Primeiro canadense a vencer em seis anos, Hinchcliffe cita compatriotas e diz: “Todos são vencedores”

Natural de Toronto, James Hinchcliffe se mostrou aliviado por fazer jus à história de seu país na Indy e conquistar sua primeira vitória na categoria


Desde que Paul Tracy venceu o GP de Cleveland de 2007, nenhum canadense voltou ao alto do pódio em uma prova da Indy. Esse jejum de seis anos terminou no último domingo (24), em São Petersburgo, quando James Hinchcliffe controlou os ataques do brasileiro Helio Castroneves para abrir a temporada 2013 da categoria com vitória, a primeira de sua carreira. Tornar-se um vencedor foi um alívio para alguém que se pressionava para fazer jus à história de seu país no automobilismo.

Novato do ano em 2011, Hinchcliffe se mudou para a Andretti em 2012, assumindo o carro que deveria ser de Dan Wheldon, não fosse a trágica morte do inglês na etapa de Las Vegas. Em seu terceiro ano na Indy, o piloto espera se firmar de vez entre os principais pilotos da categoria e honrar ainda mais a reputação dos canadenses.
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Graças a Hinchcliffe, a bandeira canadense voltou ao topo do pódio da Indy após seis anos (Foto: Chris Jones/Indycar)

“Para um país pequeno em termos de população, o Canadá produz alguns pilotos muito bons”, declarou Hinchcliffe na entrevista coletiva realizada após o GP de São Petersburgo. “Quando você olha para a lista de pilotos canadenses que chegaram à Indy, não importa se é Scott Goodyear, Jacques Villeneuve, Greg Moore, Paul Tracy, Alex Tagliani, Patrick Carpentier. Eles não só levaram o Canadá até a Indy, eles todos são vencedores”, exaltou. “Muitos caras vêm do Reino Unido ou do Brasil e nunca chegam a essa vitória”.

O piloto disse que nunca foi pressionado por ninguém, exceto por si mesmo, para se tornar mais um canadense a vencer na Indy. “Isso pesou demais na minha mente desde que cheguei à Indy. Agora, colocar meu nome nessa lista significa muito para mim. Estou muito orgulhoso por fazer isso para o Canadá”, concluiu.

Seu chefe, Michael Andretti, destacou o feito, embora tenha minimizado a questão da nacionalidade para valorizar a personalidade do que foi eleito pelos fãs o piloto mais popular da categoria antes mesmo de ganhar uma corrida. “É ótimo que ele seja canadense. Amo o Canadá, amo Toronto. Mas, no fim, não nos preocupamos muito com as bandeiras, apenas com as personalidades. Acho que temos grandes personalidades, e James é uma delas”, afirmou o campeão da temporada de 1991.
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