Indy

Indy vê volta ao Japão como “difícil” e cogita provas internacionais sem contar pontos para campeonato

Presente em Barber para o GP do Alabama, Mark Miles falou sobre a possibilidade de provas da Indy fora da América do Norte. O chefe da categoria comentou sobre o desejo de retorno ao Japão, que é difícil por conta da dificuldade em arranjar uma data em que o clima permita a realização da corrida

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
Chefão da Indy, Mark Miles voltou a falar sobre a chance de expansão internacional da categoria norte-americana. O dirigente está no circuito de Barber para o GP do Alabama, que acontece neste domingo (7), e marca a terceira corrida da temporada 2019.

Em entrevista ao site americano 'Motorsport.com', Miles falou sobre a chance da Indy retornar ao Japão, onde realizou corridas entre 1998 e 2011, no circuito de Motegi. A categoria norte-americana segue com interesse alto no país asiático desde a vitória de Takuma Sato na Indy 500, em 2017, mas para o chefe, é difícil achar uma data onde o clima ajude a realização da prova.

"Todos os nossos parceiros japoneses querem nos ver lá. NTT, Firestone e Honda. É duro para nós porque, no geral, penso que as corridas internacionais devem ser no começo do campeonato, ou seja, entre janeiro e fevereiro, e é difícil no Japão achar uma data onde o clima ajude, é muito frio", comentou.
Indy corre no Alabama neste final de semana (Foto: Reprodução/Andretti)
Atualmente, a única corrida da Indy fora dos Estados Unidos é a etapa de Toronto. Miles falou que a categoria considera promover corridas que não contem pontos para o campoenato, e que segue procurando por datas no começo do ano.
 
"Vamos pensar sobre, talvez exista algum jeito de fazer uma corrida que não necessariamente valha para o campeonato. Nossa filosofia sobre expansão internacional é que somos uma categoria norte-americana, mas que não temos muitas escolhas para correr em fevereiro na América do Norte, especialmente nos Estados Unidos. Então, é uma época atrativa para correr fora da América do Norte", citou.
 
"Serão uma ou duas, e estamos procurando regularmente por datas, tentando entender como criar uma proposta de valor e estar em um lugar onde não será apenas uma corrida. Queremos ser parte de uma tradição, e, para sustentar uma tradição, você precisa começar uma", comentou.

Apesar do desejo em promover corridas em diferentes países, o chefe da Indy garante que a situação financeira do novo local precisa ser boa, ou a etapa se torna inviável, repetindo o discurso que fez sobre uma possível volta do Brasil.
 
"Tudo precisa estar ajeitado. A economia precisa ser boa, vamos colocar os termos econômicos e os patrocínios juntos, mas eventualmente vai acontecer", finalizou.