Indy

Kanaan desconversa sobre aposentadoria, mas se diz fiel a Foyt e garante: “É meu último contrato”

Tony Kanaan segue sem ter data para se aposentar, mas falou da fidelidade que tem por AJ Foyt e explicou que não muda mais de equipe, parando depois de cumprir seus objetivos com o time
Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Tony Kanaan é o grande veterano do grid da Indy, mas não costuma falar muito de aposentadoria. Aos 44 anos, o brasileiro da Foyt comentou um pouco mais sobre o assunto e, mesmo sem dar uma data exata, deixou claro que não vai mais trocar de equipe e que deve parar quando sentir que ajudou a Foyt a chegar em um patamar elevado.
 
O baiano começou falando do assunto em tom de piada, já que AJ Foyt, dono da equipe em que Kanaan corre, parou apenas aos 58 anos. Não vai ser o caso do brasileiro, ele assegura.
 
"Já falei com o AJ, algumas vezes, que eu estava ficando velho, mas ele sempre me responde que se aposentou aos 58 anos. Posso garantir que eu não estarei mais guiando aos 58", brincou Tony ao canal norte-americano NBC.
Tony Kanaan segue feliz da vida na Indy (Foto: IndyCar)
Tony explicou que a relação com AJ e a equipe é muito boa e que não procura vaga em outro lugar. Segundo o brasileiro, enquanto se sentir veloz e podendo ajudar o time, vai seguir. Mas é mesmo seu último contrato, o plurianual assinado no ano passado.
 
"Posso assegurar que é o meu último contrato na Indy. Sou fiel ao AJ e eu irei seguir guiando enquanto ele me der um carro. Sinceramente, meu erro no passado foi tentar planejar quando seria a aposentadoria. Isso de mais dois, três, um ano. Estou feliz aqui, motivado para seguir e com a certeza de que ainda sou rápido. Sei que ainda serei competitivo na Indy 500", seguiu.
 
Kanaan colocou como meta para o fim do ciclo vitorioso - de título e vitória na Indy 500 - colocar a Foyt entre as principais forças do grid. Só então deve pensar em parar.
 
"Acho que quando a equipe começar a ter bons resultados, brigar por vitórias, vai ser quando eu estiver com a sensação de dever cumprido. Mas se me perguntassem como seria o final perfeito da minha carreira na Indy, seria pelo menos mais esse ano e outros dois", completou.