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Na Garagem: Novato, no desempate e jovial: Montoya leva título da CART

Juan Pablo Montoya comemora nesta quinta-feira (31) um título histórico: o de campeão da CART em 1999. Aos 24 anos, o colombiano estrou na categoria já levando tudo que era possível e batendo recordes

Grande Prêmio / FELIPE NORONHA, de São Paulo

A temporada 1999 da CART foi histórica: e nem se diz isso pelas corridas, mas sim pelo resultado final. É que foi nela em que Juan Pablo Mntoya, então com 24 anos, não só foi campeão, como levou o prêmio de melhor estreante, e ainda ficou com a taça como o mais jovem vencedor da história e em um desempate.

Bastante história para se contar - e, se Montoya foi o alegre no momento decisivo, Dario Franchitti ficou com a parte ruim de tudo que a CART 1999 deixou como legado.

O colombiano foi para o campeonato americao em razão de uma crise na Williams: após ser campeão da F3000 um ano antes. Ploto de testes do time inglês na F1, ele foi mandado para a CART em troca com a Ganassi: assim, quem se mandou para a mais famosa cateoria foi Alessandro Zanardi.

O objetivo de Frank Williams era atrair investidores para a equipe, que havia perdido o fornecimento de motor da Renault e ficado sem vencer durante toda a temporada de 1998.  Não deu muito certo, com Zanardi chegando no máximo em sétimo, no GP da Itália.
Juan Pablo Montoya na CART em 1999 (Foto: IndyCar)
Mas para a Ganassi e para Montoya a felicidade veio: após começo cambaleante em Miami (10°) e Motegi (13°), ele levou três corridas seguidas, vencendo em Long Beach, em Nazareth e no Rio de Janeiro.

Enquanto ele acumulava vitórias, Franchitti era mais constante, andava mais no top-10 (como exemplo, foi ao pódio em Miami, Rio e Long Beach) e aparecia no topo do grid quando o rival ia mal, como em Gateway (terceiro, com Montoya só em 11°).

Só que o ameircano só foi triunfar na etapa de número 11, em Toronto, enquanto o colombiano já havia vencido mais uma, em Cleveland - o que descontava  tropeços como os da mesma Toronto (apenas 22°).

Dsta forma, o campeonato ia se desenvolvendo com um duelo entre quem ia do céu ao inferno, Montoya, e quem sempre beirava o paraíso, este sendo Franchitti. 

A prova disso foi a sequência pós-Toronto: Franchitti venceu de novo, em Detroit, mas Montoya responeu com três triunfos seguidos, em Mid-Ohio, Chicago e Vancouver.
Juan Pablo Montoya na CART em 1999 (Foto: IndyCar)
Mas por que a história é contada desta forma? Simples: porque na etapa final, em Fontana, Franchitti ainda dava jeito de liderar a pontuação, nove à frente de Montoya. Mas, se ambos empatassem ao final, o colombiano levaria exatamente porque o desempate era pela quantidade de triunfos.

Montoya foi quarto, Franchitti apenas 10°. Nem a vitória na prova anterior, na Austrália, solucionaria esse problema. Montoya levou o título com 212 pontos - mas com sete vitórias, contra três do vice.

O colombiano se tornou o campeão mais jovem da história da CART e ainda levou o prêmio de novato do ano - o último, até hoje, a conquistar tal feito, e algo dividido apenas com Nigel Mansell, que havia levado o título seis anos antes.

Montoya ainda voltaria à CART no ano seguinte, mas sem o mesmo brilho, terminando apenas em nono. Porém, ele estreou nas 500 Milhas de Indianápolis, da categoria vizinha, e levou a vitória com a Ganassi, também como estreante, antes de se mudar para a Fórmula 1.
Juan Pablo Montoya levou Indy 500 em 2000 (Foto: Indy)
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