Indy

Pagenaud dá volta por cima inesperada em Toronto e renova terceira via da Indy 2019

Simon Pagenaud parecia carta fora do baralho, mas voltou para o páreo, do nada, com um final de semana daqueles em Toronto. Com uma vitória incontestável, o francês encostou na dupla que lidera o campeonato e retomou as chances do bicampeonato

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
Josef Newgarden e Alexander Rossi fazem uma temporada 2019 de nível altíssimo na Indy. Só que um dos melhores duelos dos últimos anos na categoria pode, neste domingo (14), ter visto o renascimento de uma terceira via
 
Do nada, mas do nada mesmo, Simon Pagenaud acertou um final de semana na veia em Toronto. Sabe quando tudo dá certo? Quando o cara está imparável desde os treinos livres? Pois é, foi assim a vitória do francês nas ruas canadenses. Guardadas as devidas proporções, um domínio parecido com o que teve, vejam só, na Indy 500.
 
E, assim como havia sido na principal prova do calendário, mais uma vez Pagenaud teve, sim, adversários. A Ganassi, por exemplo, estava com um acerto fantástico e um Scott Dixon, mesmo que machucado, inspirado e lutador. Rossi e Newgarden também estavam ali, esperando uma brecha para entrarem na briga. Não teve para ninguém.
 
Não foi só velocidade, voltas rápidas e boas largadas, inclusive. Ainda que o GP de Toronto não tenha sido a coisa mais linda do mundo, vale destacar que Pagenaud parecia um equilibrista nas voltas finais, se segurando na corda bamba e cautelosamente dando passo atrás de passo e deixando cada um dos retardatários no caminho de Dixon, que botava pressão atrás da vitória. 
Simon Pagenaud venceu em Toronto (Foto: Reprodução)
“Não foi fácil. Com o tráfego, era muito difícil passar. O Hunter-Reay dificultou muito, eles brigavam para ficar na mesma volta. Eu segurei e tentei aumentar a distância para o Dixon antes da curva 3 e tentando salvar combustível. Não era o cenário ideal, mas a Chevrolet nos deu uma grande atualização nesta semana. O carro foi rápido o dia inteiro, não tivemos muitos problemas. Execução perfeita do time”, disse Simon.
 
Foi o terceiro triunfo de Pagenaud em 2019, mesmo número que tem Newgarden, mais do que tem Rossi, mas, definitivamente, não é um ano regular dele. E é por isso que o final de semana ganha ainda mais importância. Foi a primeira prova de destaque de Simon fora de maio, por exemplo.
 
A questão central aqui para Simon ser uma terceira via mais confiável é minimizar o que der a oscilação da temporada. Para se ter uma ideia de quão esquisito é o ano de Pagenaud, aqui vai um dado: fora as três vitórias, a melhor posição de chegada foi sexto lugar. Sim, é isso mesmo: as três vitórias foram os únicos pódios e até os únicos top-5. É 8 ou 80.
 
Dixon merece um belo destaque também em Toronto. Tudo bem que não parece tão vivo na briga quanto Pagenaud, mas o segundo lugar com cotovelo machucado foi realmente impressionante. Scott não está totalmente fora do páreo, mas sabe que precisa vencer e vencer.
Scott Dixon foi muito bem mesmo machucado (Foto: Indycar)
“Combustível não foi problema. A Honda trabalhou duro e tínhamos ritmo. Economizamos algumas vezes, mas no final, foi a questão de posição na pista. Teve um momento em que estivemos perto e achei que tinha chance, mas ele veio fechando. Foi um bom trabalho da Ganassi hoje”, avaliou Scott.
 
E Rossi e Newgarden, o que dizer? Bom, não foi o melhor dia de ambos, claro, mas foram mal? Muito longe disso. Alexander fez pódio, Josef veio logo atrás, enfim, pontos cruciais para que Pagenaud não tirasse ainda mais da gordura que a dupla criou em um ano tão bom até aqui.
 
“Sabíamos que hoje não teríamos um carro para vitória e precisaríamos de muito pra isso, mas conseguimos terminar na frente do Josef. Pegamos um troféu e foi muito bom. Eu tinha esperanças. Os retardatários me ajudaram a diminuir a distância. É o jeito que acontece em circuitos curtos. Agradeço a equipe pela estratégia e pelo que alcançamos”, afirmou Alex.
O pódio em Toronto (Foto: Reprodução)
"Foi um fim de semana difícil, não foi o mais forte. Acertei o muro na curva 11 com poucas voltas para o fim. Estava sentindo cheiro de sangue do Rossi e tentei me aproximar, mas acho que selei nosso destino na classificação. Sair de quinto é difícil. Quando aparece a bandeira verde, o lugar que você está é o que você vai terminar. Você pode conseguir posições no pit-stop, mas não fizemos o suficiente para pegar Rossi e Dixon, que era o meu objetivo hoje. Sabíamos que se o Simon tivesse uma boa largada, seria difícil batê-lo. Ficar no pódio era o nosso objetivo, mas para um fim de semana ruim, quarto não é tão ruim assim. O carro era bom, só não era suficiente. Agradeço a Chevrolet pelo pacote neste fim de semana, e foi por isso que brigamos", comentou Josef.
 
Fora do glamour da luta pelo título, por vitórias e até top-10, uma Foyt que se arrasta. Tony Kanaan foi 17º, fez o que deu. Matheus Leist, azarado, foi coletado em uma batida do aloprado Will Power em Graham Rahal na primeira volta, virou retardatário ali e ficou em 19º.
 
"Houve um acidente na nossa frente na curva 8 e fui acertado quando tentava evitar. Depois disso, tivemos algo errado no carro e utilizamos o primeiro pit-stop para olhar. Perdemos muito tempo, porque pensei que algo estava errado e queriam checar, paramos bem antes do planejado, depois tivemos que economizar combustível e isso não ajudou. Mas o principal problema foi o acidente na primeira volta", explicou Tony.
 
“Foi uma pena ter ficado preso ali na primeira volta após uma batida entre outros pilotos. O nosso ritmo na prova foi bom na sequência da corrida, bem melhor do que mostramos na classificação, mas já era tarde demais para brigar pelo menos entre os 15 primeiros. Agora vamos pensar em Iowa na semana que vem”, complementou Matheus.
 

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