Indy

Pagenaud e Dixon ensaiam duelo em Toronto para ver quem renasce na briga pelo título

Simon Pagenaud e Scott Dixon são os dois pilotos que podem transformar em briga o que hoje é um duelo pelo título da Indy em 2019. Assim, o GP de Toronto ganha ainda mais importância com os dois dividindo a primeira fila do grid

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo / GABRIEL CARVALHO, de Campinas
Não há a menor dúvida que, neste momento, a briga pelo título da ótima temporada 2019 da Indy é um duelo, certo? Bom, isso pode começar a mudar em Toronto. Neste sábado (13), confirmando a tendência observada nos treinos livres, Simon Pagenaud e Scott Dixon se garantiram na primeira fila do grid de largada e podem, assim, tentar renascer para a disputa.
 
Ninguém duvida do talento dos dois, especialmente de Dixon, multicampeão e dos mais regulares de todos os tempos, mas fato é que ambos estão entregando abaixo em 2019. No caso do neozelandês, uma Ganassi que não está no nível de Penske e Andretti e uma incomum incosistência são os principais motivos.
 
Para Pagenaud, é até difícil explicar o que está rolando, mas resumidamente dá para dizer que o francês teve em maio um mês que ninguém passou nem perto de ter e que, fora dele, tem ido muito, muito mal. Toronto, aparentemente, é o ponto fora da curva de alguém que nem estava conseguindo direito passar para a segunda fase das classificações.
Simon Pagenaud pode voltar para a briga (Foto: Indy)
"Foi um grande dia. Ótimo fim de semana até aqui. Foi o mais divertido que tive em Toronto. O carro foi sensacional, a Chevrolet nos deu uma atualização neste fim de semana e estamos conseguindo mostrar. Acho que a potência na curva Lake Shore me ajudou com a pole, mas também a nossa precisão em cada curva. É muito bom estar no carro, me diverti no limite e estendendo os limites a cada volta. Foi uma grande volta. Conseguimos anotar uma ótima e estou orgulhoso pelo time. É um grande evento para eles e adoro esta pista, é muito bom estrear as novas ferramentas para o fim do campeonato", disse Pagenaud.
 
A distância de Pagenaud e Dixon para os líderes e grandes favoritos ao título Josef Newgarden e Alexander Rossi é grande, mas não impossível de ser tirada. É verdade também que os dois ponteiros não foram mal e se colocaram no top-5 do grid mesmo com batidas nos treinos livres. De todo modo, é hora de reduzir essa desvantagem.
 
O que se viu até aqui foi uma Ganassi muito mais forte que o normal em 2019 e um Pagenaud bastante inspirado. Assim, por mais que Felix Rosenqvist esteja bem e que Rossi e Newgarden apareçam na cola, o enredo central de Toronto parece ser novamente um duelo, mas agora de Pagenaud e Dixon, brigando para ver quem é que vai ser o perseguidor e a terceira via da briga pelo título.
Scott Dixon está em um belo fim de semana (Foto: Indy)
"Eu me senti bem no carro. Ficamos a 0s1 na última curva. É difícil arranjar espaço e o Pagenaud foi muito forte no fim de semana inteiro. Não conseguimos uma volta limpa nos treinos, mas estou confiante no carro, e o Felix também foi rápido o fim de semana inteiro, o que é ótimo para o time. Talvez a última volta fosse a pole, mas precisaria fechar para ver o que aconteceria. O segundo lugar nos ajudou no ano passado, espero replicar amanhã", comentou Dixon.
 
Só que se Rossi e Newgarden tiverem num daqueles dias que os dois vêm tendo em 2019, amigo, melhor esquecer esse duelo entre Pagenaud e Dixon. Brilhantes em 2019, têm totais condições de buscarem mais um triunfo. Para Alexander, vale recordar o que tem feito nas pistas de rua.
 
"Acertei o muro na curva 6, que foi difícil durante todo o fim de semana. No final, ao ver os resultados, provavelmente nos custou o terceiro lugar. Simon foi forte no fim de semana e muito difícil de bater. Entregamos um lugar, mas não foi uma punição grande como esperava", explicou o americano.
Alexander Rossi larga da segunda fila (Foto: Indy)
Newgarden, por sua vez, tem sido o cara que sabe reconhecer quando não pode vencer e aí belisca pontos. Mas também tem sido quem, quando vê a chance, vai atrás dela com tudo. Resumidamente, Josef está conseguindo ser uma mistura de Dixon e Rossi.
 
"Arrisquei tudo no Fast Six. Eu sabia que precisaria de uma grande volta e tentei. Fui muito agressivo na curva 11 e acertei o muro. Tentei fazer acontecer. Nosso carro foi rápido o fim de semana inteiro, só foi difícil conseguir voltas limpas. Simon fez um grande trabalho, foi rápido o fim de semana inteiro. Temos uma boa posição de largada. O top-6 é onde você precisa estar, então só devemos correr. Acho o nosso carro bom, não temos muitos dados, então é interessante ter um bom warm-up. Acho que isso vai nos ajudar. O quão forte seremos? Ainda não sei", falou o líder do campeonato.
Josef Newgarden segue de perto Alexander Rossi (Foto: Indy)
A Foyt tentou de tudo, mas não conseguiu se recuperar depois de péssimos treinos livres. Assim, Matheus Leist e Tony Kanaan partem nas duas últimas filas.
 
"A montagem dos grupos nos custou três posições na classificação. Fui mais rápido que quatro caras, e o grid nos deixa pior do que parece, mas eu acho que estamos mais próximos de quem briga pelo top-12 do que nas últimas semanas, acho algo positivo. É claro que temos muito a trabalhar para amanhã, mas acho que achamos uma direção, que é a minha aposta para amanhã", avaliou Tony.
 
“Foi um dia difícil na pista. Nós tentamos algumas coisas que pensamos que iriam dar certo e simplesmente não funcionaram nos treinos livres. Para a classificação, nós não queríamos arriscar tudo de novo e fazer grandes mudanças no carro, então ficamos com o acerto que achávamos que estava bom. Nós também tivemos um problema antes da classificação: meu câmbio não trocava marchas. Conseguimos arrumar em tempo, mas não consegui fazer duas tentativas para melhorar minha posição. De qualquer forma, eu acho que seria muito difícil avançarmos ao Q2. Vamos trabalhar bastante para a corrida amanhã. No warm-up tentaremos descobrir um melhor ajuste no carro para a corrida aqui em Toronto”, concluiu Matheus.

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