Indy

Após cancelamento em Brasília e negociações com Goiânia, Indy desiste de realizar corrida no Brasil

A IndyCar informou por meio de nota na noite desta segunda-feira que não tem como realizar a etapa brasileira marcada para 8 de março. Depois do cancelamento de Brasília e tentativa de transferência para Goiânia, a categoria achou por bem desistir da prova por falta de tempo para reorganizá-la
Warm Up / VICTOR MARTINS, de São Paulo
 Coletiva da IndyCar em Brasília (Foto: Vagner Vargas)
Os carros da IndyCar Series não vão vir novamente ao Brasil em 2015. A categoria anunciou no fim da noite desta segunda-feira (2) que desistiu de realizar a prova depois do cancelamento da corrida marcada para Brasília e da tentativa de transferi-la para Goiânia.

"A Indy explorou várias possibilidades para tentar achar uma etapa de substituição em virtude do cancelamento da prova de 8 de março em Brasília. Devido ao pouco tempo de planejamento e o limitado númeo de opções, a categoria concluiu que não era possível organizar uma troca naquele fim de semana", explicou o comunicado da categoria. "A indy vai determinar outras oportunidades para suas equipes e pilotos em breve, depois de uma revisão do atual calendário de testes", completou a nota.

A Brasília Indy 300, que deveria abrir a temporada 2015 da categoria norte-americana no dia 8 de março, foi cancelada na última quinta-feira, 29 de janeiro. O Ministério Público do Distrito Federal classificou a prova da Indy como "contrária aos interesses coletivos" e "lesivo aos cofres públicos". Ainda, o evento se mostrou com uma enormidade de irregularidades desde o princípio, quando foi confirmada em março do ano passado. Dias depois, o MP investigava uma suspeita de fraude nos contratos.

O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) fez uma lista de 23 razões para o cancelamento da Brasília Indy 300 e recomendou os presidentes da Terracap e Novacap a não "licitar, autorizar, empenhar, liquidar, reconhecer ou pagar quaisquer despesas relacionadas com a reforma do Autódromo Internacional Nelson Piquet", direcionando, assim, os órgãos a parar as obras no autódromo. Concluiu dizendo que o contrato firmado entre Band e Terracap está "maculado de diversas irregularidades" e é "lesivo aos cofres públicos".

Segundo o Grupo Bandeirantes, a Terracap, Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, realizou o cancelamento da prova de forma unilateral.
Largada da Stock Car vista do alto em Goiânia (Foto: Duda Bairros/Vicar)
61 para 62: não deu certo


Um dia depois do anúncio de que Brasília estava fora de cogitação, representantes da cúpula da Indy visitaram o autódromo de Goiânia para averiguar a possibilidade de manter a operação em solo brasileiro, apurou o GRANDE PRÊMIO. A comitiva continha dois diretores do campeonato com base em Indianápolis e esteve na tarde desta sexta-feira na pista da capital de Goiás, a única no Brasil que tem condições de receber uma etapa do porte da Indy.

O GRANDE PRÊMIO apurou que o interesse da IndyCar e das autoridades e adjacentes da capital de Goiás era mútuo. Uma reunião estava programada para esta segunda-feira para que as tratativas avançassem. Mas aí o governo do estado descobriu o quanto a Indy queria para que a prova fosse realizada: R$ 40 milhões. O governador Marconi Perillo, segundo consta, "não quis se envolver mais nisso". 

Um decreto do governador que foi coincidentemente publicado hoje no Diário Oficial liberou uma substancial verba de exatos R$ 17.176.733,50 para uma “reforma e adequação” das instalações do autódromo de Goiânia, levantando suspeitas de que poderia ser para a corrida da Indy. Mas na verdade, o montante se refere ao parque e ao kartódromo que serão revitalizados no complexo.

Assim, pela segunda vez seguida, o Brasil se vê sem os carros da categoria americana. Além do péssimo estar que causa lá fora, a situação deve ir parar na Corte de Indiana, que já havia processado a Bandeirantes por falhar em promover e realizar a etapa do Anhembi em 2013. 

O campeonato da Indy, então, começa em 29 de março, nas ruas de São Petersburgo, na Flórida.

Colaboração de Yuri Bascopé, de Curitiba
AINDA NÃO DÁ

A Williams não está andando com o combustível da Petrobras em seus carros e não tem uma previsão de quando vai começar a fazê-lo.
 
Quando a parceria da estatal brasileira com a equipe inglesa foi anunciada, no início da temporada 2014 da F1, disseram que o combustível da Petrobras deveria retornar à categoria com a Williams em 2015. Desde então, a marca da companhia aparece nos carros devido a um acordo promocional.

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VETTEL NA CABEÇA

A Red Bull surpreendeu a todos ao aparecer com o RB10 envolto numa pintura provisória camuflada em preto e branco para o primeiro dia de testes coletivos de pré-temporada neste domingo (1), em Jerez de la Frontera. O chefe da equipe, Christian Horner, explicou de onde veio a ideia do camuflado, mas sem entregar quando e de que forma o carro ficará quando a pintura oficial chegar.
 
Segundo Horner, a pintura foi inspirada num dos muitos capacetes utilizados por Sebastian Vettel enquanto na equipe: o vestido pelo tetracampeão no GP da Itália de 2014. E completou dizendo que é impactante e dificulta na hora de gente de fora da equipe tentar recolher informações detalhadas.

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SIMPLESMENTE DIFERENTE

Fernando Alonso entende que a McLaren de 2015 é bem diferente daquela de 2007, quando o espanhol integrou pela primeira vez o time de Woking. Agora, o bicampeão vê uma equipe mais aberta e credita essa impressão aos novos nomes da esquadra inglesa, especialmente o do diretor de corridas, o francês Éric Boullier, e do projetista Peter Prodromou, ex-braço direito de Adrian Newey na Red Bull.
 
A primeira passagem do asturiano pela esquadra britânica foi bastante tumultuada e acabou antes do término do contrato. A briga pelo título com o então colega Lewis Hamilton e os constantes desentendimentos com Ron Dennis levaram Alonso a sair mais cedo, apenas um ano depois da estreia.

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