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Indy vai para decisão em Sonoma com Dixon e Rossi separados por 29 pontos. Confira matemática do título

Scott Dixon e Alexander Rossi são basicamente os únicos pilotos na briga pelo título. E ambos aparecem separados por apenas 29 pontos, o que deixa tudo aberto para a final em Sonoma. Josef Newgarden e Will Power ainda respiram por aparelhos com chances remotas
Warm Up / GABRIEL CURTY, de São Paulo
 Scott Dixon (Foto: IndyCar)
A temporada 2018 da Indy prometia ter uma das decisões mais equilibradas dos últimos anos. Com novo kit aerodinâmico universal, a categoria aproximou muito mais seus times, mas a classificação do campeonato após a penúltima etapa do ano em Portland não reflete exatamente o que era esperado.
 
A grande verdade é que, por mais que os times realmente estejam próximos, dois pilotos fazem temporadas brilhantes. Scott Dixon e Alexander Rossi estão voando e chegam à final, por exemplo, com mais pontos que o atual campeão Josef Newgarden em sua campanha do título.
 
A novidade de 2018 é a falta de ao menos um carro da Penske com chances reais de título. Newgarden e Will Power, que ainda têm possibilidades remotas, só vão buscar o bicampeonato com um milagre neste domingo. Foi o ano de Andretti e Ganassi.
 
Na matemática da briga pelo título em Sonoma, cada ponto é crucial, incluindo os distribuídos pela pole-position, por mais voltas lideradas e por ao menos um giro fechado na primeira posição. São esses 104 tentos que fazem Power e Newgarden ainda terem chances matemáticas.
 
Após um GP de Portland cheio de reviravoltas, a Penske chega como figurante em uma briga que Ganassi e Andretti devem protagonizar com Dixon e Rossi na Califórnia. Curiosamente, os quatro pilotos que ainda têm chances também estavam vivos em 2017, mas Rossi ocupava o mesmo papel que hoje ocupam Newgarden e Power.
Scott Dixon entra em vantagem na briga pelo título (Foto: IndyCar)
Confira as contas para o título:
 
Dixon, líder com 598 pontos: A matemática de Dixon é a mais simples dentre os postulantes ao caneco. A vitória ou o segundo lugar garantem o pentacampeonato para o neozelandês. Caso chegue em terceiro, precisa liderar mais voltas e cravar a pole em caso de vitória de Rossi. De quarto até sétimo, só perde se Rossi for vencedor em Sonoma. Em oitavo e nono, não pode ver o rival no top-2.
Alexander Rossi está bem vivo na disputa (Foto: IndyCar)
Rossi, 2º com 569 pontos: Não tem muito segredo para Rossi: é chegar sempre na frente de Dixon e, pelo menos, com duas posições de frente. Se vencer, deve garantir o título com o neozelandês em terceiro. Se for segundo, precisa de Scott fora do top-7, enquanto em terceiro só leva o caneco com Dixon de décimo para trás. Em quarto, precisa que o rival chegue abaixo do 13º lugar, em quinto, atrás do 15º.
Will Power precisa de um milagre para ser bicampeão (Foto: IndyCar)
Power, 3º com 511 pontos: A chance de Power é meramente matemática. O australiano precisa vencer com todos os pontos extras - totalizando 104 tentos - e Dixon não pode ir além do 22º lugar. Além disso, Rossi também não pode ficar entre os oito primeiros colocados. 
Josef Newgarden também precisa de um milagre para ser bicampeão (Foto: IndyCar)
Newgarden, 4º com 511 pontos: A conta de Newgarden é exatamente a mesma de Power, sem nenhum detalhe adicional. Já se sabe, porém, que o americano não tem como repetir os 642 pontos do título de 2017.