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Classificação em St. Pete confirma disputa entre trio-de-ferro, mas surpreende com Penske na frente

As três primeiras filas do grid em São Petersburgo vão ser formadas pelas três principais equipes, mas a surpresa ficou pela divisão de forças entre elas, com a Penske na frente de Ganassi e Andretti
Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / FELIPE NORONHA, de São Paulo
O GP de São Petersburgo é conhecido por ser palco de zebras. Em 2018, por exemplo, três novatos foram ao Fast Six e Robert Wickens cravou a pole em sua primeira prova na Indy. Mas nada disso passou nem perto de acontecer na definição do grid da corrida neste sábado (9).
 
O que se viu na principal atividade do final de semana até aqui foi um domínio quase que completo do trio-de-ferro da categoria: Penske, Ganassi e Andretti pelo menos alguns passos na frente das rivais. O resultado foi um Fast Six com uma dupla de cada uma das gigantes, dando a entender que a previsão de que o trio vai mandar em mais um campeonato estava correta.
 
A única equipe que passou perto de incomodar as poderosas do grid foi a Harding, que superou uma grave crise financeira, a perda de Pato O'Ward e vem impressionando desde a pré-temporada. Em St. Pete, chegaria ao Fast Six não fosse uma punição recebida por Herta que o fez perder as duas melhores voltas na segunda fase.
Will Power cravou a pole em St. Pete (Foto: IndyCar)
Para a corrida, o panorama não deve ser tão diferente assim. Na realidade, se tem alguém que deve chegar no top-6 para incomodar, esse alguém é Simon Pagenaud, que se deu mal em um primeiro grupo em que praticamente ninguém deu volta rápida, foram só bandeiras vermelhas.
 
Entre as três maiores, a Penske parece ligeiramente na frente das demais, mas o retrospecto espetacular da Honda na rua em 2018 nos permite colocar Ganassi e Andretti em condições praticamente iguais. Na classificação, deu um "sonolento" Will Power no detalhe em cima de Josef Newgarden.
 
"Na verdade, o segredo hoje foi uma boa soneca antes da classificação. Fiquei surpreso quando me disseram que era o pole, eu disse 'Como assim?'. Mas foi, de fato, uma ótima volta. Grande trabalho. Pegar a pole logo na primeira corrida do ano é fantástico. Ótimo começo. Fizeram um trabalho fantástico com o motor. Nosso desempenho em circuitos de rua não foi bom ano passado. Grande trabalho de toda a equipe. Trabalhamos duro para conseguir esse resultado", comentou o australiano. 

"Foi uma começo médio para o final de semana. Não começou mal e conseguimos um top-10, mas não foi perfeito. Achamos o jeito certo pela manhã e o carro estava bom. A equipe foi bem. Estou desapontado comigo mesmo, porém. Não acertei a volta quando contava. Mas ir para a parte final da classificação é positivo para a equipe. A Chevrolet nos deu tudo que precisávamos. É difícil não ficar desapontado quando você está rápido e tem pneus melhores. Estávamos com os pneus certos e queria ganhar tempo nisso, mas errei a primeira volta. Na segunda fui melhor, mas não o suficiente para a pole", disse Newgarden.
Ryan Hunter-Reay caiu um pouco na classificação (Foto: IndyCar)
A Andretti, aliás, foi quase uma decepção no sábado, afinal, era Ryan Hunter-Reay o grande favorito à pole após os treinos livres. O americano sai de quinto, ao lado de um até aqui inconstante Alexander Rossi.

"Fizemos a volta mais rápida da classificação, mas infelizmente foi na parte errada. Foi no Q1, um 1min00s150, super rápido. Foi com os pneus novos. Mas na parte final usei outros. Acho que gastamos os pneus muito cedo, não havia aderência no carro no final. Estamos sofrendo um pouco com quilíbrio do carro, mas acho que podemos arrumar isso para amanhã. Será duro, porém. Não conseguimos encontrar ainda o meio do caminho, ou o carro fica solto demais, ou duro demais. Mas começamos em quinto, dá para fazer algo saindo dali", resumiu Hunter-Reay.
Felix Rosenqvist teve ótima performance (Foto: IndyCar)
Na Ganassi, a segunda fila é um ponto altíssimo de um dia que foi bem esquisito. Na primeira fase, Scott Dixon rodou sozinho e só foi para a segunda fase por uma punição de Takuma Sato. Na fase seguinte, o mesmo rolou com Rosenqvist, com Herta punido.

"Não achei o equilíbrio certo hoje. Não conseguimos acertar o carro durante os treinos. Felix fez um grande trabalho em seu primeiro treino de classificação. Temos trabalho a fazer, na entrada da freada estou com problemas. Demos sorte que Takuma foi punido", falou Dixon.
 
"Estou bem feliz no geral com o resultado. Não sei nem o que falar para a equipe, não quis mudar nada. Acho que um dia ficarei confortável em ter essas conversas, dar o feedback. Começo ao lado do meu companheiro amanhã e a regra é respeitar seu companheiro. Tirando isso, mal posso esperar para correr aqui em São Petersburgo", disse Rosenqvist.
Matheus Leist caiu ainda na primeira fase da classificação (Foto: IndyCar)
Para os brasileiros da Foyt, um dia bem complicado. Tony Kanaan sequer conseguiu dar uma volta rápida, no grupo conturbado de bandeiras vermelhas, enquanto Matheus Leist ficou em décimo em seu grupo, com um dos giros atrapalhado pelo incidente com Dixon.
 
"Obviamente não foi o resultado que a gente queria na classificação, mas, mesmo assim, estou ansioso para a corrida de amanhã. É uma pista que gosto muito e que normalmente tenho boa performance, então vamos trabalhar bastante para subir várias posições e terminar com um bom resultado aqui em St. Pete. No ano passado, larguei na terceira posição aqui em São Petersburgo e foi na corrida que acabei não tendo sorte. Espero que dessa vez, em 2019, seja o contrário. Que o nosso melhor resultado venha na corrida amanhã", comentou o jovem piloto.

"Não posso chamar isso de classificação. Foram duas bandeiras vermelhas, ninguém no nosso grupo conseguiu dar volta rápida. A melhor foi uma em 1min03s e a gente estava quase alcançando 59s. É uma pena, mas foge ao nosso controle. Não fui eu que causei a bandeira vermelha, mas também não consegui dar uma volta", explicou o veterano Tony.