Após morte de Wilson, Di Grassi pede que Indy considere cockpits fechados por segurança e aerodinâmica: “É o futuro”

Lucas Di Grassi lamentou a morte de Justin Wilson e aproveitou para fazer um pedido e uma afirmação: o pedido foi para que a Indy considere usar cockpits fechados; a afirmação, a de que esse tipo de proteção é o futuro dos monopostos

A MORTE DE JUSTIN WILSON

Justin Wilson, 1978-2015Tragédia pede quebra de tabu sobre proteção para cabeça dos pilotosWilson é 96º piloto do automobilismo de monopostos dos EUA a morrer
Conforme a manhã chega no horário europeu, mais pilotos se manifestam sobre a morte de Justin Wilson, anunciada na noite desta segunda-feira (24), em Indianápolis, seguindo um acidente forte nas 500 Milhas de Pocono. Lucas Di Grassi, em Donington Park para os testes da F-E, além de lamentar a tragédia, ainda fez um pedido uma afirmação: ambos em prol dos cockpits fechados.

 
Di Grassi pediu que a Indy considere a utilização dos cockpits fechados e afirmou com todas as letras que esse tipo de proteção é o futuro das categorias de monoposto. Não apenas pela questão da segurança, mas tambpem por ser aerodinamicamente mais eficiente.
 
"Indy, considere cockpits fechados como uma opção, como a LMP1. Não é apenas mais seguro, também tem mais eficiência aerodinâmica, então é o futuro", garantiu. 
 
"Cockpits fechados serão usados em cada uma das categorias de monopostos no futuro. Não apenas por segurança, mas para melhoras aerodinâmicas", profetizou.
DW12 com cockpit fechado (Foto: Reprodução)
O piloto da Audi ABT na F-E lembrou da experiência que teve de dividir o pit-lane com Wilson no eP de Moscou, uma prova que o inglês correu na categoria dos monopostos elétricos.
 
"Notícia triste esta manhã. Descanse, Justin. Tenho boas memórias recentes da corrida de Moscou", lembrou.
 
Wilson morreu um dia após se envolver num acidente bizarro nas voltas finais das 500 Milhas de Pocono, quando Sage Karam, então líder, rodou e bateu na barreira de segurança. Um dos destroços do carro, um pedaço da asa, voou e acabou caindo na cabeça de Justin. Ele foi levado, mas entrou em coma e não resistiu aos ferimentos.
 
O piloto foi vencedor de sete provas na Indy, quatro na era CART e mais três nos tempos de IndyCar. Ele foi a primeira fatalidade da categoria desde Dan Wheldon, em 2011, e do desenvolvimento do DW12, carro considerado extremamente seguro, fabricado pela Dallara e que a Indy usa há quatro temporadas, desde 2012.

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