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À procura de vaga para 2019, O'Ward diz que “acabaria na sarjeta” se mantivesse confiança na Harding

Pato O'Ward perdeu a vaga que tinha na Harding. A equipe, em crise financeira, não cumpriu com as promessas feitas ao campeão da Indy Lights e, de acordo com O'Ward, não foi clara quanto ao que estava acontecendo. O que restou agora é ir atrás de um cockpit, ainda que em cima da hora

Grande Prêmio / Redação GP, do Rio de Janeiro
O que restou para Pato O'Ward? O campeão da Indy Lights em 2018 tinha um contrato assinado para disputar toda a temporada 2019 na categoria principal pela Harding. Nos últimos dias, no entanto, O'Ward e Harding desfizeram o contrato. Em crise financeira, a equipe não conseguiu produzir dois carros para os testes coletivos e havia enorme pessimismo quanto à capacidade de montar um segundo bólido para a temporada. O'Ward agora procura uma nova casa.
 
Visto como uma promessa do esporte nos Estados Unidos, O'Ward tem a seu lado uma bolsa de US$ 1 milhão - R$ 3,71 milhões na cotação do dia - por ser o campeão da Lights. Além da estreia na categoria, já pela Harding, na etapa de Sonoma que encerrou o campeonato do ano passado: foi ao Fast Six na classificação e terminou a corrida no top-10.
 
A questão para O'Ward agora é o tempo. Após tentar permanecer com a Harding, agora ele entra no mercado com quase todas as vagas fechadas para um campeonato que começa em um mês. Restou ir atrás das equipes para ver o que pode conseguir.
Pato O'Ward e Colton Herta (Foto: Harding)
"O problema é que a temporada está perto de começar. Eu não sei o que vai acontecer. Agora estou tentando permanecer otimista que as coisas vão dar certo, mas é difícil, porque não há mais tempo: não tem times com carros extra", afirmou ao site norte-americano 'Motorsport.com'. 
 
"A questão é ir para a rua e fazer um bom trabalho, não ir para a rua e ficar dando ataque. Vamos ver, mas estou muito decepcionado com a situação. Não ganho nada me estressando. Tenho que manter a calma e seguir falando com todas as equipes que puder", relatou.
 
O'Ward tentou se dissociar de qualquer tipo de sentimentos negativos com relação à Harding, mas não conseguiu. Deixou claro que ficou chateado por não ter sido avisado sobre a situação real antes.
 
"O que move as corridas é o dinheiro. Não dá para ficar irritado com alguém por não ter. O que me entristece mais é que se eu continuasse confiando neles teria terminado na sarjeta", afirmou.
Pato O'Ward em momento mais feliz: vitória em Portland (Foto: Indy Lights)
"Não esperava isso. Sempre soube que é um esporte de política, e isso é a única coisa que posso falar. Se há o bastante para bancar somente uma pessoa, vão escolher aquele que se encaixa melhor com eles. Não escolhem aquele que assinou o contrato e a quem prometeram uma temporada completa", seguiu.
 
"Eu não tenho um nome como Herta, Verstappen, alguma coisa que me ajude politicamente, mas tentei mostrar o que tenho Fui bem em Sonoma, ganhei a Indy Lights. Eu fiz o que tinha que fazer", assegurou.
 
Duas opções agora são vistas como as mais prováveis para Pato: a Juncos, que confirmou Kyle Kaiser apenas para a etapa do Circuito das Américas, e a Carlin, que acertou com Charlie Kimball para apenas cinco etapas.

Com Colton Herta no comando, a Harding liderou o primeiro dia de testes coletivos da Indy em Austin, para surpresa geral. Os testes continuam amanhã, enquanto a temporada começa em 10 de março, em St. Petersburgo.