Indy atinge metade da temporada 2021: como está o desempenho de cada um dos pilotos?

O GRANDE PRÊMIO aproveita que a Indy atinge a metade da temporada 2021 e faz uma análise completa de todos os pilotos do grid

A temporada 2021 da Indy alcançou a metade das 16 ou 17 etapas que serão realizadas com a rodada dupla do GP de Detroit, no último fim de semana. Assim, antes do GP de Elkhart Lake, o GRANDE PRÊMIO preparou uma avaliação completa de cada piloto do grid.

A ideia é entender como cada um está se saindo em 2021 e, claro, projetar como devem se sair na segunda metade da temporada da Indy. A categoria ainda não confirmou, mas deve ampliar de 16 para 17 corridas o cronograma do ano, o que não mexe na conta de que a metade dos trabalhos foi atingida nas ruas da Belle Isle.

Sem mais delongas, vamos para a análise completa dos pilotos da Indy em 2021, seguindo a ordem da classificação atual do campeonato, levando em conta aqueles que disputaram ao menos três corridas no ano, além de Helio Castroneves, por motivos óbvios.

Com duas vitórias, Pato O’Ward é o grande piloto da Indy em 2021 (Foto: IndyCar)

1º – PATO O’WARD – 299 PONTOS

Único piloto com duas vitórias em 2021, o mexicano da McLaren é o grande nome da Indy na temporada atual. Difícil cravar qualquer tipo de favoritismo em um campeonato de tanto perde e ganha e, principalmente, porque Pato não está em um time acostumado a disputar títulos. De toda forma, é quem tem sido mais brilhante no ano.

2º – ÁLEX PALOU – 298 PONTOS

Grata surpresa da temporada até aqui, o catalão parece até que defende a Ganassi desde que nasceu. Palou não se assustou em nenhum momento por estar em um carro que tinha pecha de zicado, peitou Scott Dixon desde a estreia e, hoje, é candidato real ao campeonato.

3º – SCOTT DIXON – 263 PONTOS

Não dá para fingir que a temporada de Dixon tem sido brilhante. Grande nome da Indy na atualidade, o neozelandês ainda não pegou no tranco em 2021, ainda que tenha tido seus bons momentos. O fato é que, mesmo meio apagado, lá está Scott na cola dos líderes. Talvez ainda seja, no somatório potencial, equipe e histórico, o maior candidato ao caneco.

4º – JOSEF NEWGARDEN – 248 PONTOS

Newgarden vive uma fase melhor que a de Dixon, mas a conclusão na análise de ambos é meio que a mesma: está perto dos líderes mesmo em um início conturbado, então, é bem forte candidato ao título. No caso do americano, é mais na Penske o problema, já que a equipe ainda não conseguiu vencer com ninguém em 2021. Mas se a porteira abrir…

Josef Newgarden e a Penske não venceram em 2021 (Foto: IndyCar)

5º – RINUS VEEKAY – 243 PONTOS

Mais um integrante da espetacular nova geração da Indy, VeeKay faz uma temporada primorosa, com vitória, pódios e um desempenho que vai deixando a Carpenter bem acima de onde ela frequentou nos últimos anos. No entanto, as chances de título estão praticamente enterradas, já que o holandês teve uma grave lesão na clavícula e já está de fora, pelo menos, do GP de Elkhart Lake.

6º – SIMON PAGENAUD – 243 PONTOS

Em um campeonato duro para a Penske, Pagenaud ao menos vai tendo regularidade. Não brilha, mas vai somando seus pontos e, bem ou mal, está apenas 5 atrás de Newgarden. De destaque, a ótima atuação na Indy 500, chegando em terceiro mesmo com o motor Chevrolet atrás do Honda.

7º – MARCUS ERICSSON – 211 PONTOS

O sueco não é um candidato real ao título nem nada do tipo, mas faz mais um campeonato bem digno. O ponto alto, é claro, a vitória no GP de Detroit 1, mas o fato de estar constantemente próximo a Dixon é algo bem interessante também. Difícil imaginar que não fique mais uns aninhos na Ganassi, vem melhorando.

8º – GRAHAM RAHAL – 209 PONTOS

Rahal tem menos pontos do que merecia em 2021. Um dos melhores pilotos da temporada, mais uma vez, o americano já tem cinco top-5, menos apenas que O’Ward. Se a RLL mudar de patamar, pode ter certeza que Graham vai finalmente brigar pelo título. Falta primeiro sair da seca de vitórias.

Graham Rahal merece vencer em 2021 (Foto: IndyCar)

9º – COLTON HERTA – 202 PONTOS

Muito talento, mas, em 2021, pouco resultado. O grande nome da nova geração ainda não engrenou na temporada, ainda que já tenha vencido uma corrida. Com uma irregularidade enorme, Colton já é praticamente carta fora do baralho pelo título, mas o copo meio cheio é já ter se firmado como grande nome da Andretti.

10º – TAKUMA SATO – 181 PONTOS

Sato faz uma temporada completamente mediana, típica de décima colocação. Em geral, o japonês não vem brigando por vitórias e, por mais que a classificação do campeonato até engane, vem bem mais discreto que o companheiro Rahal.

11º – WILL POWER – 169 PONTOS

Azar, muito azar, bastante azar, extremo azar. Não tem como chegar aqui e ficar criticando Power pelo 11º lugar parcial sem levar em conta tudo que está acontecendo. O australiano poderia ter tranquilamente ao menos duas vitórias em 2021, merece sorte melhor no restante do ano.

12º – SCOTT McLAUGHLIN – 164 PONTOS

O início foi bem promissor, especialmente nos testes, mas McLaughlin vai vivendo um campeonato típico de novato: erros, ritmo abaixo dos companheiros, ainda pegando a mão. Nada que preocupe para o restante da carreira, porém.

