Iowa tem primeira prova da eficiência do aeroscreen em acidentes assustadores

A Indy teve o primeiro teste de fogo para o aeroscreen e o resultado foi positivo. Diante de dois acidentes perigosos, a peça respondeu muito bem

O GP de Iowa 1 da Indy foi bastante movimentado, cheio de alternativas, boas disputas, grandes atuações, mas também marcou uma tremenda prova de fogo para a categoria. É que dois acidentes perigosos aconteceram e colocaram em teste a eficiência do aeroscreen, que respondeu muito bem, especialmente no choque entre Colton Herta e Rinus VeeKay.

Para começar, a batida já foi das mais assustadoras. A relargada foi abortada, Herta não conseguiu desacelerar e subiu no carro de VeeKay. Aí que aconteceu o primeiro dos testes no incidente: a repetição em câmera lenta mostrou que foi o aeroscreen que impediu que o bico do americano entrasse no cockpit do holandês, o que poderia ter sido gravíssimo.

“Estou muito feliz, especialmente com a segurança. Eu saí do carro e revi tudo. O aeroscreen foi destruído. Então, agradeço a Indy pela célula de segurança”, comentou VeeKay ao sair do carro.

Colton Herta subiu no carro de Rinus VeeKay (Foto: Reprodução/DAZN)

Mas não parou por ali. Colton foi lançado, decolou e pegou na grade de proteção. Por sorte, nenhum impacto mais sério, mas o aeroscreen estava ali para proteger. Só que o pior poderia não ter sido com os dois, por mais que visualmente a batida tenha sido muito feia. Ocorre que destroços, especialmente do carro de Herta, foram lançados pela pista e alguns foram parar em Marcus Ericsson, que prontamente rebateu com o escudo posicionado na frente do cockpit.

Foi basicamente a melhor resposta que a Indy poderia ter tido, afinal, a implementação do aeroscreen está intimamente ligada ao acidente fatal de Justin Wilson que, de certa forma, foi bem parecido, o britânico meio que estava na posição em que hoje estava Ericsson. Nas 500 Milhas de Pocono, em 2015, o então líder da prova Sage Karam perdeu o carro, bateu e fragmentos da asa dianteira voaram diretamente na cabeça de Wilson, que não resistiu e morreu dias depois.

“Foi um pouco assustador na relargada. Tinha muito detrito voando, algumas peças grandes atingiram o aeroscreen, então mostra o grande trabalho que a Indy fez. Eles realmente trabalharem bem para me proteger”, declarou o sueco à revista americana ‘Racer’.

Muitas peças de Colton Herta voaram pela pista de Iowa (Foto: Indycar)

A corrida de hoje ainda teve um acidente impressionante de Will Power, que perdeu uma roda, roda que, aliás, pegou no muro e voltou, passando muito perto da cabeça do australiano. Novamente, ali estava o aeroscreen para garantir que nada acontecesse.

O campeonato não mudou muito, com mais um grande resultado de Scott Dixon e Simon Pagenaud, apesar de uma vitória imensa, sem cortar tanto a vantagem, que está ali em 50 pontos. E, por mais que a corrida tenha sido sensacional, ficou ainda melhor pela eficiência de seu equipamento de segurança.

Por mais que a peça ainda tenha problemas, o que é absolutamente natural para algo que acabou de estrear, está mais do que clara sua importância e sua eficiência. Cuidar do calor no cockpit, de algum problema de visibilidade, tudo isso é pouco diante do tremendo passo adiante que a Indy deu com o aeroscreen. Iowa, que nem é um dos ovais mais perigosos, mostrou o tamanho dos riscos que a categoria corre e, assim, de quão essencial é que os pilotos estejam protegidos.

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