Começo brilhante na Indy dá recado claro para Grosjean: já é hora de correr em ovais

A adaptação relâmpago que Romain Grosjean teve na Indy, já conquistando pole e pódio em apenas três corridas, naturalmente colocam o piloto como um candidato ao título, mas desde que comece a disputar também as provas realizadas em ovais, algo que não estava no planejamento original

Três corridas foram suficientes para que Romain Grosjean já se colocasse como um dos principais pilotos da Indy e, naturalmente, esquentasse a discussão acerca de sua opção de não correr os ovais. Novato no grid, o francês brilhou intensamente no GP de Indianápolis do último fim de semana e, de certa forma, mostrou ao mundo sua capacidade.

Com apenas duas corrida de experiência na nova categoria, Grosjean chegou chutando a porta no GP de Indianápolis 1. O francês cravou uma pole incontestável, passou perto do recorde da pista e, na corrida, conquistou também o primeiro pódio na Indy, ao chegar na segunda colocação.

É verdade que o fim de semana mostrou alguns pontos em que Romain ainda precisa evoluir, como o rendimento com os pneus duros e até mesmo a negociação com os retardatários. De todo modo, um desempenho espetacular, principalmente se levando em conta o pouco tempo de categoria e o fato de guiar pela Dale Coyne, uma equipe apenas mediana do grid.

Romain Grosjean tem tudo para brigar pelo título da Indy, mas precisa dos ovais (Foto: Indycar)

O que fica, porém, é a sensação nítida de que Grosjean pode vencer sua primeira corrida na Indy a qualquer momento. Mas, quando vencer, o que vem depois? Essa pergunta deve ter sido repetida por inúmeros fãs da categoria e só o piloto de 35 anos vai ser capaz de responder.

É que Romain, meses depois de ter sofrido um acidente que quase lhe custou a vida no Bahrein, decidiu que não correria nos ovais da Indy por achá-los perigosos demais. Isso automaticamente o tira de qualquer conversa por título, afinal, há uma rodada dupla no Texas, tem Gateway e, claro, a Indy 500, com direito a uma pontuação dobrada. Ninguém briga por título descartando tanto ponto.

Antes mesmo do pódio em Indianápolis, o francês já começou a mudar um pouco o discurso e tratar os ovais como uma possibilidade. Gateway, que é um oval curto e tem um acerto nos carros mais próximo dos mistos do que dos ovais longos, já surge como uma possibilidade ainda em 2021. Resta saber se Grosjean vai aceitar o desafio.

Romain Grosjean brilhou em Indianápolis (Foto: IndyCar)

Pensando no cenário completo, seria fundamental que isso acontecesse. Não pensando em 2021, afinal, Grosjean ficou fora da rodada dupla do Texas e não teria mais chance de nada ainda que corresse a Indy 500 em duas semanas, algo que já não vai acontecer. A mudança de agenda, com ovais incluídos, seria vital, por exemplo, para 2022.

Fazendo uma análise grosseira da pontuação do campeonato até agora, Romain aparece com 81 pontos, que é mais do que sete pilotos que fizeram as cinco corridas têm, incluindo o companheiro de equipe, Ed Jones. Indo além, isso dá uma média de 27 pontos por etapa, exatamente a mesma de Rinus VeeKay, sexto colocado e postulante real ao título.

Sabemos que dificilmente Grosjean faria tanto ponto assim no Texas, sem qualquer experiência de ovais, mas ao menos somaria alguma coisinha para o campeonato. Por mais incrível que possa parecer, depois de tão pouco tempo, já dá para dizer que o francês estaria no bolo dos candidatos ao caneco caso corresse todas as provas.

A bola está com o francês. A vitória é questão de tempo, mas o título pode se tornar algo plausível dentro de alguns anos. Talvez em uma equipe mais forte, talvez com mais experiência, mas, certamente, com ovais no esquema. Resta saber se é isso que Grosjean quer para a reta final de sua carreira. A história ficaria ainda mais grandiosa.

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