Coluna Eu Sou Indy, por Fagner Morais: É tua chance, Bia

Aos 28 anos, Bia Figueiredo ainda não se firmou como nome forte na Indy. Com passagens por Dreyer & Reinbold e Andretti, ela só disputou um ano quase completo uma vez. Talvez 2013, agora pela Dale Coyne, a chance dela se firmar de vez na categoria

Nos últimos dias surgiu uma boa notícia para o automobilismo brasileiro: Bia Figueiredo acertou, a princípio, para correr em três etapas da Indy neste ano pela Dale Coyne. Além da abertura, que acontece neste final de semana em St. Pete, ela ainda vai disputar a etapa do Brasil, no horroroso circuito do Anhembi, e as 500 Milhas de Indianápolis.

Mas a vida de Bia na categoria não tem sido das mais fáceis. Desde 2010, entre idas e vindas, ela fez um quase ano completo correndo na principal categoria de monopostos dos Estados Unidos, em 2011, pela Dreyer & Reinbold, quando uma lesão no pulso na etapa de abertura impediu a pilota de disputar a prova no Alabama. No mais, ela tem dois anos, 2010 e 2012, de participações esporádicas, mas sem muito brilho.

Bia Figueiredo vai para a terceira equipe na Indy ainda tentando se firmar (Foto: IndyCar/LAT USA)

Aos 28 anos, completados ontem, ela ainda não conseguiu se firmar na Indy, apesar de seu imenso talento. No último ano, conseguiu disputar apenas duas etapas: no Brasil e a Indy 500, pela Andretti, e isso é muito pouco para quem tem ambições na carreira – acredito que ela tenha algumas, claro.

Há um fator importante que joga contra ela: os resultados. Ela nunca conseguiu um bom desempenho que desse algum destaque. A 11ª colocação em Toronto, em 2011, é sua melhor performance em corridas. É muito pouco para quem deseja continuar na categoria. Muitas coisas aconteceram para que um resultado excelente não aparecesse, mas, olhando apenas os implacáveis números, isso pesa muito para quem deseja construir uma sólida carreira na América.

O tempo está passando. Ela tem uma nova chance neste ano pela Dale Coyne para, se tudo correr bem, disputar o campeonato inteiro. É a chance que tem para fazer boas provas e se firmar de vez no grid pelos próximos anos, e, quem sabe, conseguir uma equipe de ponta para disputar o título um dia. É a tua hora, Bia. É agora ou agora.

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