GUIA 2019: Após ano atípico, Penske mantém trio de campeões e surge como única potência da Chevrolet

O primeiro ano dos novos kits aerodinâmicos universais teve a Honda na frente da Chevrolet e a Penske, depois de muito tempo, chegando como figurante na corrida decisiva do campeonato. Com investimento ainda muito grande e profissionais de ponta, a equipe tem tudo para virar o jogo em 2019

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Uma das grandes atrações da Indy é o duelo de montadoras proporcionado por Chevrolet e Honda. Acontece que essa disputa não foi das mais equilibradas nos últimos anos. Pouco tempo atrás, a Ganassi estava ao lado da Penske com o material dos americanos e, na época em que cada uma fabricava o próprio kit aerodinâmico, a Chevrolet teve larga margem.
 
Tudo mudou quando a Indy resolveu unificar os kits, deixando Chevy e Honda apenas com o papel de fabricantes de motor. Junto disso, a Ganassi passou para o lado dos japoneses e o jogo, de fato, virou. A Chevrolet perdeu a vantagem que tinha e, ao mesmo tempo, passou a ter a Penske como única gigante ao seu lado, enquanto a Honda tinha Andretti e Ganassi.
 
Em 2018, com apenas o motor diferenciando os carros, a Chevrolet não conseguiu acompanhar a Honda na maior parte do campeonato. Se havia equilíbrio nos ovais e também nos mistos – após um começo avassalador dos americanos -, nas ruas foi um baile da Honda: cinco corridas e cinco vitórias, com míseros três pódios para a Chevy, todos com a Penske.
Josef Newgarden venceu três corridas em 2018 (Foto: IndyCar)

Um dos fatores que pesam a favor da Honda na atual disputa é a disposição de equipes. E isso vai além das três gigantes. Fora elas, as três principais esquadras intermediárias do grid estão com os asiáticos – Dale Coyne, Schmidt Peterson e RLL. Isso só faz com que especialmente Carpenter, Foyt e Carlin se tornem peças fundamentais para a reação americana.

 
De todo modo, mesmo que as três não apareçam, isso não vai servir para tirar a Penske da briga. É claro, vai tornar a Chevrolet mais vulnerável, mas não carta fora do baralho. Afinal, a Penske sempre entra como favorita, não importa a fase, não importa quando.
 
A Penske, por si só, se garante como uma potência de 2019. Primeiro porque é bem difícil crer que a Chevrolet siga consideravelmente atrás e, acima de tudo, o material humano e o orçamento do time de Roger Penske costumam segurar as pontas.
Will Power venceu a Indy 500 pela primeira vez em 2018 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Além de um time de engenheiros excelente e de um dos melhores grupos de mecânicos, o trio de pilotos é excelente: só tem campeão. Em momentos distintos da carreira, Will Power, Josef Newgarden e Simon Pagenaud se complementam em seus estilos.
 
Newgarden ainda é a estrela do momento no time. Aos 28 anos, o campeão de 2017 não teve um 2018 excelente, mas venceu suas corridas, teve algumas grandes atuações e manteve o carisma e popularidade. Tem tudo para ser o maior rival dos atuais destaques do grid Scott Dixon e Alexander Rossi.
 
Mais experiente, Will Power vive o auge aos 37 anos. Campeão em 2014, o australiano ainda conseguiu crescer mais em 2018 e, não fossem problemas mecânicos, poderia até ser bicampeão. Melhorou muito nos ovais e até venceu a Indy 500. Hoje, é um piloto completo.
Simon Pagenaud precisa de um bom 2019 para seguir na Penske (Foto: IndyCar)
Campeão em 2016, Simon Pagenaud tem 34 anos e, certamente, é o mais pressionado do trio. Apesar do vice em 2017, faz tempo que não tem grandes atuações e, com um grid forte e um Helio Castroneves no cangote, precisa ser melhor que o sexto posto de 2018.
 
De todo modo, os três pilotos e toda a equipe Penske estão prontos para brilhar em 2019 e, consequentemente, impulsionar a Chevrolet, que também terá um Fernando Alonso e uma McLaren na Indy 500, na complicada disputa diante da Honda.

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