Meira vê chegada de Leist na Indy como ciclo de renovação necessário e lamenta cenário na F1: “É uma pena”

Vitor Meira revelou que vê com empolgação a chegada de Matheus Leist à Indy. O piloto comentou que a estreia do brasileiro em 2018 é um ciclo de renovação necessária na categoria, adiando a chance de ficar sem representantes do país, como na F1

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Em 2018, a Indy vai contar com um novo rosto brasileiro no grid: Matheus Leist. Ao lado de Tony Kanaan, o piloto vai passar a defender a AJ Foyt, e sua chegada à categoria norte-americana é encarada com bastante animação.
 

Quem comentou um pouco sobre o assunto foi Vitor Meira. O piloto, que integrou o certame entre os anos de 2002 e 2011, falou com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO dos tantos aspectos positivos da entrada do jovem competidor.
 
“Eu acho muito necessária essa renovação, essa reciclagem é necessária. Ano que vem o Helio não vai mais estar na Indy, vai estar em outra categoria. Restou o Tony, então que bom que o Matheus entrou, porque começa esse ciclo de renovação, que é extremamente necessário, porque senão acontece o que está acontecendo na F1”, disse.
 
Meira também lamentou o atual cenário brasileiro na F1. Com a aposentadoria de Felipe Massa, em 2018 não teremos representantes do país no grid, o que não acontece desde a estreia de Emerson Fittipaldi. “É uma tristeza o que tem acontecido ultimamente, não tem representante na F1 no ano que vem. De repente todo mundo toma um susto e não tem brasileiro, o que é uma pena diante da história que o Brasil no automobilismo mundial”, explicou.
Matheus Leist comemora ascensão à Indy (Foto: IMS)

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Além de Massa, quem também dará um novo rumo na carreira em 2018 é Helio Castroneves. Após 16 temporadas completas na Indy, o brasileiro passa a defender a Penske na SportsCar, categoria de corridas de longa duração. Para Vitor, a contribuição do competidor é enorme para o automobilismo.
 

“O Helio, nos Estados Unidos, se encontrou muito, ganhou três vezes as 500 Milhas, isso lá nos Estados Unidos, e no automobilismo mundial, é um feito especial. Ganhar uma vez já é demais, ganhar tantas é muito especial para ele, para os Estados Unidos e para o automobilismo”.
 
“Ele representou o Brasil muito bem, como o Tony representou, como o Emerson representou, como mesmas as pessoas que não tenham ganhado, isso ajuda a impulsionar o automobilismo”, completou.
 
Meira, até o final de 2016, competia na Copa Petrobras de Marcas, categoria de turismo brasileira que conta com algumas das principais montadoras do país. Atualmente, pilotos deixam seu sonho de correr na F1 e na Europa para tentar seguir uma carreira dentro do Brasil. Para o veterano, isso é encarado como um “plano B”, pois o competidor passa a se moldar a realidade em que vive. 
 
“É a opção que tem. Hoje, 99% das pessoas começam querendo ser piloto de F1, menino que tá sentado no kart e tá pensando desse jeito. A vida vai passando e você vai revendo seus planos de acordo com a realidade. Às vezes a oportunidade você não consegue concretizar para fora”.
 
“Por isso, do jeito que sua carreira vai se desenvolvendo, você vai se ajustando, de acordo com as possibilidades financeiras. Isso se dá por causa das oportunidades, mas ainda bem que a gente tem isso, porque um tempo atrás não tinha isso, era obrigatório sair do Brasil. Ali nos anos 2000, até antes, não tinha opção. Ainda bem que tem Stock Car, é uma carreira, você vive sendo piloto da Stock Car”, encerrou.
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