Alonso rejeita jornada dupla e descarta disputar Indy 500 em 2021 e 2022

Apesar do desejo da McLaren, Fernando Alonso não estará no grid das 500 Milhas de Indianápolis enquanto competir na Fórmula 1. Piloto pregou foco total na edição de 2020

Com contrato assinado para voltar correr na Fórmula 1 pela Renault a partir de 2021, o espanhol Fernando Alonso confirmou que não irá competir nas próximas edições das 500 Milhas de Indianápolis enquanto estiver contratado pela montadora francesa.

Se a Indy 500 e o GP de Mônaco de 2021 forem confirmados para as datas planejadas, Alonso conseguiria competir em ambas as corridas, diferente de 2017, quando precisou abrir mão da prova de rua no principado, mas o bicampeão mundial negou a possibilidade.

“As próximas duas serão impossíveis de aparecer. Eu perderia o fim de semana da classificação se quisesse correr as duas, e não estarei na McLaren no ano que vem na Fórmula 1, então não funciona. Sei que pelos próximos dois anos, não estarei aqui”, declarou o piloto ao site The-Race.com.

FERNANDO ALONSO; RENAULT; CYRIL ABITEBOUL;
Fernando Alonso vai voltar à F1 para defender a Renault em 2021 (Foto: Renault/Divulgação)

A edição de 2020 marca a terceira participação de Alonso no Brickyard. A estreia foi em 2017, competindo pela Andretti, onde liderou algumas voltas, mas abandonou com problemas de motor. Já em 2019, pela McLaren, foi eliminado no ‘Bump Day’ e não alinhou no grid.

“Estou aqui, preparado para aproveitar o evento, preparado para dar meu melhor e ajudar o time o máximo que posso, e veremos no futuro quais as chances. Se eu eventualmente vencer a corrida, isso abre possibilidade para coisas diferentes”, comentou.

A corrida de 2020 também será a primeira vez que Alonso corre com o aeroscreen, dispositivo de segurança implantado pela Indy para proteção do cockpit. Na F1, Fernando foi protagonista do exemplo de segurança do Halo, quando se acidentou com Charles Leclerc no GP da Bélgica de 2018.

O veterano comentou sobre as dificuldades de refrigeração que a peça colocou nos carros de 2020.

“Meus companheiros falaram e o comentário geral é de que o carro fica bem quente, a ventilação não é a mesma, então estamos tentando achar jeitos de melhorar. No carro em si tem alguns problemas de aerodinâmica, como arrasto, visibilidade, mas é o mesmo para todo mundo. De uma forma, é um desafio aos engenheiros, nesta edição, os carros não são os mesmos do ano passado, ainda precisamos achar equilíbrio entre aeroscreen e suas limitações”, comentou.

Alonso vai à pista pela primeira vez nesta quarta-feira (12), no primeiro dia de treinos livres. A classificação acontece no domingo, 16, e a corrida está marcada para o próximo dia 23.

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