A sem graça corrida da F1 no Azerbaijão teve como destaques o vencedor, Nico Rosberg, e Sergio Pérez, de novo no pódio

  
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Pela segunda vez na temporada, Nico Rosberg fez a pole-position, a volta mais rápida e liderou todas as voltas até a bandeirada. Não há como dar outra nota: 10.

É a terceira vez em 2016 que um piloto ganha nota 10 aqui no Ranking GP. Nico Rosberg, no GP da Rússia, quando ganhou de ponta a ponta, e também Daniel Ricciardo, impecável em Monte Carlo — apesar da segunda colocação. Agora é de novo a vez de Rosberg, que dominou no GP da Europa.

Rosberg teria capacidade de reagir? O DNA de campeão? As perguntas eram válidas após as duas últimas etapas, e a resposta foi dada. Agora, daqui a duas semanas, a F1 anda em uma pista em que só deu Rosberg nos últimos dois anos. Na média de 2016, Rosberg agora está empatado com Daniel Ricciardo pela primeira colocação.

Na terceira posição, outro destaque: Sergio Pérez. É o seu segundo pódio no ano. O mexicano vai colocando Nico Hülkenberg e convencendo cada vez mais. Lá para trás, um destaque menor tem de ir para o brasileiro Felipe Nasr, com sua melhor corrida no ano.

Sem mais delongas, vamos às notas do GP da Europa de F1!

Nico Rosberg comemora a vitória no GP da Europa (Nico Rosberg comemora a vitória no Azerbaijão (Foto: Mercedes))

1 — Nico Rosberg (Mercedes) — 10

Não há como tirar nota de um piloto que faz o que Nico Rosberg fez. Mais um ‘full house’ para o alemão, que rapidamente abriu em relação a Daniel Ricciardo e Sebastian Vettel para vencer por confortáveis 16s. Quinta vitória no ano.

2 — Sebastian Vettel (Mercedes) — 8,0

A classificação deixou a desejar para a Ferrari, com Seb fazendo só o quarto tempo. Na corrida, de novo, o ritmo do time italiano foi melhor. Vettel passou Ricciardo ainda no começo e depois contou com Kimi, punido, abrindo caminho para lhe dar a segunda posição. Bons pontos.

3 — Sergio Pérez (Force India) — 9,5

De novo, Pérez merece uma nota altíssima. Seu erro: bateu nos treinos livres, trocou e câmbio e caiu de segundo na tomada de tempos para sétimo no grid. No domingo, atacou até a última volta, passou Kimi e garantiu o segundo pódio do ano. Também superou Felipe Massa e agora é o oitavo no campeonato.

Pérez no pódio pela segunda vez no ano (Sergio Pérez no seu segundo pódio do ano (Foto: Force India))

4 — Kimi Räikkönen (Ferrari) — 7,5

Kimi comprometeu as chances de pódio ao errar pegando o vácuo de Vettel e cruzar a linha da entrada dos boxes, o que resultou em 5s de punição. “Ah, mas o Pérez passou ele na pista”. 1) de nada adiantaria o Kimi defender; 2) ele havia ganho nos boxes a posição do Vettel e não precisaria ter deixado o alemão passar.

5 — Lewis Hamilton (Mercedes) — 6,5

Que me desculpem Hamilton e os ingleses, mas não dá para reclamar que a proibição do uso do rádio estragou o espetáculo. Rosberg teve o mesmo problema e resolveu. Não gosto de criticar o estilo de vida de Hamilton, mas este é um momento em que ele precisa refletir: estou 100% pronto para cada corrida? Em Baku, ele não estava.

6 — Valtteri Bottas (Williams) — 6,5

No domingo, Bottas disse que não dava para a Williams ter ido melhor do que foi. No sábado, porém, dava, e o finlandês errou no Q3. De qualquer forma, no momento, é mais a Williams que precisa melhorar do que os seus pilotos.

A Red Bull não foi bem contra quem estava ao seu redor (Lewis Hamilton e Valtteri Bottas contra Daniel Ricciardo (Foto: Getty Images))

7 — Daniel Ricciardo (Red Bull) — 6,5

Ótima classificação. Corrida, nem tanto. A Red  Bull, de novo, não conseguiu fazer apenas uma parada, e desta vez tratava-se de missão mais “fácil” do que no Canadá. Uma pena para Ricciardo, que poderia ter conquistado um resultado bem melhor.

8 — Max Verstappen (Red Bull) — 6,0 

Por mais que a diferença na linha de chegada tenha sido de só 1s4, Verstappen foi mal no fim de semana em relação a Ricciardo. Levou fumo na classificação e saiu só em nono. Na corrida, acabou prejudicado pela estratégia, se deu bem contra Nico Hülkenberg no fim.

9 — Nico Hülkenberg (Force India) — 5,0

Há um ano, Nico vencia em Le Mans e vivia o grande momento de sua carreira. Ele realmente é um pilotaço. Mas hoje parece perdido no pelotão intermediário da F1. Nem para o Q3 foi, enquanto Pérez terminou a classificação em segundo lugar. Na tabela, está 19 pontos atrás do colega de Force India.

10 — Felipe Massa (Williams) — 5,0

O próprio Felipe resumiu bem a corrida que fez: “Terrível, para esquecer. Eu sofri muito com os pneus. Eu não pude fazê-los funcionar, e o desgaste dos traseiros estava maior do que pensei. Marcar um ponto já é mais do que deveria esperar, pois eu não conseguia pilotar do jeito certo, nem poupar pneus. Talvez a gente precise mudar algo no carro para andar melhor aqui no futuro”.

