Ainda insatisfeito com dispensa da Williams, Barrichello lamenta: “Meu coração sangra por não estar lá”

Aos 40 anos, Rubens Barrichello e fora da F1, o piloto lamenta que não está na categoria neste ano. O brasileiro diz que faria um bom trabalho com o carro da Williams durante o campeonato

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Rubens Barrichello saiu da F1, mas a F1 não deixou o brasileiro. Atual companheiro de Tony Kanaan e EJ Viso na KV Racing, o experiente piloto de 40 anos faz sua estreia na Indy nesta temporada, porém não vem apresentando os resultados que a maioria esperava, está apenas na 17ª colocação na tabela com 215 pontos, 164 atrás de Will Power, atual líder do certame.

Desde o momento em que entrou na Indy, Barrichello nunca escondeu que ainda sonha em voltar à F1. E em entrevista à revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o piloto afirmou que ainda existe esperança de voltar à principal categoria do automobilismo mundial. "Eu acho que ainda há um caminho de volta", disse.

Barrichello revelou que não perde nenhum treino e nenhuma prova da F1 desde o início do ano. "A partir da sexta-feira, acompanho cada detalhe dos treinos. Eu estudo cada setor. Às 5h, estou recebendo dos meus amigos às últimas informações sobre os pneus e os acertos. Minha mulher acha que eu sou completamente louco", riu o brasileiro.

Barrichello afirma que está com "coração sangrando" por não estar na F1 neste ano (Foto: INDYCAR/USA)

Mais uma vez falando da disputa que teve com Bruno Senna pela vaga para ser companheiro de Pastor Maldonado, Barrichello contou que todos na equipe esperavam por ele neste ano e afirmou que Adam Parr, atual presidente da Williams, pode ter algo a ver com sua saída. 

"Os engenheiros e mecânicos, todos esperavam que eu estaria pilotando (em 2012)", contou. "É claro que havia rumores de que Williams precisava de dinheiro, mas eu tinha juntado algum com o meu patrocinador, a BMC (Brasil Máquinas). Eu não tenho ideia do que o Bruno levou no final. Provavelmente, Adam Parr não me queria mais. Eu perdi meu lugar e já era tarde demais para alternativas”, lamentou.

Mas Barrichello não se mostra triste por ter perdido o lugar para Senna e diz que poderia ensinar muito ao piloto se tivesse ficado na equipe. "Eu fiquei realmente feliz com seu sétimo lugar na Hungria. Ele fez uma grande corrida", falou. "Ele não tem experiência e poderia ter conseguido isso de mim. Ele ainda precisa de alguém para resolver os pequenos problemas”, disse.

Na última temporada, a Williams passou por sérios problemas e fez seu pior ano de sua história na F1, quando marcou apenas cinco pontos em 19 provas disputadas. Para o brasileiro, estava claro que 2012 seria um bom ano para a equipe. "Nós compreendemos os problemas que tivemos no ano passado. A mudança [de motores] para Renault fez uma grande diferença e a grande vantagem desse motor é a dirigibilidade”. 

Classificando a temporada como “sensacional”, o ex-piloto da F1 admite que gostaria de estar pilotando pela Williams e conta que poderia fazer um grande ano pela equipe. "Meu coração sangra porque eu não posso estar lá", disse Barrichello. "Está muito equilibrado [o campeonato]”. 

"Não me interpretem mal, estou feliz de pilotar aqui [na Indy] e eu não me vejo como uma vítima. Eu acho que é apenas uma pena para a Williams, porque eu acho que teria uma temporada muito boa este ano. Não apenas para mim, mas para a equipe”, apontou. "Eu teria sido um bom companheiro de equipe, um professor para Senna, [Valtteri] Bottas e Maldonado. Ao meu lado, eles teriam ido muito melhor do que agora”.

 "Olhe para Maldonado, ele teve menos acidentes no ano passado do que este. Pastor é super-rápido, mas comigo a seu lado ele correu de uma forma mais controlada”, finalizou.

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