Ainda azarão, Newgarden guarda melhor para final e ressurge com corrida perfeita

Um dia dos sonhos na corrida 2 em Indianápolis fez Josef Newgarden tirar quase metade da diferença que parecia suficiente para Scott Dixon administrar tranquilamente. Agora, o americano tem a menor desvantagem para o neozelandês desde a segunda corrida de 2020

A temporada 2020 de Josef Newgarden nunca foi ruim. E é importante que comecemos o texto de hoje assim, para registrar que, por mais longe que estivesse de Scott Dixon, o americano nunca teve um rendimento fraco na temporada. Apenas não estava, junto com Penske e Chevrolet, sendo bom o bastante para encarar a trinca formada por Dixon, Ganassi e Honda. Nesta sexta-feira (2), porém, a melhor das versões de Newgarden apareceu na corrida 2 em Indianápolis.

Falamos após a classificação que Newgarden precisava ir sobrevivendo e, assim, adiando a decisão do campeonato o máximo que fosse possível. Também, que teria uma espécie de Everest para escalar caso quisesse tirar os 72 pontos que Dixon tinha de vantagem quando a Indy voltou ao IMS. Talvez já não seja mais um Everest.

“Temos um foguete. Eu sabia disso na classificação, fiquei muito surpreso por ver o quão rápido era o carro. E foi um grande evento hoje, foi sobre estratégia, batalhas, tudo que você quer ver em uma corrida da Indy. Eu tinha o melhor carro, quero agradecer a Chevrolet. Estou feliz por estar aqui, sempre quis estar aqui em cima [no pódio]. Seria melhor na Indy 500, mas aceito”, disse o americano da Penske.

Josef Newgarden venceu o GP de Indianápolis 2 (Foto: IndyCar)

É que Josef não apenas se manteve no jogo, não só passou a decisão do título, pelo menos, para a corrida 2 do final de semana, foi muito mais além. O que se viu foi uma das melhores performances do americano nos últimos tempos, em uma mistura de arrojo, gerenciamento de equipamento e ritmo forte. Newgarden beirou a perfeição na corrida e foi muitíssimo bem recompensado por isso.

Nas cordas, perto do abismo, o piloto da Penske deu a melhor resposta possível, provou que não vai entregar o título e que, se cair, vai ser lutando. Enquanto isso, viu que Dixon e a Ganassi são passíveis de falhas, têm dias ruins e, no caso desta sexta-feira, um dia péssimo com um carro que não estava bom e um piloto que saiu cometendo erros incomuns. Foi algo que fugiu totalmente do script de até então.

“Eu não tenho certeza do que aconteceu. Tivemos muitos problemas com os pneus duros no carro hoje. Tivemos uma largada ruim onde o [Graham] Rahal nos tirou do caminho, começamos a cair e isso nos prejudicou. O outro stint nos duros também nos prejudicou por algum motivo, acho que perdemos uns 15 ou 20 segundos, mas é isso que acontece às vezes, eu acho. Foi bem estranho, precisamos descobrir isso rápido antes da corrida 2 de amanhã”, lamentou Dixon.

Scott Dixon foi nono em Indianápolis (Foto: Indycar)

E o que isso significou para o campeonato? Muito. Uma prova foi suficiente para que Newgarden cortasse quase que pela metade uma distância que parecia impossível. Indo além: os 40 pontos que separam os dois são os menores desde a segunda etapa da temporada 2020. Sim, justamente o GP de Indianápolis 1, no mesmo traçado misto do IMS.

Não é exagero dizer que a corrida foi também um acerto de contas de Josef com a pista. Na corrida 1, lá em julho, Newgarden foi tremendamente azarado com uma amarela que pingou na hora errada e acabou com sua estratégia. Dixon, por outro lado, foi o maior dos beneficiados. O que seria naturalmente um pódio americano com top-10 neozelandês virou vitória de Scott com sétimo lugar de Newgarden. Um castigo grande.

O GP de Indianápolis 3, neste sábado, assim, vira uma espécie de tira-teima, mas, muito mais do que isso, um novo último suspiro de Newgarden. É evidente que o americano segue sendo um completo azarão na disputa e que, em condições normais, Dixon não vai deixar 40 pontos pelo caminho em apenas duas provas, mas a brecha foi dada. Se a esperança é a última que morre, ela teima em resistir com o atual campeão da Indy.

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