Indy

Ganassi forte e líderes no muro roubam cena na sexta-feira em Toronto

Bandeiras vermelhas envolvendo os dois principais favoritos ao título da temporada e uma Ganassi andando em um ritmo bem interessante deram o tom do que foi uma movimentada sexta-feira de treinos livres em Toronto

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
A sexta-feira (12) foi das melhores de treinos livres na temporada 2019 da Indy. Um equilíbrio grande entre Honda e Chevrolet, equipes muito próximas, líderes do campeonato encontrando o muro e a Ganassi surgindo como potencial maior força em Toronto fizeram o dia ser extremamente movimentado e interessante.
 
O primeiro ponto a ser observado é o ritmo que apresentaram os carros do time de Chip Ganassi. Dias depois de Scott Dixon dizer que precisava vencer corridas a todo custo para voltar a ter chances de título e admitir que o time precisava evoluir, a Ganassi deu ótima demonstração de força e liderou o TL1 com o neozelandês, ficou em segundo no TL2 com Felix Rosenqvist e teve os dois carros no top-5 em ambas as sessões.
 
Em um final de semana em que a ordem de forças parece um pouco confusa e sequer dá para entender bem até aqui qual a montadora que está mais forte, é um início para lá de positivo para a Ganassi que, sim, necessita de grandes resultados com urgência.
Scott Dixon pode ter o final de semana dos sonhos (Foto: Indycar)
"O carro foi bem nas duas sessões. Na segunda, tentei algo para ajustar a traseira, mas quando fomos com os pneus vermelhos, não conseguimos uma volta limpa. O Rahal nos segurou e o Newgarden também. Acho que estamos na janela de crescimento e espero mostrar velocidade amanhã", comentou Dixon.
 
O outro ponto que chamou a atenção foi como a curva 11 e a entrada da reta principal estão fazendo vítimas. E é bom esclarecer aqui: não é qualquer tipo de vítima, não, foram nomes como, por exemplo, Josef Newgarden e Alexander Rossi.
 
Newgarden deu um beijo no muro ainda no TL1, mas acabou meio que passando batido pela ótima volta que encontrou no fim, conseguindo ainda salvar a segunda colocação. Para Rossi, a coisa ficou um pouco pior. A batida veio no TL2 e depois de um toque anterior no mesmo ponto. A suspensão ficou danificada e o resultado foi um modestíssimo 14º lugar.
Josef Newgarden não foi lá muito bem (Foto: Indycar)
"Foi um dia de altos e baixos. Acho que o carro tem muito potencial. Parece ser rápido, mas não conseguimos extrair a total velocidade até agora. Precisamos trabalhar nisso para amanhã, por isso existem os treinos. No ponto de vista do time, achei impecável. Fizeram um grande trabalho de execução, precisamos apenas melhorar durante a noite, refinar tudo e preparar para a classificação", falou Newgarden.
 
É óbvio que é melhor dar leves batidas nos treinos livres do que na classificação ou na corrida, mas quem gosta de uma surpresa certamente gostou de ver os dois grandes nomes da Indy em 2019 passando perrengue. Ambos terão de se encontrar caso não queiram largar no meio do pelotão.
 
"Foi uma tarde difícil. É claro, alguns erros por minha parte e acho que custaram algumas mudanças para entender o carro. É muito louco aqui, é divertido, você está de lado várias vezes, acho que é o que as pessoas querem ver na Indy. Eu acho a curva 11 difícil e não acho que será diferente neste ano. Acho que veremos alguns caras com dificuldade aqui, e hoje é o dia de errar. Você não quer cometer erros aqui amanhã ou domingo, então dá para arriscar novas linhas e ver o que pode dar certo. Claramente, encontrei coisas que não dão certo, e espero não achar mais", comentou Rossi.
Alexander Rossi teve um TL2 para esquecer (Foto: Indycar)
Se foi um dia dos mais difíceis para a dupla de favoritos ao título, melhor para quem vem logo atrás, certo? Dixon aproveitou no TL1 e, no TL2, foi a vez de Simon Pagenaud, que finalmente fez algo na temporada fora de maio e deu a grande volta do dia. É um dos fortes candidatos a largar na pole.
 
"Foi realmente um grande dia. Acho que veio de toda a preparação. Muito feliz com o carro, eu amo esta pista, é muito divertida, me lembra de Reims, na França; É incrível. Gostei muito do ritmo, o carro é muito bom, só precisei colocar uma boa volta em cada pneu e em cada condição. Fiz o trabalho, e vou revelar que isso é muito divertido. É sensacional. Falei para o time que é um prazer pilotar este carro", explicou o francês.
 
A Foyt não foi disparada a pior equipe do grid, mas não parece que o bom desempenho do ano passado em Toronto irá se repetir. Tony Kanaan e Matheus Leist, com bastante esforço, se colocaram no top-20.
 
"Foi um dia positivo para nós. Acho que evoluímos nas últimas duas semanas. Passamos muito tempo aqui, então Eric [engenheiro] e eu temos muitas informações do passado e estamos tentando juntar tudo pra fazer algo que tem sentido. Em termos e voltas, estamos mais próximos do que já estivemos, e melhorando um pouco, entraremos no top-12, que é o objetivo. Não podemos fingir que vamos vir aqui e vencer a corrida, vamos com um passo de cada vez. Estou muito satisfeito com o dia, espero unirmos hoje e avançar amanhã", avaliou Tony.
Tony Kanaan teve um dia de evolução (Foto: Indycar)
"Dia difícil na pista. Acho que não achamos o melhor acerto, mas vamos trabalhar forte durante a noite e encontrar algo para amanhã. De qualquer jeito, é bom estar de volta aqui. É uma cidade legal e uma pista legal. Vamos ver o que podemos fazer na classificação amanhã", fez o contraponto Matheus.
 
Considerando que a Indy tem tido ótimas provas e que as ruas têm entregado belíssimas disputas em 2019, uma pista com um muro tão magnético quanto o da curva 11 em Toronto promete fortíssimas emoções.

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