GUIA 2020: Newgarden na frente e trio na cola: a primeira ordem de forças da Indy

Josef Newgarden é o favorito natural ao tricampeonato, mas um trio de bons candidatos aparece logo a seguir com Alexander Rossi, Scott Dixon e Simon Pagenaud. No segundo ano de Indy, Colton Herta desponta como potencial surpresa na briga do topo da tabela

GUIA 2020
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O GUIA 2020 da Indy continua nesta terça-feira (10) com um balanço envolvendo pilotos e equipes. Analisando o grid todo, resolvemos separar em algumas categorias, sempre de acordo com as possibilidades de título. No geral, é um campeonato que promete – e a pré-temporada já indicou isso – uma disputa bem mais apertada entre os principais times.

Sem mais delongas, vamos aos grupos, com o favorito ao título, candidatos fortes, quem corre por fora, quem pode vencer corridas, ir ao pódio ou mesmo apenas fazer figuração.

 
O favorito
 
Josef Newgarden vive o auge técnico, anda naquela que, teoricamente, ainda é a equipe mais forte do grid e vem de título, ou seja, é mais do que natural que seja considerado o grande candidato ao título. Aos 29 anos, busca o tri para começar a encostar em Scott Dixon e ir subindo no ranking histórico da Indy. Vem bastante firme na tentativa de defender seu cinturão.
Josef Newgarden é favorito ao tri (Foto: Indycar)
Fortes candidatos ao título
 
Newgarden é o principal favorito, mas está longe de ser incontestável. Na sequência da lista de candidatos aparecem Alexander Rossi e Scott Dixon, grandes rivais de Josef nos últimos anos. Aqui, temos dois perfis bem diferentes: Rossi é bastante agressivo, mas exagerou ao tentar uma postura cerebral em 2019 na busca pelo primeiro título. Dixon, por outro lado, é o rei da tática, mas sabe agredir na medida certa quando necessário e, claro, é um multicampeão em outro estágio da carreira. Basicamente, Newgarden tem um pouco de Dixon e de Rossi nele e, ainda, uma Penske ligeiramente superior ao que são, hoje, Andretti e Ganassi. Por isso, pequena vantagem para o americano.
 
Por mais que não encha os olhos como Rossi e Dixon, Simon Pagenaud merece ser citado ainda no segundo grupo. O francês teve um desempenho burocrático em grande parte de 2019, mas um maio perfeito e bastante oportunismo nas chances que apareceram fizeram de Simon o vice-campeão e, de quebra, vencedor da Indy 500. Correndo pela Penske, dá para descartar?
O pódio em Toronto 2019: quem vai buscar Newgarden (Foto: Reprodução)
Quem corre por fora
 
O primeiro nome da lista aqui é Colton Herta, um dos caçulas do grid, mas que já mostrou muito potencial na temporada de novato pela modesta Harding. Agora, com a operação da Andretti, tem tudo para vencer ainda mais corridas e até sonhar com o título.
 
Will Power e Ryan Hunter-Reay são dois caras que já venceram títulos, Indy 500 e merecem respeito, mas não vivem, definitivamente, a melhor fase de suas carreiras. Andam, porém, em dois excelentes carros, têm belíssimos currículos, merecem aparecer no terceiro pelotão.
 
Ainda no grupo aparece Felix Rosenqvist, que teve altos e baixos no primeiro ano de categoria, mas mostrou potencial em diversas oportunidades não apenas na Indy. Corre pela Ganassi, ou seja, condições ele deve receber. Vale ficar de olho.
Colton Herta: já chegou a vez do garoto? (Foto: IndyCar)
Brigam por vitórias
 
É claro que a Indy é uma categoria que adora aleatoriedades, mas, em condições normais, não é o grid todo que pode vencer corridas em 2020. Aqui, destacamos a dupla de novatos da McLaren, formada por Oliver Askew e Pato O'Ward, dois jovens bem promissores e que devem ter um carro competitivo na maior parte das corridas.
 
Marcus Ericsson é outro que pode ser colocado na turma. O sueco já teve o primeiro pódio em 2019 e, na temporada que começa no final de semana, subiu de nível de carro, foi para a Ganassi e, naturalmente, é um candidato a vencer corridas.
 
Santino Ferrucci ainda busca o primeiro pódio, mas mostrou tanta capacidade, principalmente nos ovais, que merece uma citação ousada. O americano, aliás, bateu na trave algumas vezes em 2019 e, em 2020, vai ser o primeiro piloto da Dale Coyne. Olho nele!
 
Ed Carpenter só corre nos ovais, mas tem tanta habilidade nesse tipo de pista e sua equipe prepara tão bem os carros que, sim, precisa estar aqui. Além dele, a dupla da RLL, lógico, afinal, Graham Rahal e Takuma Sato gostam de aprontar e podem até pintar como candidatos a um top-5 no fim do campeonato.
Takuma Sato está sempre ali vencendo suas corridas (Foto: Indycar)
Brigam por pódios
 
Jack Harvey e a Meyer Shank finalmente terão uma temporada completa. Merecido! Os dois são promissores, mas igualmente inexperientes, pouca casca. Até podem acabar arrumando uma vitória, mas melhor focar, por enquanto, em acumular idas ao pódio.
 
Rinus VeeKay e Conor Daly não formam a dupla dos sonhos na Carpenter, mas são talentosos e não devem ter um carro ruim nas mãos. Especialmente nos mistos e na rua, podem aprontar. Álex Palou é mais um dos estreantes e também chega com bastante moral. Deve dar trabalho, é bem talentoso e a Dale Coyne costuma ter seus momentos.
 
Marco Andretti e Zach Veach não estão entre os pilotos de elite da Indy, dificilmente vão vencer corridas, mas a Andretti é uma equipe tão boa que faz com que os dois sejam candidatos naturais a ao menos um pódio. É praticamente uma obrigação.
 
Já a Foyt tem um dos piores carros do grid, mas Tony Kanaan e Sébastien Bourdais são dois pilotos que merecem bastante respeito. É uma pena que ambos só farão parte do campeonato, mas Tony mostrou que tem bastante lenha para queimar e vem de pódio em Gateway, enquanto Séb venceu corridas em temporadas recentes.
Tony Kanaan foi ao pódio em Gateway (Foto: Indycar)
Cumprem tabela
 
Max Chilton não consegue sequer um top-10 desde 2017. Bom, a Carlin parece ter melhorado um pouco, mas dá para imaginar metas muito maiores para o inglês? Com a Foyt na temporada toda, Charlie Kimball é outro que pegando alguns top-5 já estaria de bom tamanho em 2020, afinal, são cinco pódios na carreira mesmo passando um tempo enorme na Ganassi.
 
Sage Karam, com a DRR, e Ben Hanley, com a DragonSpeed, devem sofrer com a falta de competitividade de seus times e muito dificilmente vão ter algum resultado muito relevante. Só aparecem na frente de Dalton Kellett na lista, afinal, o canadense da Foyt conseguiu a proeza de só ter seis pódios em quatro anos de grid curto na Indy Lights.
 
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