Hülkenberg está se saindo mal na comparação com Pérez (Nico Hülkenberg (Foto: Force India))

  
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11 — Jenson Button (McLaren) — 6,0

Óia o Button! Mesmo fazendo duas paradas, ganhou oito posições e se recuperou da péssima classificação. Pena que não pontuou… Todas as cinco equipes que hoje são as mais fortes do grid conseguiram chegar ao fim sem problemas.

12 — Felipe Nasr (Sauber) — 7,5

É um fim de semana para se elogiar Nasr. Depois dos dias difíceis vividos no Canadá, chegou a uma pista nova e bem complicada. Foi ao Q2 e se deu ainda melhor na corrida. O 12º está muito além do que a Sauber é capaz hoje.

13 — Romain Grosjean" target="_blank">Romain Grosjean (Haas) — 5,5

Grosjean acertou uma boa volta no Q2 e quase foi ao Q3. Na corrida, teve bons momentos nas brigas contra quem estava ao seu redor, e principalmente contra Fernando Alonso. No entanto, fez um pit-stop extra devido à sujeira que ficou presa na entrada de ar do radiador.

14 — Kevin Magnussen (Renault) — 4,5

“Essa equipe foi campeã mundial muitas vezes, então se classificar na última fila é muito difícil”. Pois é, K-Mag. 44 voltas para o dinamarquês com os macios para completar a prova, só Rio Haryanto teve mais. O que tirar desse 14º: o ritmo de corrida da Renault é bem melhor que o de classificação.

15 — Jolyon Palmer (Renault) — 4,0

Último colocado na classificação, atrás de Kevin Magnussen na corrida. A diferença entre eles no domingo? Palmer precisou de duas paradas para chegar ao fim.

16 — Esteban Gutiérrez (Haas) — 3,0

Gutiérrez levou meio segundo de Grosjean no sábado e não conseguiu fazer muito no domingo. Sem velocidade de reta, não tinha como atacar ninguém. Foi preciso se contentar com pouco.

17 — Marcus Ericsson (Sauber) — 3,0

Foi um fim de semana bem ruim para o sueco da Sauber. Viu Nasr passar para o Q3 e receber a bandeirada mais de 40s antes no domingo. 

18 — Rio Haryanto (Manor) — 4,0

Olha, não tem sido tão raro para Rio Haryanto se classificar à frente de Pascal Wehrlein. Não só isso, ficou com a 17ª posição em Baku! Por isso leva uma nota que, sim, fica acima de sua média na temporada.

  
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19 — Fernando Alonso (McLaren) — 4,5

A corrida do espanhol não estava terrível, mas também estava longe de boa. O motor Honda não era capaz de grande coisa, e a quebra do câmbio forçou o abandono a oito voltas do fim.

20 — Pascal Wehrlein (Manor) — 4,0

Wehrlein ganhou boas posições na largada e chegou a andar dentro do top-10. O motor Mercedes o ajudava na longa reta dos boxes. Só que a partir da troca de pneus, seu ritmo caiu, e uma falha nos freios fez com que ele abandonasse — felizmente, sem nenhum arranhão.

21 — Carlos Sainz (Toro Rosso) — 4,0

Fim de semana complicado para Sainz, que sequer passou do Q1. Ainda assim, ia fazendo uma boa prova de recuperação até abandonar com um problema na suspensão.

22 — Daniil Kvyat (Toro Rosso) — 5,5

A nota pode parecer alta para alguém que fez tão pouco no domingo, mas o russo precisava de uma classificação como a de sábado. O sexto tempo preparou o que poderia ser uma boa corrida caso a suspensão não tivesse apresentado problemas desde o início.

GP DA EUROPA: 2

 

Tenho uma tese: quanto mais se fala do risco de acidente em um circuito novo, maior é a frustração com a corrida. Em Austin, foi assim com aquela curva 1 em 2012. Valência, idem (embora aquele fosse ruim mesmo). Com o tanto que se falou e com o que aconteceu na GP2, todo mundo ficou com medo de bater. Acabou que se atacou pouco, os carros ficaram espaçados na pista e a corrida foi bem ruim. Tranquilamente, a pior do ano. O confronto com Le Mans a torna ainda pior.

Melhor corrida:
GP da Espanha — 9,5

Pior corrida antes desta: 
GP da Rússia — 5,0

Média: 7,25
(A largada do GP da Europa (Foto: Getty Images))

  
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Os melhores do ano

1 — Nico Rosberg e Daniel Ricciardo — 7,75
3 — Lewis Hamilton — 7,5
4 — Sebastian Vettel — 7,4
5 — Kimi Räikkönen — 7,3
6 — Valtteri Bottas — 6,6
7 — Max Verstappen e Sergio Pérez — 6,5
9 — Felipe Massa — 6,3
10 — Fernando Alonso e Carlos Sainz — 6,1
12 — Romain Grosjean — 5,9
13 — Jenson Button — 5,75
14 — Nico Hülkenberg — 5,38
15 — Kevin Magnussen e Daniil Kvyat — 4,75
17 — Esteban Gutiérrez e Pascal Wehrlein — 4,6
19 — Felipe Nasr — 4,25
20 — Marcus Ericsson — 4
21 — Jolyon Palmer — 3,75
22 — Rio Haryanto — 3,19

Média global em Baku: 5,7
Média global em 2016: 5,8

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Na seção 'Por Fora dos Boxes', Renan do Couto publica às terças e sextas-feiras opiniões, análises, reportagens e outros conteúdos especiais a respeito do Mundial de F1 e das demais categorias do automobilismo mundial. Renan também é narrador dos canais ESPN e ganhou, em 2015, o Prêmio ACEESP de melhor reportagem de automobilismo com o Grande Prêmio.

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