Coluna Eu Sou Indy, por Fagner Morais: Um bom começo

A primeira etapa do ano superou as expectativas. Já estou contando os dias para a segunda prova que acontece no dia 7 de abril, com o GP do Alabama

Na última semana, com os amigos Renan do Couto e Evelyn Guimarães, tive o prazer de ajudar na cobertura do primeiro final de semana da temporada da Indy. Muito trabalho, muitos textos, mas, no fim, tudo deu certo e estão todos de parabéns pelo excelente trabalho.

Falando das atividades em São Petersburgo, o começo foi muito promissor para Will Power, que conseguiu ir bem em praticamente todas as atividades e, como consequência, acabou conquistando a pole-position. A corrida caminhava bem e até pensei que o australiano ganharia com folga, entretanto problemas nas voltas finais acabaram com a corrida do atual vice-campeão. Pelo jeito, ele vai ter muito trabalho neste ano.

Kanaan e Simona tiveram um bom começo pela KV (Foto: IndyCar)

Quem teve um bom começo mesmo foi a Andretti. E nem dava pinta disso no início dos treinos livres. Talvez tenha sido um erro olhar apenas para Ryan Hunter-Reay – além dele, EJ Viso, Marco Andretti e James Hinchcliffe também correm pela equipe chefiada por Michael Andretti. Assim como Power, o atual campeão também decepcionou, também teve problemas e não completou a prova.

Tirando o problema do comandante do carro número 1, a Andretti teve um final de semana quase perfeito. Além da vitória de Hinchcliffe, Marco fez um fim de etapa brilhante ao superar Simona de Silvestro (falarei dela logo mais) para concluir a prova na terceira colocação. Um começo e tanto para o piloto que está pressionado para conquistar o título neste ano. E Viso conseguiu a sétima colocação logo em sua estreia pela equipe. Convenhamos, outro bom resultado.

E Hinchcliffe? ‘In loco’, Renan trouxe um belo depoimento do piloto logo após o pódio da prova. Resumindo: ele assumiu o lugar de Dan Wheldon na equipe e conseguiu vencer onde o piloto morava – além de ser muito próximo da família Wheldon. Que história. E que vitória. Apresentando bom ritmo desde o início, nem um erro em seu pit-stop conseguiu pará-lo, o canadense soube esperar o melhor momento, ultrapassou Helio Castroneves, aguentou a pressão do piloto da Penske e venceu. Bela corrida do rapaz.

Mas a personagem da corrida foi Simona. Se em 2012 ela teve que aguentar o motor porcaria desenvolvido pela Lotus, o novo ano começou diferente para ela. Com um carro melhor, a pilota fez uma ótima prova, mesmo terminando na sexta colocação. Só não conseguiu melhor sorte por perder rendimento nas voltas finais, uma tremenda injustiça. Merecia fácil subir ao pódio.

Já Castroneves e Tony Kanaan foram muito bem. O primeiro liderou boa parte da corrida e só foi superado por Hinchcliffe nas voltas finais. Já o piloto da KV sempre esteve entre os dez durante os dias de atividade, derrapou no classificatório, mas soube se recuperar para completar a corrida na quarta colocação. Tony pode vislumbrar um ano melhor do que 2012, mas terá De Silvestro como uma rival duríssima.

O mesmo não podemos falar sobre Bia Figueiredo. A brasileira fez sua estreia pela Dale Coyne, mas, sem encontrar o acerto ideal para o carro, não saiu das últimas colocações. Terá trabalho duro pela frente – ela, provavelmente, só volta ao carro na etapa brasileira, em cinco semanas.

Enfim, a primeira etapa do ano superou as minhas expectativas. Já estou contando os dias para a segunda prova que acontece no dia 7 de abril, com o GP do Alabama. Hinchcliffe é favorito? Power vai vencer? Hunter-Reay vai se recuperar? Como diria o poeta, só o tempo dirá.

Veja a cobertura completa da Indy aqui, ó.

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