou de novo. Rosberg já deveria ter percebido que sempre se dá mal quando tenta fazer a coisa errada.

A corrida também teve o segundo pódio da carreira de Max Verstappen, que, a exemplo do GP da Espanha, segurou Kimi Räikkönen nas voltas finais. Vamos, então, às notas do GP da Áustria? Quanto cada piloto merece?

Lewis Hamilton comemora sua terceira vitória na temporada (Lewis Hamilton (Foto: Beto Issa))

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1 — Lewis Hamilton (Mercedes) — 9,0

A estratégia deu errado na corrida. No final, deu certo. Era para o Hamilton ter vencido de ponta a ponta em uma corrida chata. Felizmente para o público, não foi assim. Mais do que a ultrapassagem no fim, seu grande feito no fim de semana foi anotar a pole em situações bem adversas.

2 — Max Verstappen (Red Bull) — 8,5

Grande corrida do Verstappinho. Foi apenas um pit-stop e um total de 56 voltas com os pneus macios, que caíram muito de rendimento no fim. Vencer seria muito difícil, mas deu para se manter à frente de Kimi.

3 — Kimi Räikkönen (Ferrari) — 7,5

Outro que fez somente uma parada. Como foi aos boxes um pouco depois de Verstappen, teve pneus mais inteiros no fim, mas essa demora que acabou custando a posição. Na hora de recuperar, faltou “energia” de novo, como tinha sido em Barcelona. Kimi não chegou a lançar um ataque sobre o garoto holandês.

Max Verstappen teve o segundo pódio da carreira (Max Verstappen (Foto: Beto Issa))

4 — Nico Rosberg (Mercedes) — 7,5

Não tivesse feito o que fez na última volta, o alemão até mereceria uma nota mais alta. Em nome da vitória, perdeu pontos que podem fazer falta. Dá para julgar? Não, né. Última volta, vale o primeiro lugar, vale aumentar a vantagem. Seu erro, mesmo, foi na curva 1, permitindo a aproximação do inglês. Mas vão falar que não foi uma boa corrida do alemão? Perdeu cinco posições no grid, deu a volta por cima, tomou a ponta e não venceu por 3 km.

5 — Daniel Ricciardo (Red Bull) — 6,5

Não largou bem e depois perdeu posições também para Verstappen e Vettel. Passou boa parte da prova tentando segurar Kimi. Deu conta do recado por 30 voltas. Não foi um de seus melhores dias.

6 — Jenson Button (McLaren) — 8,0

Que excelente fim de semana teve o britânico. Fazer o quinto lugar na classificação foi algo grandioso, ainda mais com esse tempo virando um terceiro posto no grid. Ir ao pódio seria improvável, mas ele conseguiu ter boas brigas contra carros melhores e deu à McLaren um ótimo resultado para a situação da equipe.

7 — Romain Grosjean (Haas) — 6,5

E a Haas voltou a pontuar! Grosjean foi batido por Gutiérrez na classificação, mas fez uma grande corrida. Motor bom em uma pista de mais retas do que curvas certamente ajuda. Se ele não tivesse passado da velocidade nos boxes, poderia ter brigado com Button.

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8 — Carlos Sainz (Toro Rosso) — 7,0

O motor quebrado na classificação o deu uma posição de grid desfavorável, mas ele conseguiu aproveitar um pit-stop durante o safety-car para se recuperar na segunda metade da prova. Foram várias ultrapassagens e mais quatro pontos no bolso.

9 — Valtteri Bottas (Williams) — 6,0

A Williams me decepcionou neste fim de semana. Bottas e Massa pouco fizeram. O finlandês teve uma tática de duas paradas e usou os três tipos de pneus. Não vingou.

10 — Pascal Wehrlein (Manor) — 8,5

Sem dúvida uma das estrelas do fim de semana! Colocou a Manor no Q2, igualando a melhor posição de largada do time na F1 (se levarmos em conta o histórico da Marussia e da Virgin) e foi capaz de dar ao time ‘criado’ em 2016 o seu primeiro ponto. Pobre Sauber…

11 — Esteban Gutiérrez (Haas) — 5,0

Bateu Grosjean na classificação. Ponto positivo para ele. Largou mal demais. Ponto negativo. Chegou a brigar dentro do top-10. Estrelinha no caderno. Saldo: continua zerado na temporada.

12 — Jolyon Palmer (Renault) — 5,0

Com Wehrlein em 12º no grid, fica difícil achar coisas boas para falar da Renault eliminada no Q1 com os dois carros. Palmer se arrependeu depois de ter parado cedo demais para o primeiro pit e não antes do SC.

