Indy

Alonso pede cautela e cita imprevisibilidade na “roleta” Indy 500 de “sorte, contratempos e acidentes”

Fernando Alonso está ansioso para disputar pela segunda vez as 500 Milhas de Indianápolis, mas evita falar sobre chances reais de vencer e consolidar a Tríplice Coroa. Na visão do bicampeão mundial de F1, é muito mais do que simplesmente performance na pista, mas é preciso também da sorte para triunfar no ‘Brickyard’

Warm Up / Redação GP, de Sumaré
Vencedor da última edição das 24 Horas de Daytona, no fim de semana derradeiro de janeiro, Fernando Alonso tem pela frente as próximas etapas da supertemporada 2018/19 do Mundial de Endurance, mas já começa a vislumbrar também sua segunda participação nas 500 Milhas de Indianápolis. Caso vença a icônica prova em 26 de maio, Alonso vai se tornar o segundo piloto a conquistar a Tríplice Coroa do automobilismo mundial (ao vencer as 24 Horas de Le Mans, o GP de Mônaco de F1 e as 500 Milhas de Indianápolis), igualando o feito singular de Graham Hill.
 
Mas Alonso não se ilude sobre as possibilidades de vencer. Conhecedor do automobilismo, Fernando sabe que não basta apenas desempenho pura e simplesmente para triunfar no ‘Brickyard’ e entende que é preciso se sair bem em meio às várias variáveis de uma corrida tão complexa e longa.
 
Em 2017, quando correu em Indy com a parceria McLaren-Andretti-Honda, Alonso liderou boa parte da prova e despontou como um dos candidatos à vitória, mas teve de abandonar em virtude de uma falha no motor japonês, encerrando seu debute na Indy 500 com um abandono a poucas voltas para o fim.
Fernando Alonso entende que é preciso também sorte para triunfar em Indianápolis (Foto: McLaren Indy)
Em entrevista ao diário italiano ‘Corriere della Sera’, Alonso se mostrou ansioso para voltar a Indianápolis nesta sua segunda participação na prova. 
 
“Perdi a oportunidade de disputar as 500 Milhas no ano passado, mas concordei com a McLaren que o principal foco seria a F1 naquele momento. Vou tentar novamente neste ano, mas é uma roleta: sorte, contratempos, acidentes...”, comentou.
 
“Muitos venceram quando pensava que estava tudo perdido e vice-versa. Vou tentar de novo nesse ano, mas devemos dar tempo e ter paciência, é preciso ir com cautela”, acrescentou o piloto de 37 anos.
 
A expectativa de Alonso é de iniciar os treinos para Indianápolis em abril. O espanhol vai contar novamente com o suporte da McLaren, que na Indy 500 vai ser comandada por Bob Fernley (ex-Force India). A equipe que vai operar o carro em conjunto com a escuderia britânica ainda não foi revelada. Fernando vai acelerar um modelo empurrado por motor Chevrolet.