Scott McLaughlin está fora do top-10 da temporada (Foto: Indycar)

13º – JACK HARVEY – 146 PONTOS

Decepção é a palavra. Harvey vinha crescendo a olhos vistos junto com a Meyer Shank nos últimos anos, mas brecou a curva de subida em 2021. Quem levou o time à glória foi Helio Castroneves, logo na estreia, na Indy 500, enquanto Jack vai penando até para fazer top-10. Bem abaixo para quem já foi pole e pódio na categoria.

14º – ALEXANDER ROSSI – 145 PONTOS

Aqui é bem parecido com o que falamos de Power. Nunca que Rossi é só o 14º melhor piloto do campeonato, é surreal que não tenha nenhum top-5 até agora. Tendência é óbvia de crescimento, de ganhar corridas, mas já ficou tarde de novo para título.

15º – SÉBASTIEN BOURDAIS – 122 PONTOS

Depois de um começo de campeonato excelente, Bourdais e a Foyt começam a cair na real. E a real é que a equipe é muito fraca. O francês até tenta, mas o carro não deixa ir muito além. Vai fazendo o que dá.

16º – RYAN HUNTER-REAY – 122 PONTOS

A terceira Andretti não está aí por azar, não. Infelizmente, parece cada vez mais claro que o tempo pasosu bastante para Hunter-Reay. O americano merece todo respeito do mundo, já foi campeão, já venceu Indy 500, mas vem caindo vertiginosamente. Se já demorou para renovar em 2021, corre ainda mais risco em 2022.

Ryan Hunter-Reay parece estar com os dias contados na Indy (Foto: IndyCar)

17º – CONOR DALY – 117 PONTOS

Conor é companheiro de VeeKay e não tem um top-10 que seja na temporada. Precisa falar mais alguma coisa? Apesar de uma Indy 500 decente, está feio para ele…

18º – ED JONES – 113 PONTOS

Mais um titular que faz um ano muito abaixo. Jones não passa nem perto de tirar do carro da Dale Coyne tudo que poderia, só tem um top-10 e, desde já, se torna figura bastante questionável para o grid de 2022.

19º – SANTINO FERRUCCI – 105 PONTOS

Foram só três corridas, mas Ferrucci vai dando seu recado muito bem. O americano tem 100% de top-10 no ano até agora, isso é muito significativo. Não vai ser nada esquisito se Santino seguir aparecendo nos próximos finais de semana.

20º – HELIO CASTRONEVES – 103 PONTOS

Uma corrida, uma vitória. E simplesmente nas 500 Milhas de Indianápolis. Não tem nem o que dizer, basta aplaudir Castroneves e ficar com expectativas lá no alto para as próximas corridas do veterano com a Meyer Shank em 2021. Tem muita lenha para queimar!

Helio Castroneves venceu as 500 Milhas de Indianápolis (Foto: IndyCar)

21º – JAMES HINCHCLIFFE – 103 PONTOS

Admita: você não imaginava ver Hinchcliffe de novo como titular da Indy em 2021. Admita de novo: você não imagina que Hinch siga como titular em 2022, né? Nem nós.

22º – ED CARPENTER – 99 PONTOS

Um top-5 em três corridas disputadas, não está nada ruim. Outro veterano, só aparece nos ovais e por aí deve seguir ainda uns bons anos, sempre atrás da primeira vitória na Indy 500.

23º – ROMAIN GROSJEAN – 95 PONTOS

Apesar de uma dificuldade importante nas pistas de rua, Grosjean vem impressionando. O ex-F1 se adaptou rapidamente à Indy e já deu show em misto, cravando pole e indo ao pódio no GP de Indianápolis. A vitória escapou por pouco, mas já está claro: correndo também os ovais, pode sonhar com título da categoria em breve.

24º – FELIX ROSENQVIST – 87 PONTOS

Vítima de um forte acidente em Detroit, Felix ainda não se encontrou na McLaren. Enquanto Pato brilha e sonha com título, o sueco só deve querer um top-10 para voltar aos eixos. No cenário atual, na verdade, precisa querer uma recuperação física ágil depois do susto na Belle Isle.

Felix Rosenqvist foi levado ao hospital após batida em Detroit (Foto: Indycar)

25º – DALTON KELLETT – 81 PONTOS

O canadense é, certamente, o piloto mais fraco do grid. Aliás, possivelmente o único piloto ruim que a Indy tem atualmente. Se conquistar um top-15 já pode comemorar.

26º – TONY KANAAN – 79 PONTOS

Uma grande corrida de recuperação após azar purinho na Indy 500 e outras duas corridas de recuperação no Texas após mais azares. O brasileiro segue muito rápido e, se tudo correr bem, vai brigar pela vitória em Gateway.

29º – MAX CHILTON – 44 PONTOS

Um top-20 em cinco corridas não chega a ser bom, né? A sorte de Chilton é que a Carlin também é dele, mas não tem muito para onde crescer. Aliás, a equipe segue na Indy ano que vem? É algo a ser observado.

30º – JIMMIE JOHNSON – 40 PONTOS

A experiência da lenda da Nascar na Indy não tem sido exatamente boa, pelo contrário. Errando quase que em todas as corridas, Jimmie também está bem mais lento que os rivais. O mundo segue na torcida para que se adapte logo, é uma grande história.

31º – PIETRO FITTIPALDI – 34 PONTOS

Substituto de Grosjean nos ovais, Pietro vem fazendo um trabalho digno, teve uma participação bem interessante na Indy 500 e, muito possivelmente, esteja encontrando na categoria um rumo interessante para a carreira. Pode funcionar, sim.

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