Nasr chegou a brigar no top-10 antes de fazer seu pit-stop (Felipe Nasr e Jenson Button (Foto: Beto Issa))

13 — Felipe Nasr (Sauber) — 5,0

Nasr foi de uma classificação bem ruim a uma corrida até que boa dentro do que a Sauber lhe permite. Fez uma parada só, já depois da volta 40, e ganhou posições entre a turma do fundão para chegar em 13º.

14 — Kevin Magnussen (Renault) — 4,0

Ser punido por mudar de direção mais de uma vez na frente de Wehrlein complicou muito a corrida de Magnussen, que não se recuperou.

15 — Marcus Ericsson (Sauber) — 3,0

Que fase terrível a da Sauber. Com esse ponto da Manor, o time suíço agora está na 11ª posição do campeonato, a pior de sua história de mais de duas décadas na F1. Ericsson não fez nada que mereça destaque na Áustria.

16 — Rio Haryanto (Manor) — 3,5

Haryanto conseguiu se classificar à frente dos dois carros da Sauber, o que é um feito e tanto. Só que o fim de semana serviu, mesmo, para evidenciar o abismo que há entre ele e Wehrlein.

17 — Sergio Pérez (Force India) — 5,5

A corrida de Pérez não ia sendo ruim. Após a falha na suspensão nos treinos, o mexicano já estava à frente de Hülkenberg ia ao menos salvar uns pontinhos ao chegar em oitavo quando ficou sem freios na penúltima volta.

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18 — Fernando Alonso (McLaren) — 5,0

Alonso estava em décimo já na reta final para tentar segurar Bottas e pontuar quando o motor o deixou na mão novamente.

19 — Nico Hülkenberg (Force India) — 5,0

Foi uma corrida bem estranha, a de Hülk, depois de uma largada bem ruim no dia seguinte a uma classificação incrível. Reclamou do comportamento dos pneus e, no final, ficou sem freios. Ele ganha esse cinco pelo o que fez no sábado. Foi uma apresentação medíocre no GP.

20 — Felipe Massa (Williams) — 4,5

Péssimo dia para Massa, que teve de largar dos boxes depois de uma troca de asa dianteira. Tentando se recuperar, teve um furo de pneu e, por fim, parou com um superaquecimento nos freios. O brasileiro vai tendo uma sequência ruim, e nem tanto por sua causa.

21 — Sebastian Vettel (Ferrari) — 5,0

Difícil avaliar a corrida de Vettel. Ele estava na liderança e possivelmente brigaria pelo pódio. A decisão de seguir na pista levou o traseiro direito a estourar, acabando com a sua corrida. Ele e Kimi estão empatados com 96 pontos.

22 — Daniil Kvyat (Red Bull) — 2,5

Nem dá para falar muito de Kvyat. Bateu na classificação por erro seu ao atingir as zebras altas da penúltima curva, provocando a quebra da suspensão, e abandonou com problema mecânico na primeira volta. A fase é terrível. Nada dá certo.

GP DA ÁUSTRIA — 8,0

O desenrolar da prova nos instantes iniciais não foi dos melhores, de fato, mas foi fundamental para o excelente desfecho. Às vezes é preciso tomar o caminho doloroso. O que poderia ser uma vitória certa de Hamilton se tornou uma prova decidida com um toque na volta final. Não foi a melhor do ano, mas foi bem boa. 

Melhor corrida:
GP da Espanha — 9,5

Pior corrida:
GP da Europa — 2

Média: 7,33
(Rosberg atrás do safety-car (Foto: Beto Issa))

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Os melhores do ano

 

1 — Nico Rosberg — 7,72
2 — Lewis Hamilton — 7,67
3 — Daniel Ricciardo — 7,61
4 — Kimi Räikkönen — 7,33
5 — Sebastian Vettel — 7,17
6 — Max Verstappen — 6,72
7 — Valtteri Bottas — 6,56
8 — Sergio Pérez — 6,39
9 — Carlos Sainz — 6,22
10 — Felipe Massa — 6,17
11 — Fernando Alonso, Jenson Button e Romain Grosjean — 6,00
14 — Nico Hülkenberg — 5,33
15 — Pascal Wehrlein — 5,06
16 — Kevin Magnussen e Esteban Gutiérrez — 4,67
18 — Daniil Kvyat — 4,50
19 — Felipe Nasr — 4,33
20 — Marcus Ericsson e Jolyon Palmer — 3,89
22 — Rio Haryanto — 3,22

Média global na Áustria: 5,81
Média global em 2016: 5,87

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Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.

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