O’Ward diz que Indy deve seguir exemplo da F1: “Temos potencial para crescer”

Pato O’Ward diz que Indy tem potencial para se tornar “duas ou três vezes” maior do que ela é hoje, mas espera que categoria se espelhe na F1 para ajudar nesse crescimento

Um dos nomes de destaque do grid da Indy, Pato O’Ward acredita que a categoria americana tem um potencial de crescimento enorme, mas que o mesmo está sendo pouco explorado. Assim como a F1 atraiu um novo público ao redor do mundo nos últimos anos, principalmente nos Estados Unidos, o piloto da McLaren defende que o campeonato de Indianápolis “deveria ver o que está funcionando” na classe máxima do esporte a motor e replicar em seu projeto.

A série ‘Drive to Survive’, da Netflix, por exemplo, recebe os devidos créditos pela grande colaboração no crescimento que a F1 tem vivenciado. Com o aumento de sua popularidade entre os norte-americanos, a classe máxima decidiu ampliar o número de corridas no país nos últimos anos. Além do tradicional Circuito das Américas, em Austin, agora também temos GPs em Miami e Las Vegas.

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“Há muitos exemplos circulando no automobilismo que mostraram crescimento”, começou o mexicano, que também é piloto de testes da McLaren na F1. “Não precisamos copiá-los, pois cada categoria é diferente. Mas podemos ver como outras séries crescem e acho que a maneira mais simples seria observar o que está funcionando para elas, o que está fazendo com que isso aconteça”, completou.

O piloto de 24 anos sabe, porém, que mudanças sempre geram críticas. Ele cita como exemplo as corridas sprint na F1. Enquanto uma boa parte dos fãs gosta do formato, a outra metade prefere que a categoria permaneça apenas com as sessões tradicionais.

O’Ward entende que Indy pode usar F1 como exemplo (Foto: IndyCar)

“Quando se fala em crescimento, a mudança geralmente abala o chão das pessoas”, admitiu O’Ward. “Algumas pessoas vão gostar, outras não. Mas quando você não evolui e não muda, com certeza não haverá crescimento. E a única maneira de fazer isso é alterando algumas coisas. Temos potencial para crescer duas ou três vezes, e não apenas 5% ou 10% ao ano como estamos fazendo. Acho que realmente podemos ter ganhos massivos”, acrescentou.

No entanto, ele espera receber o apoio de outros pilotos para que as suas ideias sejam ouvidas. “Eu sei que sou apenas uma voz, algumas pessoas concordam comigo, outras não. Eu tento fazer o meu melhor para ajudar a trazer novos públicos e novas pessoas para a categoria, porque sinto que quando as pessoas assistirem, elas vão querer ficar por aqui”, garantiu o mexicano, que advertiu ainda, usando o exemplo da F1: “O problema é que você precisa colocar a classe diante do maior número de olhos possível, pois só assim haverá crescimento.”

A temporada 2024 da Indy tem início no dia 10 de março com o GP de St. Pete, no circuito de rua montado na cidade que fica na região metropolitana de Tampa, na Flórida.

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