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Dale Coyne procura substituto para Fittipaldi na Indy 500. Já que Claman DeMelo seria “passo grande demais”

Acidente de Pietro Fittipaldi nas 6h de Spa-Francorchamps inviabilizou participação do neto de Emerson Fittipaldi em Indiana. Com isso, Dale Coyne busca substituto para o piloto etapa mais prestigiada da Indy
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Zachary Claman de Melo (Foto: IndyCar)

O acidente de Pietro Fittipaldi nas 6h de Spa-Francorchamps gerou mais transtorno além das diversas fraturas sofridas pelo piloto. Com prazo de recuperação previsto para mais de oito semanas, o brasileiro perderá boa parte do calendário do WEC e da Indy, gerando um problema imediato para Dale Coyne às vésperas da corrida mais importante do calendário: a Indy 500.

Com a ausência de Fittipaldi no cockpit do carro #19, que divide com Zachary Claman DeMelo, Coyne precisa definir a tempo o substituto para as 500 Milhas. O chefe da equipe homônima, porém, vê com receio a entrada do canadense na etapa, e demonstra preocupação com a recuperação de Pietro.
Dale Coyne não vê em Claman DeMelo experiência suficiente para as 500 Milhas de Indianápolis (Foto: Indycar/Divulgação)


“Eu conversei com seu pai e, do que ele relatou a partir da fala dos médicos, Pietro deve estar de volta conosco para Mid-Ohio, no fim de julho. Zachary já estava certo para fazer Detroit, Road America, Iowa e Toronto, então nada muda nisso. Mas não falamos com ele sobre a Indy 500. Ele é a escolha lógica para o circuito misto, não é? Mas as 500 Milhas… Eu não sei. É um grande passo, e precisamos conversar um pouco mais sobre isso”, afirmou.

Com a insegurança de Coyne em relação a DeMelo, a equipe tende a buscar outros nomes, a despeito das dificuldades envolvendo os mais cotados. James Davison, que correu pela Dale Coyne em 2017 substituindo Sébastien Bourdais, que estava em recuperação de lesão pélvica, está escalado para correr justamente em Indiana pela Foyt, após parceria com a Belardi. Paralelamente, o ex-Coyne Tristan Vautier possui compromissos de endurance na Inglaterra no mesmo dia dos treinos classificatórios do evento. Há, porém, a possibilidade de que alguém qualifique o #19 e permita o francês largar do fim do grid no domingo (27).
A forte batida de Pietro Fittipaldi na Eau Rouge no WEC (Foto: Reprodução/Twitter)
Outros palpites são os atuais líderes da Indy Lights — Patricio O’Ward, Colton Herta e Santiago Urrutia — e Ryan Briscoe e Matt Brabham, que já correram a prova anteriormente. O experiente Briscoe, atualmente na SportsCar, conta inclusive com a pole das 500 Milhas em 2012 no histórico e Doyle parece confiante de que a vaga em aberto é atraente até para quem possui calendário cheio.

“O bom é que após a nossa performance na Indy 500 anos passado [Bourdais tinha a pole até se acidentar nos treinos e Ed Jones terminou em terceiro na corrida], nós tivemos bastante gente interessada. E neste ano temos sido fortes nos ovais novamente — Sébastien foi pole em Phoenix e Pietro largou entre o top-10 na sua primeira corrida da Indy. Logo, acho que devemos algo ter resolvido próximo ao fim da semana que vem”, assegurou.

Conforme apurou o GRANDE PRÊMIO, a recuperação do neto de Emerson Fittipaldi deve ser um pouco mais demorada do que as oito semanas inicialmente previstas. As 500 Milhas de Indianápolis ocorrem no domingo (27). O GRANDE PRÊMIO acompanha as atividades IN LOCO e EM TEMPO REAL.
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