Pilotos mantêm reclamações de “zona proibida” do oval do Texas após testes

Apesar de esforços para limpeza da pista, oval do Texas segue recebendo críticas dos pilotos por parte alta escorregadia. Pista recebe rodada dupla da Indy em maio

Romain Grosjean divulgou um onboard em Sebring (Vídeo: Romain Grosjean)

Contando os dias para o início da temporada, a Indy realizou uma bateria de testes no oval do Texas nos dias 30 e 31 de março. A pista foi imensamente criticada em 2020 pela sujeira na parte alta, e o problema segue sem solução.

Em entrevista ao jornal Fort Worth Star, Graham Rahal, vencedor da corrida de 2016 no Texas, criticou a área suja e escorregadia do circuito, que provocou acidentes na edição passada e tornou a prova monótona. Antes da corrida de 2020, o TMS usou uma resina chamada PJ1 na pista para a corrida da Nascar, realizada um pouco antes, e que vislumbrava aumentar o ritmo de ultrapassagens na categoria de stock cars. Na Indy, entretanto, o efeito foi contrário: os carros não podiam tocar na resina que escorregavam como se estivessem no sabão. Com isso, a pista ficou com somente uma linha de ação e praticamente impossibilitou ultrapassagens.

“É uma zona proibida. Quando reasfaltaram a pista e utilizaram a resina, ficou escorregadio. Na primeira corrida da Nascar aqui, muitos pilotos bateram, lembro de ter falado com o Jimmie Johnson sobre. É muito escorregadio. Todos aqui fazem um grande trabalho ao tentar achar áreas para ter aderência”, disse Rahal, piloto da RLL.

O presidente do TMS, Eddie Gossage, confirmou à revista estadunidense Racer, na semana passada, que existe trabalho para varrer a pista sem parar durante as noites texanas para tirar a resina completamente. O circuito decidiu não usar produtos químicos para a operação com medo de que afetasse ainda mais o traçado.

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Prova no Texas em 2020 recebeu críticas (Foto: Indycar)

O oval do Texas abriu a temporada 2020 da Indy e receberá uma rodada dupla neste ano, com corridas nos dias 1 e 2 de maio. Rahal espera que com acerto correto e temperaturas baixas, a parte alta do traçado pode se tornar utilizável nas corridas.

“Acho que vamos conseguir dar um show melhor do que fizemos no ano passado, ou antes disso. Tenho certeza que quando reasfaltaram, pensaram que seria uma combinação perfeita. Todos aqui fizeram um grande trabalho para tornar a pista boa de novo, e acho que estamos perto”, seguiu Rahal.

James Hinchcliffe, que compete pela Andretti, também acredita que temperaturas mais baixas podem ajudar na melhora do circuito, e também chamou atenção pelo fato de ser uma rodada dupla no Texas, o que implica em mais cuidado dos pilotos para não prejudicar a segunda prova.

“Eu acho que está mais viável, mas ainda está bem escorregadio, infelizmente. Precisamos de mais caras tentando andar ali em algum momento. Eu acho que os desafios são bem parecidos. Vai ser sobre maximizar os pontos entre as duas corridas. Você não pode cometer um grande erro na primeira porque isso vai ter consequências na corrida 2, então é o tipo de coisa que você coloca na mente. Do ponto de vista físico, ovais exigem menos, mas o Texas é rápido. Rápido e quente”, disse o piloto canadense.

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