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Mesmo confiante após 2018 de “grande avanço”, Dixon relata que “todo dia tem coisa para aprender”

Scott Dixon parte de um começo um tanto quanto confortável para o segundo ano dos kits aerodinâmicos: foi campeão em 2018. Quando o pentacampeão fala dá para notar a confiança no trabalho da Ganassi, mas ele faz questão de garantir que tudo isso só vai dar certo com constante desenvolvimento
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
Mesmo com a Ganassi sem ter supremacia na Indy nos últimos anos, Scott Dixon continua encontrando manteiras de ser campeão. Foi exatamente o que aconteceu na temporada 2018, quando o escocês se tornou pentacampeão da categoria. Para superar as dificuldades que tinha em 2018, Dixon e a Ganassi precisaram ser criativos. As soluções que encontraram deram respostas que facilitam a vida e o trabalho para 2019.
 
Uma das grandes dificuldades de Dixon em 2018 foi para classificar nos circuitos mistos. Mas na etapa final da temporada, em Sonoma, Dixon superou o rival Alexander Rossi na classificação e garantiu o título. As mudanças realizadas foram fruto de ideias do engenheiro de corridas Chris Simmons e da mudança do estilo de tocada de Scott. A melhora seguiu utilizada no teste pós-temporada de outubro, no Alabama.
 
"Funcionou para mim no Alabama e mais ou menos em Sonoma. Essa pista [Sonoma] foi um problema em nossa vida por alguns anos. Partindo desde Portland, com um direcionamento de setup que temos usado pelos últimos dez ou 12 anos - claro que com muitas mudanças, mas o setup básico é bem parecido - e indo para algo totalmente diferente uma semana mais tarde, depois andando no top-3 por todo o fim de semana em qualquer um dos treinos", disse. 
Scott Dixon (Foto: Chris Owens/Indy)
"Foi legal e confortável de guiar e não muito difícil de acertar uma volta, o que foi a grande diferença", afirmou.
 
A melhora no rendimento pode ser usada como base para a temporada 2019, a segunda com os kits aerodinâmicos padronizados.
 
"Talvez se aplique a alguns lugares e não a outros, mas, sim, creio que quando você olha para trás nos buracos que nós tínhamos, um carro normalmente muito forte em mistos estava bem horrível, especialmente nas classificações. Havia um grande buraco que tínhamos de perseguir e definitivamente estamos com algo totalmente diferente agora", garantiu.
 
"Pareceu funcionar em Barber e Sonoma no fim do ano. Definitivamente tivemos um ano de grande avanço, mas vamos continuar trabalhando nisso", seguiu. 
 
Mesmo assim, com cinco títulos e 18 anos de Ganassi, ainda é tempo de aprender.
Scott Dixon (Foto: IndyCar)
"Todos os dias a gente aprende. Todos os dias na pista há algo novo, que pode ser básico, tipo temperatura ambiente ou pneus, a pista, o motor... É necessário evoluir constantemente", avaliou.
 
"Ano passado, com o novo kit aerodinâmico, houve uma grande transição, especialmente com porque estávamos aumentando mais e mais e mais o downforce, e agora caiu bastante, foi uma enorme variação do que tínhamos. Sempre há espaço para melhorar: é uma constante evolução e, se você achar que sabe tudo, talvez seja hora de desistir", encerrou. 
 
Os testes coletivos de pré-temporada passam por Austin, Texas, nesta terça e na quarta-feira.