Hinchcliffe revela ansiedade por Indy 500 para apagar “vexame” de 2018: “Preciso buscar a redenção”

James Hinchcliffe avaliou seu ano de altos e baixos na Indy e falou bastante da Indy 500, de como quer voltar logo para a principal corrida do calendário para apagar da memória o fato de não ter sequer se classificado para a edição de 2018

James Hinchcliffe passou por muitos altos e baixos durante a temporada 2018 da Indy com a Schmidt Peterson. Após um início de ano bem forte com cinco top-10 e até chances de título, o canadense tomou um forte golpe ao ficar de fora do grid da Indy 500, mas não demorou a se recuperar e vencer o GP de Iowa. Depois, perdeu rendimento e fechou a temporada em baixa.
 
Hinch falou especialmente do revés nas 500 Milhas de Indianápolis, admitiu que foi um vexame não ter ficado entre os 33 para poder participar da prova e que não vê a hora de voltar ao IMS e apagar a lembrança.
 
"Foi uma experiência que marcou muito não só para mim, mas para a equipe toda. Foi um vexame de várias maneiras e também de deixar furioso de várias maneiras. Nessas horas, a única coisa que você pode fazer é se controlar. Na verdade, a gente aceitou nossas falhas, nossa culpa e isso uniu mais a equipe", disse ao site da Indy.
 
O canadense também comentou o fato de ter sofrido um acidente que quase foi fatal na pista em 2015 e, no ano segunte, ter conseguido cravar a pole. Agora, quer virar o jogo da eliminação de 2018 em 2019. 
 
"É impressionante a relação de amor e ódio com Indianápolis e acho que isso mostra como essa pista precisa ser respeitada. Hoje, não tem equipe que queira brilhar mais lá do que nós. Não vejo a hora de buscar a redenção. Não foi fácil lidar com o fato de ficar de fora da maior corrida da temporada, de ter de explicar tudo para patrocinadores e fãs, mas, felizmente, todo mundo ficou ao nosso lado, ninguém pulou do barco e seguiu confiando um no outro. Muita sorte de ter esse pessoal conosco", seguiu.
James Hinchcliffe viveu seu grande momento em Iowa e o pior deles na Indy 500 (Foto: Indycar)
Para Hinch, o início bem forte da Schmidt Peterson surpreendeu a todos e, de forma alguma, a eliminação na Indy 500 teve a ver com acomodação.
 
"Nós tivemos um início forte e isso até que nos surpreendeu um pouco. A gente esperava sofrer no começo da temporada com tantas mudanças, mas o time sempre fez um trabalho muito bom nos finais de semana e não deixava que nenhum problema nos afetasse. Seguimos o tempo todo com os pés no chão e avançando", falou.
 
A resposta para o desastre na Indy 500 veio poucas semanas mais tarde, em Iowa, pista que Hinch venceu com grande atuação e ritmo.
 
"A vitória em Iowa veio em um momento em que a gente estava voando, acertando simplesmente tudo. Estávamos no nosso melhor nível e o teste que fizemos antes na pista nos ajudou. Foi o grande momento da temporada, ter tido a sacada que ninguém mais teve em Iowa", completou.

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