Indy

Algoz de Alonso, Kaiser agradece trabalho de 40 horas da Juncos e diz que vaga na Indy 500 “foi como fazer pole”

A Juncos conquistou uma classificação heroica para as 500 Milhas de Indianápolis. Sem patrocinador e com um carro que era de misto, o time colocou Kyle Kaiser no grid da maior corrida do calendário batendo Fernando Alonso

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Kyle Kaiser foi o grande nome do Bump Day. Neste domingo (19), o americano conquistou uma classificação heroica pela Juncos, eliminando, por exemplo, Fernando Alonso. Último a ir para a pista, Kyle deixou para trás os problemas do time sem patrocínio e com carro que originalmente era de misto e se meteu no grid das 500 Milhas de Indianápolis. 
 
O jovem piloto contou que ficou alguns segundos sem saber se estava dentro ou fora, mas que tinha certeza de que estava em disputa apertada com Alonso pela última vaga. Para o americano, por todas as dificuldades financeiras e técnicas da Juncos, o 33º lugar foi pole.
 
"Foi como fazer a pole, sinceramente. Foi animal. Não sabia bem o que estava rolando, não sabia se estava na Indy 500, tinha uma ideia só pelos tempos das outras voltas, mas sabia que estava apertado. Quando cruzei a linha de chegada, a primeira coisa que fiz foi perguntar e aí ouvi todo mundo gritando, parecia um bom sinal", disse.
Kyle Kaiser foi heroico (Foto: IndyCar)
Kaiser valorizou muito o que fez a Juncos, o trabalho para montar um novo carro após o acidente, o esforço para transformou um bólido de misto em oval. O #32 dedicou o resultado a todos.
 
"As últimas 48 horas, como Sage disse, foram doidas. Tínhamos um ritmo muito bom no nosso carro, mas o acidente fez tudo virar uma batalha. O time merece todos os créditos pelo trabalho nas longuíssimas noites. Acho que eles trabalharam 40 horas seguidas para arrumar o carro, para não perdermos sessão nenhuma, foi um esforço inacreditável", seguiu.
 
Kyle também valorizou as escolhas da equipe, que abriu mão de um treino livre para não correr risco nenhum de prejudicar o Bump Day.
 
"É óbvio que o carro reserva não tinha o mesmo ritmo do titular, mas não desistimos. Foi uma batalha incrível, cada peça trocada, cada esforço para colocar o carro no jeito e rápido. Mesmo depois de um primeiro dia que não foi perfeito, achamos o acerto ideal e o resultado veio. A gente resolveu nem testar de manhã, a gente tinha confiança e isso mostrou ser o certo", completou.


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