Coluna Eu Sou Indy, por Fagner Morais: O futuro do Brasil na Indy

Perto dos 40 anos, Helio Castroneves e Tony Kanaan estão na fase final de suas carreiras na Indy. E, no curto prazo, não existe nenhum outro piloto para ocupar o lugar deles na categoria

A abertura da nova temporada da Indy está marcada para o dia 24 de março. Ou seja, dentro de poucos dias, mataremos a saudade de uma das melhores categorias do mundo. Mas, diferente de 2012, não teremos três pilotos brasileiros no grid. Com volta de Rubens Barrichello ao automobilismo nacional, apenas Helio Castroneves, pela Penske, e Tony Kanaan, na KV, vão disputar o campeonato.

Do ponto de vista técnico, existem poucos pilotos do mesmo nível dos dois na categoria. E se Kanaan está trabalhando duro no projeto de transformar sua equipe em uma das melhores, Castroneves brigou pelo título até a última prova da temporada passada – Ryan Hunter-Reay acabou conquistando seu primeiro campeonato.

Helio Castroneves está com quase 40 anos (Foto: Felipe Tesser/Agência Warm Up)

O piloto da Penske nunca conquistou um título na Indy, porém está na história por ter conquistado três vezes as 500 milhas de Indianápolis (2001, 2002 e 2009), o grande evento do ano na categoria. E já traçou o objetivo para esta temporada: tentar vencer a histórica prova mais uma vez e colocar seu nome entre os melhores. Já Tony foi campeão uma vez, em 2004, e, mesmo sem tantas chances de conquistas nas últimas temporadas, faz boas provas sempre que possível.

Mas existe um fator que é implacável no futuro dos dois na Indy: a idade. Castroneves está perto dos 38 anos, idade que o companheiro de Simona de Silvestro vai disputar a atual temporada. E como podemos ver, não existe nenhum outro brasileiro que pode ocupar o espaço dos dois no curto prazo.

Reclamar dos problemas do automobilismo de base já virou chover no molhado. E é uma pena que ninguém tenha conseguido continuar na Indy por muito tempo (Vitor Meira, Rapha Mattos e Bia Figueiredo tentaram, mas apenas a última ainda participa de maneira esporádica. Os outros dois desistiram e retornaram ao Brasil, como Barrichello).

Enfim, 2013 pode ser um ano bom para Castroneves e Kanaan. Porém é o início do fim dos dois na Indy. É torcer para surgir alguém ou, como na F1, capaz de o Brasil não ter representante na categoria no longo prazo. O que é uma pena.

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