Castroneves hesita, mas admite que prefere quarta vitória em Indianápolis a título da Indy

Três vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, Helio Castroneves pode, no próximo domingo, entrar para o seleto clube dos quatro vezes vencedores da prova mais importante dos Estados Unidos. “Indianápolis é um lugar único, mágico, vencer aqui é a maior glória para um piloto e eu, graças a Deus, já tive essa sensação maravilhosa por três vezes”, diz

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AJ Foyt, Al Unser e Rick Mears: lendas da Indy, esses três pilotos são os maiores vencedores das 500 Milhas de Indianápolis. Na história do “maior espetáculo do automobilismo”, cada um deles celebrou no ‘Victory Lane’ quatro vezes, com a tradicional garrafa de leite. Neste domingo (26), na 97ª edição da prova, dois pilotos têm a chance de igualar esse feito: Helio Castroneves e Dario Franchitti.

Nos últimos três anos, Castroneves já chegou a Indianápolis, no começo de maio, pensando na quarta vitória. Porém, neste ano, fala-se muito mais sobre isso pois, pela primeira vez desde 1987, dois pilotos têm a chance de vencer pela quarta vez. E o brasileiro reconhece a importância de atingir essa marca e o reconhecimento ainda maior que terá caso consiga triunfar em 2013.

Ao GRANDE PRÊMIO, Castroneves falou do peso das 500 Milhas de Indianápolis. Um peso tão grande que o faz colocar uma eventual vitória neste domingo à frente da busca pelo próprio título da Indy em sua lista de preferências.

Muito querido pelo público em Indianápolis, Castroneves quer se igualar aos maiores vencedores da história da prova (Foto: Carsten Horst/Grande Prêmio)

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“Indianápolis é um lugar único, mágico, vencer aqui é a maior glória para um piloto e eu, graças a Deus, já tive essa sensação maravilhosa por três vezes. Ganhar em Indianápolis significa garantir um lugar na história do esporte, e isso me deixa, de verdade, muito honrado. Não é frase feita, não, eu realmente sou muito feliz por isso”, declarou o piloto da Penske, que ganhou a Indy 500 em 2001, 2002 e 2009.

“Mas os recordes estão aí para serem batidos, e ter a honra de me igualar ao AJ Foyt, Al Unser e Rick Mears é algo que me motiva bastante”, disse.

O fato de estes pilotos terem sido campeões também do campeonato da Indy – Foyt sete vezes; Unser e Mears três vezes – não impedirá as comparações entre eles e Helio, acredita o brasileiro: “São coisas importantes, mas distintas. Fazer aprte desse seleto grupo com quatro vitórias independe de campeonato. Estar aí é resultado de vencer a corrida mais importante e que provoca uma projeção enorme. Claro que o campeonato é superimportante e é um dos meus grandes objetivos, mas Indianápolis tem estrela própria e estar nela como vencedor já lhe coloca na história, com ou sem o título.”

Diante disso, vem a preferência por ganhar em Indianápolis. “Quero os dois e luto por isso com todas as minhas forças, não me entenda mal. Mas, nessa situação que você me coloca, fico com a quarta vitória em Indianápolis,” admitiu.

Oitavo colocado no grid de largada, Castroneves confia no ritmo de corrida da Penske para bater o pole-position Ed Carpenter e o quinteto da Andretti. “O Carpenter fez um excelente trabalho e a gente não pode esquecer que ele, como piloto e dono de equipe, tem um conhecimento muito grande. Sem dúvida, está de parabéns”, elogiou. “A Andretti começou o ano muito bem nos mistos e parece bem também num oval rápido como Indianápolis, mas são coisas diferentes. A classificação, no oval, tem um peso menor na definição do resultado. O foco agora não são apenas quatro voltas rápidas, mas 200 voltas consistentes”, continuou.

Helio vai largar na terceira fila neste domingo (Foto: Carsten Horst/Grande Prêmio)

“Nós, da Penske, estamos bem fortes, pode ter certeza disso, e o fato de os motores Chevrolet terem superado os Honda nessa fase de preparação é um indicativo certo de que a briga vai ser dura entre várias equipes fortes”, adicionou o piloto, que então comentou a diferença no desempenho das duas marcas: “O pessoal da Honda, principalmente com a Ganassi, vive um momento aparentemente desfavorável, mas você lembra que eles chegaram aqui no ano passado e faturaram. Está certo que houve aquela mudança de regra. E a gente não falou dele ainda, mas o Takuma [Sato] vem babando. O danado do japonês abriu o olho e não pode ser ignorado”.

Último estreante a vencer em Indianápolis, em 2001, Castroneves falou ainda sobre o desempenho de Carlos Muñoz. O colombiano está competindo pela Andretti e vai largar na segunda posição. “Ele realmente mostrou que é um piloto muito bom. Adaptou-se muito rápido ao oval e acelera, o garoto. Mas a experiência conta muito, principalmente numa prova de desgaste mental tão brutal com essa”, destacou.

E, lembrando de si mesmo, fez outra ponderação: “Só que esse negócio de experiência não é tudo isso também. Em 2001, eu também não conhecia nada disso aqui e ganhei. Então, o negócio é ficar de olho no colombianinho porque de bobo ele não tem nada. Só espero que ele, o Carpenter e o Marco [Andretti] estejam conversando para ninguém dar uma de maluco e botar tudo a perder na primeira curva. E isso é muito importante porque a gente que vem logo atrás depende muito de uma largada sem incidentes do pessoal da primeira fila para não se envolver em confusão”.

Para encerrar, mandou o recado: “Vou dizer uma coisa, essa Indy 500 é imperdível!”

A largada para a 97ª edição das 500 Milhas de Indianápolis será dada às 13h (de Brasília) deste domingo. Além de Castroneves, outros dois brasileiros vão correr: Tony Kanaan, que largará em 12º, e Bia Figueiredo, 33º.

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