Indy promove ajustes nas regras de 2014, prioriza segurança dos carros e novo formato de pontuação

A Indy não viverá um ano de grandes mudanças nas regras. A categoria norte-americana preferiu pequenos ajustes no que diz respeito ao lado esportivo e se concentrou na segurança dos cockpits

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Sempre tendo em conta a opinião de seus fãs, a Indy promoveu apenas alguns ajustes em seu livro de regras para 2014. Com o claro desejo de tornar o regulamento o mais simples possível e principalmente mais barato para seus competidores, a categoria norte-americana voltou seus olhos para a parte esportiva, com destaque para o novo formato de classificação de sua prova mais importante, as 500 Milhas de Indianápolis, que, inclusive, terá também um sistema diferente de pontuação.

No que diz respeito à parte técnica, a série procurou se concentrar na segurança, sobretudo depois do forte acidente sofrido por Dario Franchitti em Houston no ano passado, além de introduzir alterações com relação aos motores. As maiores mudanças, entretanto, serão feitas apenas em 2015, quando as duas fabricantes Honda e Chevrolet vão produzir os pacotes aerodinâmicos. 

Indy inicia ano com pequenos ajustes no regulamento (Foto: IndyCar)

O campeonato que começa neste fim de semana em São Petersburgo será disputado dentro de uma nova distribuição de pontos, especialmente nas provas em ovais. A modificação diz respeito especificamente às três etapas com distância de 500 milhas no calendário – Indianápolis, Pocono e Fontana.

Com o objetivo de promover as corridas de maior duração da temporada, a pontuação dada aos pilotos será dobrada. O vencedor levará 100 pontos ao invés dos 50 habituais, enquanto o segundo colocado ficará com 80 ao invés de 40, e assim sucessivamente. A medida deve ter grande peso na decisão do título, já que a prova californiana encerra o campeonato, em 30 de agosto.

A direção da categoria também promoveu uma revisão na pontuação do campeonato das fabricantes de motor, com a meta de premiar a confiabilidade e o desempenho de Honda e Chevrolet. As fornecedoras agora vão receber dez pontos por cada motor que alcançar o limite máximo de 2.500 milhas ou 4 mil km.

Além disso, haverá uma segunda bonificação. O motor que liderar ao menos uma volta terá um ponto de bônus. O mesmo vai acontecer na conquista da pole, exceto na Indy 500. O motor que tiver o maior número de giros na liderança ganha dois pontos.

Outra alteração importante ainda foi feita com relação às punições por troca das unidades. Nos últimos dois anos, o piloto perdia dez colocações no grid toda vez que era obrigado a mudar o motor sem aprovação. Para 2014, a Indy decidiu punir a fabricante ao invés do competidor. Assim, sempre que a fornecedora solicitar uma troca sem consentimento da direção de prova vai perder dez pontos no campeonato.

Os motores, V6 de 2,2 L, passaram por uma revisão para esta temporada. Embora com desenvolvimento limitado, as duas fabricantes tiveram permissão para trabalhar no torque e na potência. As fornecedoras vão utilizar ainda o sistema bi-turbo. 

A Indy também confirmou uma nova rodada de atualizações no DW12, em uma tentativa de melhorar a proteção lateral dos pilotos. Novos painéis de fibra de carbono foram adicionados na parte exterior e interior do carro, que terão também uma espuma de plástico na parte do cockpit onde ficam as coxas dos pilotos.

A lista de inscritos para o GP de São Petersburgo

A Indy promoveu algumas mudanças estruturais nos carros (Foto: IndyCar)

De acordo com a direção da categoria, a modificação vai aumentar a integridade do carro no caso de um impacto lateral em quase "60%". Além disso, um anel de reforço também em fibra de carbono foi adicionado à estrutura do cockpit. A peça é uma espécie de protetor cervical. O objetivo é diminuir o incômodo para os competidores nas onduladas pistas de rua do calendário. Haverá ainda um reforço no suporte acoplado à roda traseira em circuitos mistos.

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