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Metade dos pilotos pede leite integral de ‘Vitória’ no caso de triunfo na edição 100 das 500 Milhas de Indianápolis

Uma das tradições mais conhecidas e curiosas das 500 Milhas de Indianápolis é ver o vencedor beber uma enorme garrafa de leite ao invés de estourar o champanhe, como normalmente acontece nos pódios das provas do esporte a motor. E, na edição 100, o ritual segue e a maioria dos pilotos pediu por leite integral para festejar uma eventual vitória. E a vaca, inclusive, esteve no IMS. O nome dela? Victory

Warm Up, de Indianápolis / EVELYN GUIMARÃES, de Indianápolis

As 500 Milhas de Indianápolis são por si só uma das mais importantes tradições do esporte a motor no mundo. Então, não é de se estranhar que a famosa corrida do estado de Indiana também tenha lá seus rituais próprios. E um dos mais conhecidos é, sem dúvida, a celebração com uma enorme garrafa de leite. 
 
Ao invés do banho do champanhe no pódio, o vencedor da prova de quase três horas no superoval bebe um singelo e quase maternal leite em meio a uma coroa gigante de flores no chamado Victory Lane. A imagem virou quase um sinônimo da Indy 500 e o cenário onde os 33 pilotos que largam domingo almejam estar depois da quadriculada.
 
A comemoração é tão antiga quanto a própria corrida. Na verdade, a primeira vez em que o ganhador entornou a bebida foi no longínquo ano de 1936 depois do terceiro triunfo do nova-iorquino Louis Meyer. 

Conta a lenda que o dia estava tão quente no Brickyard, mas tão quente que, quando o piloto parou após a vitória, apenas pediu um copo de leite para matar a sede e refrescar o calor. Simples assim. Nos anos seguintes, o rito protocolo seguiu. E o produto vinha das fazendas leiteiras de todo o estado de Indiana.  
A vaca Victory andou pelos tijolinhos no IMS nesta semana (Foto:Reprodução)
 
Na história, apenas entre os anos de 1947 e 1955 a tradição não foi cumprida, além da vez em que Emerson Fittipaldi quebrou o protocolo propositalmente ao tomar suco de laranja. Isso aconteceu na conquista do brasileiro de 1993. Emerson tomou a iniciativa que fez muitos torcerem o nariz em Indianápolis sob a justificativa de promover o produto no Brasil.
 
Tal comportamento nunca mais aconteceu. E desde então todos os ganhadores tomam o leite. E é claro que a mais tradição das celebrações vai se repetir novamente na edição 100 da Indy 500 no próximo domingo. Como também é tradição, o leite vai vir de fazendas pertencentes à Associação de fazendeiros de Indiana. E os pilotos já fizeram suas escolhas.
 
Dos 33 competidores que vão alinhar no grid, 17 pediram por leite integral no caso de vitória nas 500 Milhas, incluindo o pole James Hinchcliffe. 13 vão de semidesnatado, entre eles os dois brasileiros, Helio Castroneves e Tony Kanaan, enquanto apenas três optaram pelo desnatado: Charlie Kimball, Pippa Mann e Spencer Pigot.
 
E como a edição 100 é mais do que especial, até a provedora do leite também apareceu no IMS nesta semana. O nome dela? Victory.
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