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Indy coloca terceira montadora como necessidade e cogita adiar mudança de regulamento prevista para 2021

Em Barber, Jay Frye comentou que a entrada de uma rival para Chevrolet e Honda na Indy é uma necessidade para o crescimento da categoria, e que cogita atrasar a mudança de regulamento prevista para 2021, que introduzirá os motores 2.4 L

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Presidente da Indy, Jay Frye falou da possibilidade de entrada de uma terceira montadora na categoria. Presente em Barber para a terceira prova da temporada, o dirigente comentou com a imprensa que conversa com diversas montadoras todos os dias para uma possível e necessária entrada para dividir funções com Honda e Chevrolet.
 
"Existe muito entusiasmo, falamos com muitos deles todos os dias. Muito do que está acontecendo é com o tempo certo, porque é um grande compromisso. Eles têm que montar os motores. Os que estamos falando querem construir os próprios motores, o que é um bom indicador quando você fala com alguém sobre compromisso. Estamos analisando isso", declarou.

Com a categoria ganhando novas equipes nos últimos anos, Frye citou que a entrada de uma rival para Chevrolet e Honda não será um luxo, e sim uma necessidade conforme a categoria siga com o seu crescimento.
 
"Parte do que está acontecendo é que estamos conversando sobre o plano de cinco anos, e o campo está aumentando porque os times estão aparecendo. Em algum ponto, não será um luxo, será uma necessidade à medida que crescemos. Não estamos nesse ponto ainda, mas estamos nos aproximando e ansiosos pra ver o que acontece", citou.
Chevrolet e Honda são as únicas montadoras na Indy (Foto: Reprodução/Andretti)
Frye também admitiu que a entrada de uma terceira montadora pode afetar a mudança de regulamento para 2021, que pretende implantar os motores 2.4 L, com mais de 900 cavalos de potência. Ele enxerga a possibilidade do projeto ser adiado com uma nova fabricante.
 
"Agora, estamos olhando completamente para frente, mas depende do timing nesse tipo de coisa. Sobre os 2.4, estamos confiantes em tudo que organizamos, com a parceria com Chevrolet e Honda. Agora, é pensar entre 2021 e 2026. Pode ir para qualquer lado neste ponto, parte disso pode ser da próxima montadora, de qual seria a participação deles ou o que gostariam de fazer. Obviamente, Chevrolet e Honda estão interessadas em ter outra participante. Se a outra vier e precisar atrasar ou coisa parecida, seria possível, faremos", comentou.

O presidente também falou de uma possível expansão do grid, que hoje conta com 12 equipes e 24 carros. Frye acredita que novos times podem fazer parte do paddock da categoria em 2020 ou 2021.
 
"Nós temos um grid muito profundo aqui. Dois anos atrás, em São Petesburgo, tínhamos oito times e 21 carros. Neste ano, são 12 times e 24 carros. É algo que trabalhamos muito forte em cima, trazendo novos donos, sangue novo para o esporte. Estamos animados com isso, acho que teremos mais alguns no próximo ano ou ano e meio. Acho que estamos na direção certa", completou.