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Decisão em Sonoma começa com Ganassi mostrando força necessária para Dixon marcar Rossi no domingo

A sexta-feira em Sonoma teve Scott Dixon muito firme nos dois treinos livres e uma Ganassi que deu mostras que pode fazer seu piloto apenas cercar Alexander Rossi para ser campeão

Warm Up / GABRIEL CURTY, de São Paulo / FELIPE NORONHA, de São Paulo
Sonoma abriu os trabalhos da decisão do campeonato com bastante equilíbrio. Na realidade, o cenário desta sexta-feira (14) foi perfeito para Scott Dixon: além de vários carros próximos, teve ótimas condições para andar sempre próximo da liderança nas duas sessões de treinos livres.
 
Ou seja, o primeiro dia de atividades em Sonoma indicou uma Ganassi bem acima das expectativas produzidas pelos péssimos resultados do time principalmente nas classificações em circuitos mistos. Parece, assim, que Dixon terá condições de brigar até no topo do grid.
 
Isso quer dizer também que Dixon tem tudo para ter nas mãos um carro que dê condições para fazer aquilo que mais deseja para o final de semana: marcar Alexander Rossi, seu grande rival na disputa pelo título.
Scott Dixon tende a ser um zagueiro em cima de Alexander Rossi em Sonoma (Foto: IndyCar)
"As condições foram um pouco difíceis hoje e perdemos entre 30% e 40% de downforce no geral comparado ao último ano. Amanhã pode ser diferente e desafiador. Você tem que acertar o tempo de freada. Foi legal ver um campeão da Indy Lights entre os principais nomes no topo. Acho que a temperatura vai ser fundamental na escolha dos pneus. Vamos analisar hoje e ver o que precisamos fazer para ganhar força para a classificação", resumiu Dixon.
 
Para Rossi, a pior das notícias é, com certeza, a competitividade da Ganassi. Isso porque a Andretti não andou mal, pelo contrário. O time liderou com Ryan Hunter-Reay no TL1 e botou Alexander no top-8 duas vezes. Não parece improvável imaginar o americano pole ou mesmo vencendo, mas talvez não seja suficiente como tudo antes indicava.
 
"Acho que demos um passo à frente em relação à manhã. Testamos ontem e acho que foi um bom teste, mas essa pista muda tanto e tão rapidamente. O que você tem num dia não necessariamente você terá no outro. Temos que trabalhar durante a noite, colocar nossa cabeça no lugar. Mas não é a primeira vez que temos uma sexta ruim, então confio que melhoraremos amanhã", analisou o americano.
Alexander Rossi não depende só de si em Sonoma (Foto: IndyCar)
Com chances remotas de título, a dupla da Penske precisa de vitória a qualquer custo - além de uma combinação incrível de resultados. Ao menos o time começou liderando o TL2 com Josef Newgarden e Will Power também cercou os ponteiros.
 
"Acho que fomos ok. Testamos aqui semana passada, então estávamos prontos. Foi uma tarde difícil, honestamente. Na minha primeira ida à pista, não fiquei feliz, mas fizemos progresso na segunda, que pareceu bem decente em comparação a semana passada. Ficamos felizes com nossos carros nos testes, então estávamos otimistas para o final de semana, e agora estamos tentando dar os passos  certos até o final de domingo. É o que você tem que fazer num final de semana de corrida. Você tenta tomar a decisão certa todo dia. Então foi um bom começo", disse Josef.
 
"A classificação será bem difícil. A pista tem pouco grip. Temos menos downforce esse ano e por isso é difícil completar uma volta sem erros. Não acho que alguém tenha conseguido. Talvez Newgarden. Então será uma classificação interessante. Está bem apertado na frente, assim como no meio do grid. Está apertado em todos os pontos e isso é a Indy atualmente. Você não consegue achar um piloto ruim aqui. Olhe o novato, O'Ward, foi impressionante em seu primeiro dia. Ele tem talento", declarou Will.
Will Power e a Penske devem brigar até o fim (Foto: IndyCar)
Não fosse a decisão do campeonato, o grande destaque do dia iria para a estreia de Pato O'Ward. Após andar em penúltimo no TL1, o campeão da Indy Lights voou no segundo treino livre e se colocou em terceiro com a modesta Harding, que nada fez na temporada com piloto algum.
 
"Foi um bom dia e estou feliz com a maneira com que ele acabou. O primeiro treino foi meio na sorte, porque tem muito carro na pista e eu estou acostumado com poucos. Estou feliz que consegui encontrar espaço no segundo treino. Estamos trabalhando duro no carro para a classificação, então usamos os pneus vermelhos pela maior parte do treino. É muito bom, mas agora vamos com os pretos para a classificação para já arrumar a configuração para a corrida. Por enquanto, satisfeito com o dia de hoje", destacou Pato.
Pato O'Ward: que moleque bom (Foto: IndyCar)
O dia foi bem interessante para Pietro Fittipaldi e sua Dale Coyne, em geral. Assim como os companheiros Sébastien Bourdais e Santino Ferrucci, o brasileiro ficou do meio para frente no pelotão e até entrou no top-10 no TL2, mantendo o bom momento em 2018.
 
"Acho que o dia foi bom. A sessão da manhã tinha mais grip na pista do que na da tarde, mas foi assim para todos. De tarde, as temperaturas estavam mais altas e isso muda o jeito de sentir o carro. A pista estava mais escorregadia, mas é sempre assim aqui. É difícil acertar uma volta, mas é isso que teremos que fazer na classificação. Conseguimos ficar no top-10 hoje mas é amanhã que conta. Vamos conversar com os engenheiros, achar a configuração ideal e tentar ficar no top-10 na classificação e, quem sabe, na corrida também", falou Pietro.
Tony Kanaan e Matheus Leist sofreram com a Foyt (Foto: IndyCar)
O mesmo otimismo não aparece para os outros dois brasileiros. Mais uma vez com a Foyt bem atrasada em relação às rivais, Tony Kanaan e Matheus Leist amargaram o grupo final do pelotão nos dois treinos.
 
"Foi um dia interessante. Pegamos muito tráfego em nossas melhores voltas, então não parece tão bom quanto queríamos no momento. Tem sido um ano com dificuldades, é difícil entender o carro. Vamos ver alguns dados hoje a noite e ver oque podemos consertar para amanhã", comentou Tony.
 
"Foi um dia ruim para nossos carros. Acho que não temos um bom equilíbrio, o carro está muito difícil de pilotar. As sessões foram curtas, então não tivemos muito tempo para entendê-lo, mas amanhã é um novo dia. Vamos trabalhar duro para encontrarmos um carro mais rápido", avaliou Matheus.