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Com vitória em Toronto, Newgarden embola campeonato e entra como quarta opção na luta pelo título

Os treinos e a prova em Toronto foram dominados pela Penske. No final, vitória e três à frente do líder do campeonato na pista, para ver a diferença na pontuação diminuir para uma distância irrisória
Warm Up / FELIPE NORONHA, de São Paulo / GABRIEL CURTY, de São Paulo
 Josef Newgarden (Foto: IndyCar)



No sábado, após o treino de classificação, o GRANDE PRÊMIO colocou que dificilmente o GP de Toronto, 12ª etapa da temporada 2017 da Indy, sairia das mãos de um piloto da Penske; a corrida foi monótona, mas a análise estava correta: a principal equipe da Chevrolet triunfou neste domingo (16) com Josef Newgarden, com sua segunda vitória no ano, e ainda viu Simon Pagenaud, em quinto, e Helio Castroneves, em oitavo, terminarem a prova à frente de Scott Dixon, líder do campeonato que foi décimo. O trio, portanto, está na cola do piloto da Ganassi na classificação geral. Se a corrida não foi animada, o campeonato ficou empolgante. 

Na frente do trio aparece Castroneves. O brasileiro continuou sua boa sequência: se venceu na última semana, em Iowa, desta vez passou longe do pódio, apesar de uma largada espetacular, saindo da terceira posição para assumir a liderança. Acabou apenas em oitavo, mas diminuiu sua distância para Dixon para três pontos. Faltando cinco corridas para o fim da temporada, o sonho do título, depois de quatro vices, é muito real.

A largada do paulista foi bastante elogiada por Pagenaud, que o creditou pela força da Penske na prova: "Que ultrapassagem ele fez. Pena que fomos prejudicados pela bandeira amarela, pois penso que tínhamos o melhor carro hoje. Ótimo que mantivemos a vitória em família", disse, enaltecendo também o vencedor Newgarden.
Josef Newgarden está vivo na briga (Foto: IndyCar)
Sobre a largada, Helio lembrou que fez algo parecido há 20 anos, em prova que venceu na Indy Lights na mesma Toronto: "Tinha feito algo assim em 1997. Foi muito divertido, pois eu estava 'Caramba, vai dar certo'. Assim que estávamos na frenagem, tínhamos os pneus vermelhos e o carro estava realmente bom. Foi uma ultrapassagem limpa. Falei para os caras, 'Ouçam, eu serei justo, mas se tiver uma oportunidade vou com tudo'. Foi um ótimo trabalho de todo mundo da Penske e de Newgarden. Obviamente, a bandeira amarela foi um pouco dura, mas nossos carros são bons e essa pista é sempre assim. Qem está na frente é pego por uma bandeira amarela e encara o lado ruim disso."

É preciso lembrar, também, que essa pode ser a última temporada de Castroneves na Indy - sua mudança para a SportsCar é possível, ainda em projeto da Penske, por mais que despiste sobre o assunto. Com três pontos de distância para a liderança, é de se pensar em um final histórico para uma carreira tão longa na categoria e com tanto brilhou em sua principal prova, as 500 Milhas de Indianápolis.
Helio Castroneves segue sonhando por título (Foto: IndyCar)
Os nomes de destaque em Toronto, porém, são os outros dois da Penske que brigam: Newgarden e Pagenaud. O primeiro sai do Canadá com sua segunda vitória na temporada e embolando de vez a disputa. 

"Nosso carro estava muito rápido. Tivemos um bom começo, ficamos longe do caos e estamos muito, muito felizes por toda a Penske", declarou o vencedor em Toronto. Ele está, agora, 23 pontos atrás de Dixon.

Já Pagenaud, que foi o melhor nos treinos livres e na classificação, se contentou com a quinta posição após bom duelo com Ryan Hunter-Reay: "Tive o lado interno na reta e ele deixou espaço suficiente para que eu passasse. Achei que foi uma passagem limpa, mas nos tocamos. Mesmo assim, mesmo com o toque das rodas, acho que foi só de corrida", comentou, se referindo à ultrapassagem sobre o rival que lhe colocou na frente no duelo.
Simon Pagenaud (Foto: IndyCar)
"No geral, foi um grande final de semana para nós. Conseguimos nos aproximar na pontuação e e é sempre bom visitar Toronto. Parabéns a todos da Penske", completou o francês.

Quem sai prejudicado no quarteto dos principais postulantes ao título é Scott Dixon. Com apenas uma vitória na temporada, o neozelandês foi o décimo, após se envolver em acidente logo na primeira volta. Se há três corridas, ao vencer em Elkhart Lake, ele poderia pensar em dosar a pontuação para se manter na liderança, agora vê a briga pelo título ficar dramática, cada vez mais solitário tentando se defender dos ataques da Penske.

"Foi um dia complicado. Tive uma boa largada, mas, logo na primeira volta, Rahal decidiu mudar de linha e eu precisei evitar o contato com ele. Aí o Power e eu nos encontramos e isso acabou furando meu pneu e danificando minha suspensão. Além de tudo, ainda recebi uma punição quando eu precisei ajeitar o carro. Nossos esforços ainda nos renderam esse décimo lugar", disse o veterano da Ganassi.
Scott Dixon (Foto: IndyCar)
Enquanto Dixon tenta se defender das investidas da equipe rival, seus companheiros parecem estar quase que em outro campeonato. Se Will Power ainda mostra que pode voltar para a briga, Tony Kanaan, Max Chilton e Charlie Kimball vivem de lampejos em 2017.

"É bem triste terminar onde terminamos hoje. Nosso carro era muito rápido. Eu saí dos boxes acelerando muito, meus pneus estavam frios e não consegui fazer a curva. Depois de trocar o bico, nunca mais consegui recuperar as voltas que perdi ali, então fiquei muito frustrado por isso. A gente tinha potencial para bem mais", comentou o brasileiro companheiro de Dixon.

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