Na Ganassi, Kanaan estica carreira com melhor cenário possível para buscar 2ª Indy 500

A oportunidade de voltar para a Ganassi é a melhor possível para Tony Kanaan, que segue firme na carreira e competitivo atrás da segunda conquista das 500 Milhas de Indianápolis

Tony Kanaan viveu um 2020 bastante diferente. Pela primeira vez desde 1998, o brasileiro não disputou a temporada completa da Indy. Apenas presente nos ovais, defendeu a Foyt em seis corridas e, de quebra, conviveu com um rumor de que se aposentaria ao final do campeonato. Só que a aposentadoria não veio e, para melhorar, Kanaan deixou a Foyt e acertou o retorno para a Ganassi, uma das grandes forças do grid.

A verdade é que a tal última dança de Tony que supostamente aconteceria em 2020 nunca passou de um grande mal-entendido, de uma declaração que virou outra coisa e ganhou uma proporção única. O que Kanaan sabia e já havia dito é que muito provavelmente não teria mais temporadas completas e, de fato, é o que veremos em 2021 e 2022, com o brasileiro assumindo o #48 de Jimmie Johnson nas etapas disputadas nos ovais.

Assim, prestes a completar 46 anos, o brasileiro já vive uma nova realidade na Indy, afinal, não disputa mais título, não precisa pensar nos circuitos mistos e de rua, pode focar mais no que interessa. E, agora, mais do que nunca, o que realmente interessa são as 500 Milhas de Indianápolis e a tentativa de buscar o segundo anel. E é por isso que assinar com a Ganassi é o melhor dos mundos para Tony.

Tony Kanaan volta para a Ganassi (Foto: IndyCar)

Melhor ainda que tenha sido por dois anos, assim, são mais duas oportunidades para repetir o feito que alcançou em 2013, com a modesta KV. Kanaan vai ter em mãos, possivelmente, as melhores condições para vencer, já que a Ganassi forma, ao lado de Penske e Andretti, o trio de ferro das equipes da Indy. Ainda, houve uma vantagem clara dos motores Honda em Indianápolis em 2020, o que deixou a Ganassi em posição bem mais confortável que a da Penske, por exemplo, que suou para arrancsar um top-5.

Só que tudo é uma via de mão dupla. Se Tony indiscutivelmente melhora suas condições de vencer a Indy 500 ao trocar a Foyt pela Ganassi, a equipe também ganha com o piloto alguém muito capaz de triunfar no Brickyard. É claro que Scott Dixon é um gênio, o atual campeão e foi segundo colocado em 2020, mas ter o baiano ao lado do neozelandês é ideal para atacar em mais de uma frente, já que Álex Palou, apenas em seu segundo ano de Indy, e Marcus Ericsson, que ainda não é um especialista em ovais, teoricamente estão mais para trás na lista dos favoritos.

Tony Kanaan corre pela Ganassi em 2021 (Foto: AFP)

Além da Indy 500, outro fator que so valoriza mais o acordo entre Tony e Ganassi é o fator carro #48, afinal, definitivamente, não é qualquer um que poderia dividir um carro com Jimmie Johnson, uma das maiores lendas da história da Nascar e que agora tenta a sorte nos mistos e nas ruas da Indy. Com Kanaan, o #48 da Ganassi já é o carro que mais atrai holofotes, antes mesmo do campeonato começar.

Depois de tantas especulações sobre uma eventual aposentadoria, após três anos de muita luta e poucos resultados na Foyt, Kanaan ganha uma recompensa merecida. Agora, o brasileiro pode encarar de fato a reta final de sua passagem pela Indy, mas em condições de seguir sendo extremamente competitivo e de continuar fazendo história. Já é um dos fortes candidatos a vencer a Indy 500 2021.

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