Coluna Eu Sou Indy, por Fagner Morais: Aprendendo com derrotas

O piloto australiano foi vice-campeão da Indy nas últimas três temporadas. E deve ter tirado boas lições disso. Por isso, 2013 pode ser seu ano de, enfim, ficar com o título pela primeira vez

O australiano Will Power vem batendo na trave nas últimas três temporadas da Indy. Se por duas vezes seguidas perdeu o título para Dario Franchitti, em 2012 ele estava com o campeonato praticamente ganho, mas viu Ryan Hunter-Reay fazer uma brilhante reta final ano para assegurar a conquista inédita – foi o primeiro piloto americano a ser campeão desde Sam Hornish Jr., em 2006.

Na última temporada, Power só venceu três vezes (Alabama, Long Beach e São Paulo) e foi ao pódio outras três. Fora esses resultados, conseguiu a quarta colocação foi o máximo que conseguiu. Mas isso acabou sendo suficiente para mantê-lo na liderança até a última prova, em Fontana. E o título quase veio mesmo com um acidente tolo ainda no início da prova, quando o piloto acabou batendo no muro. Em um trabalho incrível da Penske nos boxes, o piloto voltou à pista para somar alguns pontos. Porém Hunter-Reay conseguiu a quarta posição e sagrou-se campeão.

Após a derrota, Will Power foi cumprimentado por Hunter-Reay (Foto: IndyCar/LAT USA)

Enfim, o ano que começou brilhante para Power, acabou em catástrofe mais uma vez. Um dos grandes pilotos nos circuitos mistos, ele não tem o mesmo desempenho nos ovais. E isso é apontado por muitos o grande defeito do piloto da Penske, que soma 15 vitórias e 27 pódios na categoria.

Outro ponto é o fator psicológico. Muitos dizem que o australiano não tem poder de decisão na reta final dos campeonatos. Claro, isso pesa bastante para quem precisa somar certa quantidade de pontos para ficar com o título, principalmente se você perdeu nos anos anteriores.

Power não é o primeiro, e nem vai ser o último, com fama de não conseguir desempenhar seu papel no momento de decidir alguma coisa, mas a história está aí para mostrar que tudo é possível. Lições foram aprendidas em três derrotas seguidas. E lembremos que as derrotas ensinam mais que as vitórias. Então, esse ano pode ser o de Will. É só não bater na última corrida.

Bia na pista

No sábado, Américo Teixeira Jr. cravou que Bia Figueiredo acertou com a Dale Coyne. Ontem, o anúncio foi confirmado e a brasileira fará companhia a Tony Kanaan e Helio Castroneves em algumas etapas do ano. Ótima pedida.

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